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Jardim

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Jardim

Mensagem por O Herdeiro em Dom Nov 26, 2017 7:57 pm



Jardim


Após os grandes portões de ferro que dão acesso a propriedade, um caminho de cascalho leva até a porta da casa que não era tão grande quanto se esperava, mas em compensação o terreno ao seu redor era imenso, ao redor do caminho de pedra a grama estava sempre verde e bem aparada, ao redor dos muros que protegiam o local havia uma fileira de cedros que faziam todo o contorno, espalhados pelo gramado haviam círculos de pedra branca com flores em seu centro, e bem no meio do gramado do lado direito do caminho de cascalho, se vê um coreto branco de aparência antiga, com um grande balanço pendendo de suas vigas, enquanto na outra extremidade, no gramado do lado esquerdo da trilha de pedras, via-se uma bela fonte em formato de montanha, onde a água que escorria simulava perfeitamente uma cachoeira, se acumulando no lago a sua volta, ao redor da fonte alguns bancos de pedra, tudo isso a sombra de um grande e antigo carvalho.
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Re: Jardim

Mensagem por Stella Sowsfield em Ter Jan 16, 2018 6:47 pm


Andaram em silêncio pela propriedade, sentia a garota tensa ao seu lado, a loira estava igualmente tensa, mas possuía muito tempo de experiência em controlar aqueles sentimentos de insegurança.
Ao chegarem no Coreto, Stella indicou o balanço para a garota se sentar, quando ela o fez, a loira a analisou com seu melhor olhar profundo, lendo cada expressão que ela fazia, balançando suavemente a cabeça e dizendo em um tom baixo:
– Eu sei quem você é de verdade, pode começar a me contar sua história.
A garota estava prestes a se esquivar, balançando suavemente a cabeça e iniciando uma frase curta, a qual Stella interrompeu apenas levantando a mão, encarando os olhos castanhos da garota a sua frente, dizendo no mesmo tom de antes:
– Não adianta tentar fugir disso, achou que poderia vir até a minha casa sem ser reconhecida? Eu sei que você é minha afilhada, minha prima, eu sei que você é Alice, agora espero que tenha um bom motivo para não ter voltado para casa.
A loira se movimentou graciosamente, sentando-se no balanço ao lado da ruiva, mas mantendo uma suave distância, dizendo em um tom mais brando:
– Me conte sua história, por favor.
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Re: Jardim

Mensagem por Mia Backer Appel em Ter Jan 16, 2018 7:59 pm


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Christmas Party
Claro que ela iria saber. De todas as pessoas naquele salão, ela com certeza seria aquela que me reconheceria.

Andar pela casa, pelo jardim, era como um déjà vu eterno enquanto flashes de memória surgiam: eu brincava com uma menina loira, ou com aquele garotinho que há tanto me importunava em sonhos, colando chiclete no meu cabelo, irritando-me. Meus saltos afundavam na grama verde e farta, mas não me preocupava. Em verdade, preocupava-me com a tensão em seus braços e em seu corpo, praticamente arrastando-me pela casa que me dava a impressão de... Lar?

Então, de grama passamos para o cascalho, e eu não sabia o que era mais difícil, andar com o escarpan no cascalho ou na grama. Suspirei quando tropecei pela oitava vez naquela caminhada, fazendo com que o meu nervosismo aumentasse até chegarmos ao coreto.

Engoli o seco ao ver a estrutura. Fechei os olhos com força ao ver as duas crianças brigando ali, uma menina de cabelos fartos e ruivos, e um garoto de cabelos loiros e olhos diferentes. Reconheci-me naquela lembrança, sentia sua irritação, sentia sua raiva e a vi empurrar o garoto do coreto, que caiu no chão e começou a chorar, segurando o braço contra o peito. A ruiva se agoniou, sentiu-se culpada, descendo as escadas do coreto, aproximando-se do loiro.

Ela o tocou no braço machucado e senti quando aconteceu. Ambos pararam de chorar, ela soluçou um pouco antes de parar e olhar nos olhos bicolores.

Pisquei mais uma vez e voltei à realidade. Não havia crianças, só a estrutura imponente no meio do jardim, ao qual Stella me levava, agarrando meu braço com força tamanha que logo haveria um hematoma, se a mulher insistisse nisso.

Fez-me sentar em um balanço e seu interrogatório fez-me apertar os dedos em meu colo. Por um momento abri a boca para perguntar quem eu era, por um momento parei para pensar sobre isso, mas ela me interrompeu antes que pudesse falar mais do que uma palavra. Sim, eu era a Alice, mas ela era minha prima? Minha madrinha? É o quê?

Ela se sentou ao meu lado e pediu-me para contar minha história. Eu olhei para os meus dedos e um riso irônico saiu pelo meu nariz.

— Certo. Eu descobri meu nome biológico há seis anos, quando recebi a carta de Hogwarts. — umedeci os lábios — Fui encontrada aos sete anos por um bombeiro trouxa em uma creche em chamas. Levaram-me a um hospital e disseram que eu havia levado uma pancada muito forte na cabeça e que sofreria de amnésia por um bom tempo... Se é que um dia chegaria a lembrar... Lembrar a minha vida antes dos sete anos. Eu não tinha pais, nenhum parente me encontrou, então fui parar em um orfanato e, um ano depois, fui adotada por esse casal holandês que morava por aqui. Eu não me lembrava do meu nome, então colocaram Mia.

“Era bom ter uma família, ter alguém que me acudisse quando acordasse gritando à noite, lembrando aquele dia... A fumaça, o fogo, o grito... Ainda me recuperava de algumas queimaduras, por algum motivo eu estava curando rápido. —
sorri brevemente, triste, e fechei os olhos, deixando uma lágrima escapar ao lembrar da minha mãe. — Agnes ia todas as noites no meu quarto, aninhava-me em seu colo e me ninava, como se eu fosse um bebê, até eu dormir. — olhei para Stella, uma pontada de raiva sobressaindo-se a minha voz — Ela foi a mulher que cuidou de mim. Ela foi quem fez o papel de mãe pra mim, eu só consigo me lembrar dela cuidando de mim, dos meus machucados nos joelhos, meus cortes...

Umedeci os lábios e voltei a olhar para os meus dedos, que começavam a ficar vermelhos, não somente pelo frio, mas também pela falta de circulação ao qual eu mesma os afligia. Os soltei, apertando o tecido da saia.

— Quando ela adoeceu, aos meus onze anos, eu não queria nem ir pra Hogwarts, quem dirá voltar pra uma casa da qual eu não me lembrava, voltar para uma família que eu não conhecia... Eu não queria deixá-la sozinha com Annelise e Rutger engoli o seco, fechando os olhos enquanto mais lágrimas escorriam pelas minhas bochechas. — Eu simplesmente não podia.

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Re: Jardim

Mensagem por Stella Sowsfield em Qua Jan 17, 2018 2:28 pm

Stella ouvia e absorvia cada palavra da garota ao seu lado, sentindo as emoções mudarem em sua voz, mas enquanto ouvia o que ela dizia, olhava ao redor de si.
Aqueles jardins tinham histórias que faziam seu coração se derreter, outras que a faziam se desesperar, mas todas faziam parte da história da geração a qual a ruiva pertencia, histórias que se tornaram opacas depois que ela desapareceu.
Depois que a garota terminou de falar, se instalou o silêncio entre elas, mas por poucos minutos, não era um silêncio constrangedor para Stella, era um silêncio acolhedor que lhe trazia imagens, sons e cheiros, coisas que a faziam sorrir.
Quando olhou novamente para a prima, viu as lágrimas molhando seu rosto, então respirou fundo, se levantando do balanço e parando a sua frente, tocando seu rosto com as mãos delicadas e limpando suas lágrimas, da mesma forma que fizera tantas vezes quando ela tinha muito mais sardas e quase um metro a menos de altura.
Quando falou, sua voz era suave, como se conversasse com uma criança com um joelho ralado, levemente inclinada diante da garota a sua frente.
Olhe a sua volta, esse lugar não é mágico por pertencer aos bruxos, ele é mágico pela alegria que foi sentida nesse lugar… - Pegou a varinha de sabugueiro de dentro do bolso oculto em seu vestido, movendo-a suavemente pelo ar, imediatamente uma fumaça esbranquiçada saiu da ponta, tomando a forma de uma menina de cabelos escuros, rindo e correndo ao redor do balanço, correndo de um garoto mais novo com os mesmos cabelos escuros, Stella sorria ao olhar a lembrança – Manon e Alecsander foram felizes aqui… - Moveu novamente a varinha, dessa vez a fumaça esbranquiçada tomou a forma de uma criança chorando nos braços de uma garota maior, enquanto era consolada – Amarilys desabafou a saudades aqui com Morgana… - E novamente, um movimento da varinha mostrando uma garotinha furiosa correndo atrás de um garoto risonho, o empurrando e fazendo-o cair das baixas escadas do coreto, assim que a lembrança atingiu o chão, se dissipou, mas a garota esfumaçada continuou, com uma expressão de medo tomando seu rosto, enquanto corria na direção de onde o vulto do menino sumiu, se dissipando também, o feitiço só avivava as memórias do coreto, vendo a cena sua risada escapou, lembrando-se que a preocupação no dia fora maior – Você quebrou ossos do Oliver aqui!
Guardou novamente a varinha, voltando a olhar para a garota e segurando seu queixo entre o polegar e o indicador, ainda utilizando o mesmo tom suave de antes:
Eu não posso julgar seus motivos para não voltar, mas eu posso garantir que você foi feliz aqui! Seu pai sente tanto a sua falta, ele ruiu quando você se foi, mas só depende de você voltar!
Sorriu de canto a olhando, se afastando alguns passos e se apoiando em uma das vigas brancas, dizendo em um tom um pouco mais alto:
Eu sou sua madrinha, gosto de saber sobre os meus afilhados, me diga mais, Qual a sua casa em Hogwarts? Qual sua cor favorita? O que gosta de comer e o que detesta comer? Quando você tinha sete anos, eu te conhecia como a palma da minha mão, mas você não é mais aquela garotinha que abraçava minhas pernas pedindo um pedaço de torta de maçã…
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Re: Jardim

Mensagem por Mia Backer Appel em Qua Jan 17, 2018 3:43 pm


>>Lux House<<

Christmas Party
As mãos de Stella eram macias contra minhas bochechas, limpando as lágrimas que surgiam em meus olhos, sua voz foi suave e tranquila quando falou comigo sobre as lembranças daquele coreto. Imagens esfumaçadas tomavam forma enquanto a mulher sorria, mas somente a última lembrança chamou-me a atenção.

Era a mesma lembrança que consegui ver no coreto mais cedo: eu e um garoto da minha idade brigávamos perto da escada, de onde  o empurrava e corria para acudi-lo. Não queria machuca-lo.

Eu já estava chorando por algum motivo. Os lápis de cor encantados estavam jogados no piso do coreto, uma folha de papel rasgada ao meio estava em uma das minhas mãos com um desenho parcial nesse. Parecia ser uma família... Ou uma escola. Haviam vários bonecos palitos, alguns menores que outros, espalhados pelo papel.

Por algum motivo eu sabia que havia desenhado aquelas figuras, e estava furiosa por tê-lo rasgado. Alguém o havia rasgado e, ao que tudo indicava, fora aquele garotinho de  cabelos loiros e olhos diferentes... Olhos diferentes... Oliver?

Eu estava tão furiosa que queria machucá-lo de alguma forma, gritava sem dar a chance de ele dizer qualquer coisa em sua defesa. Ele havia rasgado meu desenho! Então o empurrei uma vez, exigindo que o devolvesse. Oliver deu um passo atrás, e mais um, e outro. Não era para ele cair da escada. Só estava com raiva por ter rasgado o meu desenho.

Quando ele caiu, senti um desespero tomar conta de mim, um sentimento de culpa ao vê-lo chorar, segurando o braço contra o peito, como se o protegesse. Meu choro foi mais de susto e desespero do que a culpa, na verdade enquanto, desajeitadamente, em meus cinco anos, desci as escadas correndo para acudi-lo e quando o toquei em seu braço machucado senti um sentimento estranho. Uma sensação esquisita que tomou conta do meu coração como se... Se desse um clique em minha mente e meu choro cessou com um último soluço, tal como o dele.


Era uma lembrança clara agora, uma lembrança que fez-me franzir o cenho. Oliver era o garotinho. Oliver era o garotinho com quem eu brincava em meus sonhos!

Meu coração se apertou e minha boca ficou seca. Ele era o garotinho. Engoli o seco, queria tanto contar-lhe isso, queria que ele soubesse que... Que ele era... Ele era o amor da minha vida.

— ... só depende de você voltar. — a voz dela chamou-me a atenção e eu pisquei algumas vezes para voltar a realidade.

Observei a loira se afastar poucos metros enquanto fazia-me perguntas. Ainda não sabia como diabos aquela mulher era minha madrinha, mas não estava procurando uma explicação para isso agora, na verdade eu queria... Tombei a cabeça e pisquei um pouco, sentindo meu rosto corar um pouco e olhei para baixo, para as minhas mãos em meu colo. Torta de maçã. Tinha  que ser torta de maçã.

— Eu lembro. Quero dizer, da torta de maçã. — disse, rindo baixo e meneando a cabeça. — Costumava pedir um pedaço de torta de maçã toda vez que acordava depois de um pesadelo. Foi como aprendi a fazê-las.

Engoli o seco, olhando para a mulher e mordendo o lábio, sentindo meu rosto quente. Só imaginava quão vermelho deveria estar.

— Eu sou da Lufa-Lufa... Gosto de... Na verdade não tenho uma cor preferida. E... Gosto bastante de torta de maçã. E uma vez minha mãe fez um prato com tripas de... Porco, eu acho. — deu de ombros, fazendo uma careta — Tinha um gosto forte e não tinha uma cara boa. Não foi nada agradável.

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Re: Jardim

Mensagem por Stella Sowsfield em Qua Jan 17, 2018 6:25 pm

Era estranho conhecer de novo uma garota que praticamente crescera em seus braços, se lembrava de quando ela era menor, de que costumava dizer que Stella era a terceira pessoa favorita dela no mundo, e sempre que a loira voltava de viagens a pequena ruiva alegre corria para seus braços, perguntando sobre os lugares que a madrinha tinha visto, era a única das crianças que não clamava por presentes, mesmo sempre ganhando alguma coisa.
Se lembrava de quando os pais saíam de casa que ela corria para o escritório ficar sentada ao lado da madrinha enquanto a mesma trabalhava, mas isso só até os cinco anos, depois ela nunca ficou mais do que um dia longe do outro afilhado, Oliver.
Abaixou a cabeça por um momento, sentindo a agonia de perdê-la, havia recebido a notícia do incêndio enquanto estava no trabalho, ela e Peter correram para o local, quando disseram a eles que não havia esperança, ela se manteve firme, segurando o tio, o apoiando, sendo sua rocha, não se dava ao luxo de desmoronar quando precisavam dela.
Mas se lembra de chegar em casa naquele mesmo dia e simplesmente cair de joelhos no chão do próprio quarto e chorar, por horas a fio, apertando o carpete com força enquanto as lágrimas borravam a maquiagem, até sentir os braços do marido ao seu redor, era como ter perdido um dos próprios filhos, e a dor nunca fora embora de fato, todos os anos havia um presente para ela na árvore de natal, uma caixa de chocolates na páscoa, um presente de alguma viagem, dez anos de itens acumulados, que nunca pensara que um dia poderiam ser entregues.
As respostas dela a fizeram sorrir, Lufana, era algo que esperaria dela, assim como esperava um Oliver Corvino e um Yohan Sonserino, a única surpresa que a loira havia tido fora um Alec Sonserino, sempre imaginava o filho como um Grifino nato.
- Eu já esperava que você fosse Lufana, só passou a ser uma criança terrível quando começou a passar mais tempo com o Oliver, ele sempre foi um péssimo exemplo pra você – abaixou a cabeça dando uma pequena risada e balançando o cabelo – Tenho certeza que se você não tivesse ido junto com ele, ele teria dado um jeito de explodir a cozinha sem ajuda.
Mais uma risada ao se lembrar do episódio, e o quanto ficou furiosa com as crianças, não pelos itens queimados e destruídos, mas pelo risco que correram de se machucar, os afilhados sempre foram uma extensão dos próprios filhos para a loira que o mundo via como algum tipo de ser das trevas.
Ia contar mais uma das peripécias dos jovens e comentar que não achava coincidência eles estarem namorando, mas um elfo apareceu aos pés do coreto, olhando ansiosamente para as duas, Stella encarou a pequena criatura até que ele começasse a falar:
– Desculpe, senhora, um Auror chegou, ele está com uma garota, disse que é Blackwood.
Imediatamente a mulher travou, aquele nome praticamente ferindo seus ouvidos, sabia que para ter uma Blackwood em seus portões, alguém devia ter morrido, mas não daria voz a suas preocupações, apenas engoli em seco e acenou, dizendo:
– Certo, leve-os até o meu escritório e diga que estou a caminho, por favor.
Se afastou da pilastra onde estava encostada, voltando a olhar para a garota e dizendo:
– Eu preciso resolver isso, é melhor você voltar pra festa…
A ruiva concordou com um pequeno aceno com a cabeça, se levantando e passando pela loira, que apoiou brevemente a mão em seu ombro, olhando-a por um momento e dizendo baixo:
– Você não sabe como é bom ter você de volta, mesmo que não completamente…
Puxou a adolescente para um abraço, sentindo-a um tanto dura no começo, até finalmente retribuir, fazendo a madrinha fechar os olhos por um momento e apertar os lábios para não chorar, permitindo-se dar um breve beijo na bochecha corada da menina ao se afastar, limpando o batom vermelho de seu rosto com uma pequena risada.
– Vá lá antes que seu namorado exploda alguma coisa, e não conte nada pra ele ainda, depois do que aconteceu nós decidimos que seria melhor retirar as memorias dele a respeito de você…

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Re: Jardim

Mensagem por Mia Backer Appel em Qua Jan 17, 2018 10:03 pm


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Era estranho ouvir de outra pessoas histórias sobre mim, sobre a minha infância. Sobre a minha infância com Oliver, sobre... Uma eu criança que eu não sabia que existia. Eu brincava com fogo? Eu brincava de explodir coisas? É o quê?

Uma das maiores coisas que tinha medo era fogo. Só vê-lo deixava-me angustiada, com lembranças aterrorizantes que vinham a mente. Lembrava-me da dor das queimaduras, lembrava-me do som aterrorizante da mulher gritando e fritando junto com a criança que abraçava, lembrava-me de toda a fumaça escura que me deixava cada vez mais tonta.

O elfo chegou antes que eu pudesse fazer perguntas sobre qualquer coisa, sobre como eu tinha feito aquilo, como qualquer adulto ou responsável tinha deixado duas crianças fazerem aquela loucura! Entretanto havia outro problema ao qual resolver. Uma Blackwood no portão dos Sowsfield? Uma garota? Franzi o cenho, curiosa, mas não cabia a mim fazer perguntas.

Quando eu ia descer do coreto, puxou-me um abraço apertado e, por um breve, senti-me sufocar, em choque. Não esperava que aquela mulher, forte, decidida, com as ações de uma... Abelha rainha em toda sua altivez, autoridade, arrogância e superioridade. Então senti o cheiro de seu perfume. Um aroma familiar, amadeirado, como o cheiro de chuva... Fechei os olhos e soltei a respiração, retribuindo ao abraço.

Talvez a tenha apertado com um pouco de força a mais do que o necessário. Sentindo meus olhos marejarem com um sentimento parecido com saudade. Eu me lembrava daquele cheiro, lembrava que era a ela que recorria quando brigava com alguém, quando alguém aprontava comigo, quando... Quando eu tinha pesadelos e meus pais... Meus pais não estavam em casa.

Ela deu um beijo suave em meu rosto e se afastou enquanto eu respirava fundo para me recompor e não chorar em sua frente, não mais. Eu tinha um pouco de orgulho próprio, e tinha a leve impressão de que Stella, em especial, não era uma mulher que eu gostaria que me visse chorar.  

[Off com Stella Sowsfield]

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