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Jardins do Castelo

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Jardins do Castelo

Mensagem por O Herdeiro em Qui Dez 07, 2017 12:25 am




Biblioteca


Os jardins são extensos e possuem árvores bem distribuídas que fornecem sombra aos alunos que desejam terminar suas tarefas escolares ou simplesmente conversar com amigos, banquinhos são encontrados de maneira uniforme sobre o curto e macio gramado, que em alguns cantos abre caminho para pequenas estradas de pedra, o sol e o ar fresco fazem uma boa combinação nos jardins, e mesmo a certa distância pode-se observar as paredes do castelo. As estufas de herbologia, a Cabana do guarda-caça, o corujal, e grande parte dos Terrenos está acessível diretamente pelos jardins.
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Re: Jardins do Castelo

Mensagem por Mia Backer Appel em Sab Dez 23, 2017 11:10 pm


>>Garden place<<

Jealows
Era meu tempo livre. Eu estava ocupada com muitas coisas esse ano para pensar em muito mais do que estudar para os N.I.E.M’s ou para as provas, ou pra tudo. É meu último ano aqui e o que eu tinha que estar fazendo no meu tempo livre? Estudando! Mas eu estava? Não.

Pelo contrário, eu estava caminhando ao lado de Dominic Junger e Pipoca, que saltitava ao meu lado, feliz por sair do dormitório feminino da Comunal da Lufa-Lufa. Vez ou outra eu jogava uma bolinha para ele pegar, enquanto sentávamos sob a sombra de uma árvore de copa alta. Cruzei as pernas de uma forma nada educada sobre a grama verde: a saia curta de pregas levantada um pouco mais acima da minha coxa, mas dando espaço para eu apoiar meu livro e minhas mãos no tecido, cobrindo o tecido da minha calcinha.

Ajeitei minha coluna, como quando eu tocava piano, e olhei para o lufano de gravata arrumada e uniforme engomadinho. Ele parecia nervoso, brincando com os dedos ou colocando uma mecha do cabelo castanho — um pouco longo demais para seus padrões, poderia dizer — atrás da orelha.

— Então, sobre o que quer falar, Junger? — perguntei, em um tom bem-humorado, sorrindo, esperando que ele falasse.

— Bom, nós nos damos bem, vamos nos formar logo e eu não acho que deva esperar mais pra dizer… — arrumou o cabelo, aprumando-se, pegando minha mão. Pipoca encostou em mim, empurrando a bolinha colorida em minha perna, eu alisei seu pelo com a mão livre — Eu quero ficar com você. Já faz um tempo que tento me aproximar. Você é linda, inteligente, doce, gentil… tudo o que eu imaginei pra mim. Será que pode  nos dar uma chance?

Eu arregalei os olhos, erguendo ambas as sobrancelhas, sentindo meu rosto corar. Aquilo havia me pegado de surpresa, algo que eu nunca… Suspirei por um breve momento e olhei para o pelo do Corgi que se esfregava em minha pele. Seria difícil dizer não àquela declaração, mas não podia fazer isso com ele. Eu estava apaixonada por Oliver, seria injusto pra mim e pra ele se eu aceitasse aquilo.

Levantei o olhar, tirando minha mão da dele, colocando-a sobre o meu colo, apertando-a com a outra mão, então desviei minha atenção para meus dedos.

— Eu queria dizer sim, Junger… Queria mesmo, mas… — olhei para cima, encarando-o pela primeira vez desde sua declaração. Oliver vinha em nossa direção, passos duros, punhos cerrados e mangas arregaçadas até os cotovelos, com os músculos à mostra. Ele estava furioso, um fogo brilhava em seus olhos, tornando-o feroz. — Oliver?

Estava surpresa, ele estava pronto pra bater em alguém e encarava fixamente Dominic, como se ele fosse seu próximo alvo. Dominic olhou pra trás, vendo a mesma imagem que eu: um corvino forte vindo em nossa direção, preparado pra matar alguém. Levantamo-nos juntos e eu apertei a capa do meu livro. Não queria dar detenção a ele ou tirar seu cargo de monitoria, então me coloquei entre ele e Junger.

Não, você não quer fazer isso. Falei em minha mente, olhando com a cabeça tombada e os braços cruzados, esperando que ele entendesse a mensagem, como sempre entendia quando tínhamos onze anos. Por favor, não queira fazer isso. Pensei, mantendo-me firme em minha posição.

— O que ele está fazendo? — perguntou Junger, tocando meu ombro de forma protetora. — Ele está louco?

Meneei a cabeça, ainda olhando o garoto de vestes azuis e pretas com determinação, resistindo ao movimento de Junger para me pôr sob sua proteção. Dispensei com um tapa em sua mão e um olhar agradecido.

— Não se preocupe. — murmurei, ainda entre eles. Minhas pernas tremiam levemente e meu coração batia forte em meu peito. Voltei meu olhar para Oliver. — Ele não vai fazer isso. Sei lidar com ele melhor do que você.

Espero. Completei em pensamento, olhando o lobo se aproximar, de vagar e de forma predatória. Os músculos inchados sob a blusa branca e a capa preta.

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Re: Jardins do Castelo

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Dom Dez 24, 2017 12:41 am




Take me by the hand


A mãe costumava dizer que corvos eram seres inteligentes ao extremo, agora Oliver entendia o porque, não eram inteligentes a ponto de serem treinados e obedecerem, eram mais do que isso, eram inteligentes a ponto de serem dissimulados, Hórus por exemplo, era um maldito interesseiro que fazia as coisas quando bem entendia, não acatava ordens do mestre e nem ao menos disfarçava seu completo desprezo por anos de ensinamento.
Naquele momento estava no chão, encarando Oliver e dizendo repetidamente em seu tom rouco e agudo:
– Grão, Grão, Grão…
Ele sabia que o dono tinha uma porção de grãos de milho enfiados no bolso, sabia que se fosse irritante de mais ganharia alguns, sabia que se fosse mais irritante do que deveria acabaria depenado em uma panela e seria servido cozido com batatas para o “irmão” mais velho.
– Eu prefiro o Tars, sabia? É claro que sabia! Vamos exercitar um pouco essa cabecinha oca, venha!
Dizendo isso levantou o braço inclinado, formando um poleiro para a imensa ave, que abriu as aves parecendo indecisa, Oliver fez uma careta, encarando-o e dizendo em um tom ríspido:
– Vamos lá, bicho idiota!
Seria possível que estivesse vendo o corpo revirar os olhos? Não, mesmo que pudesse fazer isso ele não se atreveria, mas finalmente bateu as imensas asas e pousou graciosamente no braço do dono, gralhando alto e repetidamente:
– Ollie, Grão, Ollie, Grão…
Oliver balançou a cabeça fazendo uma careta, pegando alguns grãos dos bolsos, oferecendo-os ao corvo na palma de sua mão, observando-o bicar com precisão o suficiente para não beliscar a pele do dono, então balançou a cabeça, dizendo:
– Você poderia ser meu favorito, sabia disso? Mas acho que você gosta de ser rebelde…
Oliver deu uma pequena risada de compreensão, assim como os outros animais, Hórus tinha uma personalidade parecida de mais com a do dono para ser um bom corvo.
Mas não compreendeu quando o corvo virou a cabeça e abriu parcialmente as assas, emitindo um grasnado gutural inclinando a cabeça e mantendo o bico entreaberto, era sua posição de agressividade, era estranho, já que Oliver se sentia conectado aos seus animais, o que deixara o corvo agitado daquela forma também o agitaria.
Olhou na direção que o corvo apontava, Mia e Junger estavam sentados lado a lado em uma árvore, não gostava do garoto, mas não podia exigir que Mia se afastasse, nem ao menos estavam juntos oficialmente, não podia exigir nada dela, passou a mão livre pela cabeça do corvo, acalmando-o por um instante e prestes a desviar o olhar, quando notou Junger desviar o olhar os cabelos ruivos de Mia e direcioná-los a sua perna, com a pele exposta, no mesmo instante Oliver pode sentir o sangue correndo direto para sua face, quando o garoto consideravelmente menor e mais magro que ele ainda teve a ousadia de segurar a mão de Mia, sua Mia, abaixou o braço que servia de apoio para Hórus, fazendo-o levantar um voo amplo pelo céu claro, dobrando as mangas da camisa e afrouxando ainda mais a gravata, iniciando seu percurso na direção deles.
Durante o caminho sabia que continuava com o rosto vermelho em raiva pura, as mãos fechadas em punhos, pelo menos até Mia se colocar entre ele e sua vítima.
Odiava a comunicação que tinham, do contrário poderia apenas ignorá-la e seguir em frente até seu punho encontrar o Lufano abusado, mas parecia que Mia tinha acesso direto a sua consciência, que começou calcular os possíveis estragos em sua rotina se socasse o polido e perfeito Junger, os professores já não gostavam muito do corvino, se ele agredisse seu aluno modelo perderia de vez qualquer consideração, além de perder também seu cargo de monitor, sua última camisa sem manchas de sangue e o pior… A chance que havia conseguido com Mia.
Mas ele não podia deixar aquilo daquele jeito, a mão do garoto abusado que estava no ombro da ruiva foi dispensado com um tapa, Oliver parou e encarou a ruiva parada a poucos metros de distância dele com os olhos em chamas, os nós dos dedos pálidos devido a pressão, olhando diretamente nos olhos da ruiva enquanto controlava a respiração para evitar bufar, como se dissesse para ela, e esperando que ela entendesse o recado dele como ele havia entendido o dela, “Se você não tirá-lo daqui eu tiro, e do meu modo”.
Inclinou um pouco a cabeça, tracionando a mandíbula ao encará-la, como se a apressasse a tomar uma decisão, e foi então que Hórus voltou, as asas em riste e dando um belo rasante no ar, inclinando as asas perto de Dominic e apreendendo com as garras apenas alguns fios de seu cabelo, como em uma ameaça velada, mas sem nem ao menos raspar a ponta das penas negras na ruiva que continuava parada a frente do garoto, voltando a bater as asas em seguida e voando na direção do dono, se empoleirando em seu ombro, olhando para os dois lufanos do outro lado e soltando um grasnado rouco para eles.
O corpo era mais esperto que o dono, sabia medir seus atos de forma perfeita para não ser banido da escola.

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Re: Jardins do Castelo

Mensagem por Mia Backer Appel em Dom Dez 24, 2017 1:27 am


>>Garden place<<

Jealows
Observei o pássaro dar um rasante em Dominic, que se abaixou, mas não saiu tão ileso. Hórus puxou alguns fios do cabelo castanho do garoto enquanto Pipoca pulava e latia, direcionando sua raiva infundada para o corvo que voltava para o ombro do dono. Cerrei os dentes, vendo, nos olhos em chamas de Oliver, um aviso e me virei parcialmente para Junger, sem tirar os olhos do Cunninghan a minha frente.

— É melhor ir embora, Junger. — murmurei para o lufano atrás de mim, que resmungava por causa dos fios de cabelo arrancados, mesmo sabendo que o dano podia ser bem maior. — Não se preocupe comigo. Ele não é doido de me machucar.

Olhei para o lufano atrás de mim rapidamente, apertando com mais força o livro contra o meu peito, em preocupação. Rapidamente — ou não tão rapidamente quanto eu esperava — calculei os danos que o corvino poderia fazer nele. Com seu corpo maior e mais forte. Um soco poderia arrebentar muitos dos dentes de Dominic.

— Por favor, Dominic. — disse, em um tom baixo e engoli o seco, voltando a olhar para o corvino com olhar homicida. Ele se aproximava cada vez mais, e logo estávamos a poucos metros de distância. Você não vai fazer isso, Oliver. Tentei dizer-lhe, com o olhar. — Junger, vai!

Ouvi os passos dele atrás de mim, ainda um pouco hesitantes, mas se afastando. Não ousei olhar para onde ele estava indo, se estava indo de vagar ou correndo. Encarei Oliver com certa determinação, dando meus próprios passos em direção a ele, sentindo meus dedos apertarem tanto a capa dura que ficaram dormentes. Eu estava com raiva. Que direito ele tinha de mandar o corvo atacar um amigo meu? Um amigo! A fúria fez com que meu rosto ficasse quente e soube que estava ficando vermelho naquele momento.

— O que foi aquilo, Oliver? — disse, em tom baixo, mas furioso, controlando-me para não dar uma livrada em seu peito. O corvo gralhou alto e levantou parcialmente as asas, agitado e o encarei. — Não estou falando com você e não me venha com essa, porque também não tenho medo. — voltei meu olhar para Oliver, seus olhos continuavam em chamas, mas eu sabia que ele sabia que estava errado. Ele não tinha quaisquer direitos de fazer o que fez, por quê? Por um ciúmes bobo? Ah, por favor! — E você, não se faça de idiota. Eu sei que consegue controlar seus animais muito bem quando quer. Por que o atacou? Por que diabos você fez isso, Oliver?

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Re: Jardins do Castelo

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Dom Dez 24, 2017 2:43 am




Take me by the hand


Oliver encarou Mia, ela havia se aproximado e estava realmente furiosa, o corvo em seu ombro não demorou a se aquietar e aparentemente se encolher, respeitando a autoridade da ruiva, coisa que inconscientemente Oliver também fazia, ele a respeitava, respeitava suas autoridades e sua forma de agir, respeitava o modo como ela era e sempre respeitaria, mas não tinha a obrigação de permitir que um moleque abusado qualquer ultrapassasse um limite proibido, isso já havia ficado claro, Mia pertencia a ele da mesma forma que ele pertencia a ela, sem discursos hipócritas e moralista de que pessoas não eram propriedades e essa baboseira toda, eles eram um do outro sim, era seu território que Dominic estava rondando, e ele não permitiria isso.
Fez um leve movimento, erguendo o ombro, imediatamente o corvo gritou, abrindo as asas agressivamente e levantando voo, rapidamente sumindo de vista, permitindo que ele desse um passo a frente ainda com o rosto vermelho e a expressão corporal tensa, dizendo em um tom baixo, mas perto o suficiente para que ela ouvisse:
– Eu vi o jeito que ele estava te olhando, olhando pra suas pernas, tocando a sua mão, não venha me dizer que é um ciúme infundado, eu sei o que eu vi, ou você vai me dizer que Dominic Junger não está nem um pouco interessado em você?
Podia ver nos olhos da ruiva que ela não negaria uma verdade que ambos sabiam, ele instintivamente e ela talvez com alguma confirmação física ou verbal, Oliver soltou o ar com força ao encarar aquele olhar, virando a cabeça para olhar a sua volta e dando as costas a ela, respirando fundo algumas vezes pra ver se isso traria mais clareza aos seus pensamentos, passou os dedos pelo cabelo desgrenhado, fechando os olhos e contando até cinco antes de se virar de novo e encará-la, voltando a falar:
– Eu não mandei o Hórus atacar, ele provavelmente se sentiu incomodado da mesma forma que eu, somos ambos seres espontâneos e explosivos, você pode me culpar por isso, mas é o que eu sou, pacote completo, lembra?
Balançou suavemente com uma percepção dolorosa que o atingiu como um soco no estômago, obrigando-o a dar um passo para trás sem desviar do olhar dela, sentindo a mão esquerda tremer levemente ao dizer:
– Ou você desistiu?
Voltou a se aproximar, observando-a de perto, sentindo o coração acelerado e as mãos suando levemente, respirando fundo e voltando a dizer em um tom quase controlado, engolindo em seco antes de perguntar:
– Você desistiu, Mia? Percebeu a burrada que estava fazendo e mudou de ideia? É um cara bonzinho, comportado, gentil e divertido como o Junger que você quer na sua vida?

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Re: Jardins do Castelo

Mensagem por Mia Backer Appel em Dom Dez 24, 2017 7:13 am


>>Garden place<<

Jealows
Ah, faça-me o favor. Eu ri. Uma risada de escárnio e ironia que saiu pela minha garganta. Junger não olhou pra minha perna quando me sentei, ele não faria isso, faria? Não havia o que olhar ali, era só um pedaço minúsculo da minha pele que aparecera naquela hora e… Ri mais uma vez, irônica.

— Eu não sei o que ele pode ter visto, Cunninghan. Se ele realmente olhou eu… — ele me olhou com as sobrancelhas levantadas e eu respirei fundo, fechando os olhos. — De qualquer forma, eu diria não.

Minha voz saiu mais branda, embora eu sentisse uma pontada de orgulho que não deixava eu admitir meu erro. Continuava irritada, mas, agora, depois de dez segundos contados, volrtava à razão. No final, em minha cabeça, não havia motivos pra ele ficar do jeito que ficou. Ofendia-me ele dizer que desistiria de tudo… Que desistiria dele, dessa forma. Só porque outro garoto se declarou com mais palavras e de uma forma mais… Comedida.

— Você deveria ter controlado a si mesmo. — falei, mais calma, sentindo meu rosto ainda quente. — Eu ia dizer não Oliver. Eu ia… Se você não tivesse aparecido, se Hórus — indiquei o poleiro do corvo em seu ombro, agora vazio — não tivesse aparecido, atacando-nos… Eu teria dito não. E mesmo com isso tudo, se ele me perguntar de novo, se ele não tiver desistido de falar comigo, se ele continuar com isso… Eu vou dizer não.

Eu estava mais calma, mas isso não queria dizer que eu estava menos ofendida. Pelo jeito que Oliver falou, a forma como sugeriu que eu queria desistir, tudo, ele não confiava em mim. E por que isso me machucava tanto? As lágrimas, teimosas, apareceram em meus olhos, mas as forcei a ficar onde estavam. Ele confiando em mim ou não, não choraria em sua frente. Ainda tinha orgulho o suficiente pra não querer que ele me visse chorar.

— Você sugerir que eu desistiria assim tão fácil de você, Lucas, ofende e fere. — eu disse, mais calma, embora sentisse minha voz começar a tremer e meu nariz se entupir, por causa das lágrimas. — Eu aceitei você do jeito que você é, vou embarcar nisso, se você for. No entanto… Não posso fazer isso se não confia em mim.

Eu falava com a maior calma que conseguia, mesmo que meu coração estivesse batendo com força contra minhas costelas, que pareciam um tambor um tanto dolorido; ou que minhas mãos tremessem ainda com a adrenalina da fúria que eu senti não muito mais cedo. Eu continuava a abraçar o livro contra minhas costelas, sem muita força, dessa vez, mas querendo me encolher, transformar-me em uma bolinha apertada e sumir.

Entretanto o encarei, mantendo o semblante de raiva — o que não deixava de ser verdade — e tentando mostrar a determinação que eu sentia naquele momento. Em algum ponto eu estava certa, porque não havia porque ele ficar nevoso. Junger tinha se declarado e perguntado se eu queria ficar com ele? Sim. Mas…

— Não entende, né? Não seria justo se eu dissesse que sim. — disse, engolindo o seco e respirando fundo. Fechei os olhos, sem conseguir mais manter o olhar em seu olhar furioso. — Não seria justo pra mim e nem pra ele, porque eu estou apaixonada por você, Oliver. Eu gosto o suficiente dele pra… — respirei fundo e abri os olhos. — Eu gosto o suficiente dele pra não ficar com ele. Entretanto, sabe o que tudo isso me mostrou, Cunninghan?

Encarei-o, magoada. Meus lábios formaram uma linha tensa e, só então, percebi a proximidade ebtre nós. Eu não tinha medo dele, não tinha medo de que me beijasse, embora sentisse os olhares de todos sobre nós. Mesmo assim. Por respeito ao meu orgulho, à Jane e à minha mágoa, afastei-me de seu corpo grande com um passo curto.

— Certo. Eu posso admitir que estava errada sobre Hórus, posso admitir que você não tinha como controla-lo na hora, mas se você confiasse em mim… Se colocasse nessa cebecinha quente de cabelos loiros, que eu estou completamente apaixonada por você, e que isso não vai mudar por causa de um outro garoto e palavras bonitas… — voltei a olhar em seus olhos — Se confiasse em mim, Oliver… Hórus não teria atacado.

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Re: Jardins do Castelo

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Dom Dez 24, 2017 5:20 pm




Take me by the hand


Poucas vezes tinha a oportunidade de ver Mia feroz, e essa era uma daquelas, suas palavras eram diretas e afiadas, como navalhas.
Ela não o entendia, podia ver isso agora, tinha passado por muitas coisas, assim como ele, mas ainda não o entendia, afinal, quem entenderia?
Enquanto ela falava ele foi obrigado a desviar o olhar, não iria interrompê-la para falar, deixaria que dissesse tudo que estava ali para ser dito, mas quando ela disse que gostava o suficiente do Junger para NÃO ficar com ele, foi preciso levantar o olhar:
– E você acha que eu não gosto da Jane o suficiente? Acha que eu estou com ela só pra passar um tempo ou me divertir? Nós dois passamos por muita coisa Mia, mas nada se compara ao que aquela garota passa todos os dias, você sabia que a janela do quarto dela tem grades e só tranca por fora? E que ela fica as férias inteiras trancada lá dentro sem nem ao menos um livro? Você sabia que o único momento que ela vê a luz do sol é quando eu a levo pra dar uma volta supervisionada e por tempo limitado? Eu gosto da Jane o suficiente para não ficar com ela e machucá-la, mas eu também gosto o suficiente pra tentar tira ela daquele inferno!
Novamente precisou respirar fundo e balançar a cabeça, enfiando as mãos nos bolsos e dando um passo para trás, estavam perto de mais, então a olhou com mais calma, arqueando brevemente a sobrancelha e dizendo:
– Eu confio em você Mia, eu não confio naquele cara e em mim mesmo, eu sempre estrago tudo querendo ou não, e as pessoas sempre desistem de mim, até meu pai desistiu de mim, e ele era o meu melhor amigo!
Sentiu um profundo nó na garganta ao falar do pai, não conseguindo segurar as lembranças dos voos de vassoura, das noites em que acampavam na floresta da propriedade contando histórias de fantasma, em como ele o levantava nos ombros e corria pelo gramado dos jardins da mansão ou brincavam na piscina com Manon e Matthew, e em como simplesmente deixou de vê-lo, ouvir sua voz ou simplesmente encontrá-lo nos corredores do castelo, Christopher havia desistido dos filhos e de si mesmo.
Deu mais um passo para trás e tirou as mãos dos bolsos, apenas as deixando pendidas ao lado do corpo, levantando o olhar e dizendo novamente:
– Eu confio em você, eu só não confio em mim.

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Re: Jardins do Castelo

Mensagem por Mia Backer Appel em Seg Dez 25, 2017 9:29 pm


>>Garden Place<<

Jealows
Eu ri, irônica, e meneei a cabeça. Aquilo era muito controverso. Ele queria ajudar Jane, mas ao mesmo tempo brigava com ela por querer passar o natal em casa? Fechei os olhos, passando a mão no rosto e rindo. Então o olhei com raiva, aproximando-me e dando-lhe uma livrada no peito.

— Você é louco, idiota, ou o quê? Como pretende ajudá-la? Proibindo de passar o natal com a família? Proibindo-a de fazer o que ela quer? Faça-me o favor, Oliver! — disse e meneei a cabeça. — Você é melhor que isso, Cunninghan. Eu sei que é. Há outras maneiras de ajudá-la. Outras maneiras que não envolvem desgastar ambos os envolvidos com brigas constantes. Ou vai dizer que nunca pensou que ela poderia fazer uma denúncia sobre os maus tratos?

Estávamos novamente próximos demais, mas eu estava furiosa, com raiva porque ele havia sido grosso e ameaçado meu amigo, dessa vez não o beijei. Ao em vez disso levei meu livro para seu peito, empurrando-o. Oliver deu um passo para trás e parecia um pouco confuso com a minha violência súbita. As lágrimas ameaçaram a cair, mas fechei os olhos e respirei fundo, apertando o livro ainda apoiado contra o peito dele.

— Você é um grande ciumento e babaca, Oliver. — falei, enquanto abria os olhos de vagar, sentindo a respiração pesar, saindo pelos meus pulmões — Eu não desisti de você, Cunninghan. Você desistiu de si mesmo, desistiu dos seus amigos, desistiu de mim! — olhei para cima e meneei a cabeça, batendo mais uma vez no peito dele com o livro, mais fraco, desviando para ali, onde a capa dura encontrava o tecido macio de sua camisa — Eu sempre estive aqui, Lucas. Bastava pedir. Eu não desisti de você, mas você tem razão. Você estragou tudo. Não precisava se fechar, não precisava se afastar… Foram suas escolhas.

“Mas eu estou aqui, sempre estive, e sempre vou estar, Oliver. Afastando-se ou não. Eu vou estar aqui. Eu não vou desistir de você. —
fechei os olhos e respirei fundo, dando um passo atrás, olhando-o nos olhos. — Eu te amo demais pra me afastar, então, se quiser, você vai ter que se afastar, mas quem vai ter que arcar com as consequências vai ser você. E se vier com essa história de atacar qualquer garoto com o qual eu estiver andando… — meneei a cabeça, olhando-o nos olhos, decepcionada. — Eu não vou te ajudar.

Soltei a respiração e encolhi os ombros, abaixando-me pra pegar Pipoca no colo e me virei pra sair do Jardim, limpando uma única lágrima que teimou a descer.

[Off com Oliver L. Cunninghan]


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