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Mensagem por O Herdeiro em Qui Dez 07, 2017 12:29 am




Pátio de Entrada


Os alunos primeiranistas deixam o ancoradouro para subir uma enorme escada até o pátio de entrada, depois, passam pelo portal e entram no saguão, onde recebem instruções e informações sobre Hogwarts e suas quatro casas. E, finalmente, a hora de caminhar entre multidões ansiosas até o Chapéu Seletor chega com grande impacto. O pátio da entrada do castelo ainda abre passagem para a passarela e também para o pátio pavimentado. Existem vários banquinhos de madeira retangulares espalhados, cada um suportando no máximo três pessoas. Tochas estão posicionadas no alto das paredes e há também duas maiores, uma em cada lado do portal que nos leva ao saguão. Algumas plantas trepadeiras acompanham estas tochas e descansam no telhado.
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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Seg Dez 18, 2017 3:41 am




Take me by the hand


As rondas eram tediosas, nem ao menos sabia o motivo de ter aceitado ser o monitor da casa, não era um aluno confiável, não era um aluno exemplar, pelo contrário, estava longe disso, a semana havia sido cansativa e sexta a feira a noite queria fazer qualquer coisa, menos vagar pelos corredores vazios e ainda de uniforme.
Estava subindo o castelo, passando andar por andar, mas nos corredores externos do térreo acabou parando, se sentando desleixadamente em um dos bancos de madeira e afrouxando o nó da gravata azul e prata, respirando fundo e esticando um pouco os braços, sentia o corpo dolorido sem nenhum motivo específico e os olhos pesavam pelo cansaço do último turno de aula que parecia ter durado anos.
O rapaz meio zumbi passou uma das pernas pro outro lado do banco, desejando uma murada para apoiar as costas e inclinando a cabeça, se dando um tempo para olhar as estrelas envoltas por algumas nuvens esparsas, tendo a breve sensação de ver nelas seus fantasmas do passado.

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Mia Backer Appel em Seg Dez 18, 2017 7:48 am


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Alones?
As rondas eram cansativas, isso era uma verdade absoluta, mas nada que eu não desse conta de fazer, afinal, enquanto James estava comseus amigos na Grifinória, rindo e estravazando o término com Summer, eu não tinha nada melhor para fazer numa sexta-feira à noite. Suspirei e continuei minha caminhada solitária. Se ao menos eu tivesse meu iPod comigo... Mas não, eletrônicos não funcionavam bem em Hogwarts e eu não sabia como enfeitiçar o meu — ainda.

Estava no térreo ainda, caminhando pelos corredores até chegar ao pátio de entrada, as estrelas brilhavam no céu, envoltas pelas nuvens esparsas, e dava para ver o contorno de uma pessoa sentada de forma desleixada em um dos bancos. Eu me aproximei, com o cenho franzido, esperando que não tivesse que aplicar castigo em algum aluno mais novo — embora aquele corpo não parecesse a de um dos primeiranistas. Parecia um dos meus colegas, pelo tamanho da pessoa, e pelos musculos também.

Quando estava a poucos metros de distância percebi quem era aquele corpo. Oliver estava praticamente deitado no estreito espaço, com uma das pernas para fora e outra para dentro. Ele olhava as estrelas, mas, talvez, não pelo mesmo motivo que eu olhasse.

— O que vê lá em cima? — perguntei, suavemente, cruzando os braços para abraçar minha cintura e ainda  de pé.

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Seg Dez 18, 2017 3:46 pm




Take me by the hand


Divagando em seu momento solitário, quase não notou a aproximação da garota, mas seria difícil não ver as mechas vermelhas que praticamente cintilavam com o contato da luz, ela andava em sua direção, também era difícil não ver o rapaz apoiado contra a pedra pálida, ainda mais do seu tamanho.
As coisas estavam voltando ao normal entre eles e James, mas, ao mesmo tempo, nunca mais seria a mesma coisa, era difícil olhá-la e vê-la como uma boa amiga, era difícil olhar pra Jane e vê-la como sua namorada, porque a vida e o destino insistiam em inverter as coisas?
Assim que ela se aproxima um pouco mais o rapaz desvia o olhar, voltando a encarar o céu, respirando fundo de forma discreta, assim que ela se aproxima e puxa o assunto ele da de ombros de forma desinteressada, voltando a olhá-la e dizendo:
- Não vejo nada, e você?
Obviamente aquilo era uma mentira, Oliver via muito nas estrelas, via a mãe, via a sanidade do pai, via a madrinha, via os avós, via tanta coisa que as estrelas pareciam dançar a sua frente, mas não estava preparado para compartilhar suas inseguranças e fragilidades com a linda ruiva a sua frente, voltar a socializar era uma coisa, se expor era outra bem diferente.



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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Mia Backer Appel em Seg Dez 18, 2017 4:37 pm


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Alones?
Senti seu olhar dirigido a mim, mas não o devolvi, embora sentisse a lateral do meu rosto esquentar com tal contato, como era toda vez que ele me dirigia a palavra. Tentei controlar as batidas do meu coração enquanto continuava a olhar para as estrelas no céu escuro.

Sorri suavemente com sua pergunta, embora não lhe dirigisse o olhar. Eu queria ser sincera com ele, embora soubesse que ele não era comigo, apesar de termos voltado a nos falar com mais frequência, apesar de tudo parecer ter voltado ao normal... Nada voltaria. Eu nunca o veria como o irmão que vejo em James. Nunca o veria como um amigo sem segundas intenções. Por que não?

Respirei fundo antes de responder, com um suave sorriso nos lábios:

— Vejo minha mãe, minha irmã... — encolhi os ombros, vendo aqueles pontinhos brilhantes dançando no céu. Olhei para Oliver, tombando a cabeça para o lado, ainda sorrindo. — Vejo um pai que nunca tive e... — olho para baixo, para minhas mãos juntas e apertadas — Um garotinho com quem costumo brincar nos meus sonhos. — digo, em um sussurro quase inaudível


Última edição por Mia Backer Appel em Dom Jan 14, 2018 7:53 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Seg Dez 18, 2017 5:51 pm




Take me by the hand


Enquanto ela falava o rapaz dirigiu o olhar a ela, ouvindo com atenção e inveja, admirava capacidade da garota de se expressão, de se entregar, de abrir seu coração e falar, invejava o fato de ela conseguir ser minimamente sincera com o que via e com o que sentia, ouvindo sua voz delicada e doce precisou reprimir a vontade de se levantar e abraçá-la, de dizer que tudo ia ficar bem, dizer que as coisas melhorariam e que ele estaria do seu lado dali em diante, precisou reprimir a vontade de beijá-la ali mesmo e gritar a plenos pulmões o quanto a desejava, o quanto sempre a desejou, precisou fechar as mãos em punho para impedir a si mesmo de acariciar seu cabelo macio.
Ao invés disso, apenas desviou o olhar, deixando escapar um suspiro cansado
e balançando quase pesarosamente a cabeça, dizendo baixo ao fingir um súbito desinteresse no assunto:
- Brinca com o garoto nos seus sonhos e o vê nas estrelas? Talvez seja o futuro amor da sua vida.
Seu tom era debochado, mas por dentro seu peito doía
ao se apertar, senti-la tão perto e tão longe era um tipo diferente de dor que não estava habituado a sentir, e o pior, sentir que de alguma forma ela pertencia a outro fazia crescer um tipo estranho de raiva que surgia bem na base de seu pescoço,, fazendo-o adquirir um tom avermelhado, e irradiava para seus braços, fazendo os músculos se contraírem de forma desagradável.

- Talvez devesse parar de sonhar, parar de olhar para as estrelas e olhar pra frente!


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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Mia Backer Appel em Seg Dez 18, 2017 6:36 pm


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Alones?
Por algum motivo, eu não consegui encara-lo. Sentia que se o fizesse, perderia o controle sobre minhas ações, beijaria-o, abraçaria-o, faria tudo o que queria fazer... Corei, apertando meus dedos, sentindo uma onda de raiva que eu não conseguia explicar de onde vinha, eu só sentia. Algo que não vinha exatamente de mim porque... Respirei fundo e mordi o lábio.

Dei de ombros após alguns parcos segundos, finalmente dirigindo meu olhar a Oliver. Ele não mais olhava para mim, olhava para o vazio em algum lugar dos territórios do castelo, parecia interessado em qualquer coisa, menos em mim. E nem ao menos queria ser sincero comigo. Tinha tantas coisas que eu queria lhe perguntar, tantas coisas que eu queria... Simplesmente dizer.

Suspirei e dei de ombros, voltando meu olhar para os meus dedos, os quais eu apertava. Mordi o lábio e fechei os olhos.

— Talvez. — disse, só então abrindo os olhos, voltando a olhar para as estrelas. — Talvez ele esteja aí, em algum lugar que não posso encontrar. Distante demais... Para eu alcançá-lo. Como as estrelas. — disse, dando de ombros, voltando a olhar para Oliver, com um sorriso fraco nos lábios. — Ou talvez seja uma lembrança. Algo que permaneceu em meu subconsciente antes de eu ir parar num orfanato.

Falei, dando de ombros e sorrindo para as estrelas. Eu tinha esperanças. Esperanças de que um dia voltasse a me lembrar de tudo antes dos meus sete anos, lembrar-me daquele garotinho, lembrar-me de seu nome, de sua idade, de onde brincávamos... Tinha tantas esperanças... Esperanças de que Oliver me beijasse, abraçasse-me, puxasse-me para perto como puxou naquele dia na Floreios, quando ele lutou por mim.

Queria perguntar-lhe tanta coisa, a começar pelo... O que ele quis dizer naquele dia? Eu era sua? Como assim? Por que ele se afastou? Por que não me deixou ajuda-lo? Por que...

Suspirei.

— Elas não deixam de ser bonitas. — disse antes de me impulsionar para sentar-me ao seu lado. — As estrelas.


Última edição por Mia Backer Appel em Dom Jan 14, 2018 8:30 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Seg Dez 18, 2017 6:49 pm




Take me by the hand


Oliver podia sentir a frustração emanando da garota, sentia que ela estava insatisfeita com algo, que ela queria ou precisava de mais, era algo que ele podia sentir que vinha dela porque emanava a mesma energia, mas se recusava a se deixar parecer tão vulnerável, foram anos se protegendo, ficou tanto tempo preso em sua ostra que seu coração já se tornara uma pérola, era estranho sentir que Mia tinha o poder de simplesmente se aproximar e rachar essa pérola em poucas semanas, se sentia vulnerável de novo, exposto, se sentia um covarde por fugir desses sentimentos, se sentia um vulcão prestes a explodir, mas não poderia explodir com ela, não se permitiria explodir com ela.
Ouvi-la falando do garoto que ela via em sonhos, e a possibilidade de ele ser uma lembrança e não só um sonho, fez uma pontada de
ciúmes surgir na base de seu estômago como um incômodo persistente, como se aquele garoto estivesse esperando em qualquer lugar, esperando apenas por ela, querendo encontrá-la para ficarem juntos, e talvez de fato esse garoto a merecesse mais do que ele.
Aquilo havia sido a gota
d'água, o garoto misterioso, o futuro que ela poderia ter com o garoto dos sonhos dela, provavelmente hoje um cara tranquilo, sem complexos ou traumas, alguém pronto pra ela, Oliver simplesmente se levantou em um ímpeto, olhando para a garota e balançando a cabeça, dizendo com desdém em sua voz:
- É, tem razão, as estrelas são lindas e perfeitas, mas porque perder tempo as encarando e sonhando quando você
poderia procurar o grande amor da sua vida? Ele deve estar te esperando em algum lugar por ai, porque não ir atrás dele?

Enfiou as mãos nos bolsos e se virou, dando as costas para a garota e fechando os olhos por um instante, deixando o ar escapar de seus pulmões de forma pesada, voltando a abrir os olhos e olhando para cima, dizendo em um tom pesado e carregado de uma mágoa acumulada a anos, finalmente se permitindo dizer algo verdadeiro para Mia.
Quer saber o que eu tento enxergar nas estrelas, Mia? Eu tento procurar algum sinal do futuro, qualquer coisa que pudesse me dizer que um dia eu vá ser um cara normal de novo, mas não tem nada lá...

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Mia Backer Appel em Ter Dez 19, 2017 2:30 am


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Alones?
Ver Oliver se levantar de súbito, ver o brilho em seu olhar, um brilho diferente em seus olhos heterocromáticos, fez-me encher de dúvidas. Sua voz ríspida, como naquele dia na livraria, pouco antes de... Bem... Tudo aquilo acontecer. E eu não tinha feito nada dessa vez, não tinha falado nada que pudesse de alguma forma ter acendido aquele pavio.

Ele, de pé, em toda a sua altura, crescia alguns centímetros acima da minha cabeça e eu tinha que levantar meus olhos para encara-lo, mesmo que não estivéssemos tão perto um do outro.

— Não entendo porque está sendo tão ríspido comigo, Cunninghan. Não disse nada que pudesse fazê-lo falar assim. — disse, sem levantar a voz. — E se você não é normal, eu sou algum tipo de monstro, né? — umedeci os lábios e o encarei — Sim, o amor da minha vida pode estar por aí, em algum lugar, mas eu posso não conhecê-lo. E eu já tive a experiência de sair com um cara que mal conheço. — falei e uma risada de escárnio saiu por entre meus lábios antes que eu pudesse controla-la. — E, claro, você não estava lá para me ajudar. Obrigada por isso.

As lágrimas de raiva surgiram e eu me virei, apertando minhas mãos.

— Minha mãe morreu um ano depois, sabia? Ela morreu com água nos pulmões. — disse, secando meus olhos com o braço, com certa violência, mas sem alterar o tom de voz, embora ela soasse tremida. — Não é uma morte legal, se quer saber. E todo o processo que levou a isso... — meneei a cabeça e mais um riso saiu pela minha garganta sem que eu tivesse consciência disso — Minha irmã também morreu no ano passado... E meu pai tentou me matar. — virei-me para ele, olhando-o com raiva — E onde você estava mesmo? Ah, é, você tinha se afastado de todo mundo! — levantei os braços e os deixei cair, flácidos em minhas laterais. — Você simplesmente se afastou, Olie. E sequer pensou que podíamos ter te ajudado! Que eu... — coloquei a mão no peito e falei mais baixo — Eu podia ter te ajudado. — engoli o seco — Eu era sua amiga, Oliver.

Meneei a cabeça e deixei que uma risada seca saísse por entre meus lábios novamente, recusando-me a olhar para baixo enquanto sentia meu rosto esquentar pela raiva e as lágrimas escorrerem.

— E agora você vem com essa história de que eu sou sua. Depois de anos?! — meneei a cabeça fechando os olhos — Por quê? Por que disse que eu era sua para o Jhonathan naquele dia? Você estava... Você está namorando. Por que disse aquilo?

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Ter Dez 19, 2017 4:03 am




Take me by the hand


Ele gritava por dentro.
Era estranha a sensação que o tomara logo depois da morte da mãe, era como se duas pessoas habitassem o seu corpo, sentia uma forte onda de emoções, sentia tudo acontecer dentro de si mesmo, sentia a dor, a raiva, o medo, a insegurança, a paixão, tudo isso de uma vez só, mas por fora era uma rocha, a expressão arrogante com a mandíbula tensionada e a sobrancelha levemente arqueada como um desafio constante, havia desaprendido a demonstrar sentimentos, ao mesmo tempo que se tornara tão mais sensível a eles.
Permanecia de costas para ela, as mãos nos bolsos pressionadas firmemente em punho, os ombros largos tão tensos sua respiração ser dolorosa, as palavras dela o atingiam em cheio, um soco atrás do ouro, mas por fora era como se refletissem em seu escudo pessoal, criado especialmente para mantê-la longe.
Esperou ela terminar de falar, e ainda esperou por um longo tempo, parecia que ele nunca mais ia falar nada, apenas ficava ali a encarando
o céu como se esperasse uma dica do que dizer cair em seu colo, uma ajudinha divina que suplicava a anos, mas ao invés disso as estrelas continuavam dizendo a mesma coisa: Nada
Ele se virou e encarou a garota ali sentada, o tom de voz que ela usara denunciava as lágrimas, mas ao se virar viu somente os olhos vermelhos, aqueles olhos suaves e carinhosos de uma pequena corsa, seu coração se apertou ao olhá-la diretamente, seu rosto era uma linha dura e inflexível, mas seu olhar gritava por ela.
Deu alguns passos a frente, parando bem diante dela, seu corpo maior e mais largo se projetando por cima do corpo miúdo e indefeso da garota, ficou ali parado a encarando de cima pelo que pareceu ser uma eternidade, aos mãos ainda enfiadas nos bolsos, e quando falou seu tom era carregado de raiva, mas não dela, de si mesmo.
-
Eu não podia ser ajudado, Mia, como você poderia ter esperado que eu continuasse por pero quando nem eu mesmo sabia o que estava acontecendo comigo? E inclusive hoje não sei até hoje…
Soutou o ar preso nos pulmões de forma brusca, fechando os olhos por um momento e balançando a cabeça, sucumbindo de vez ao seu desejo de tocá-la, queria dizer tantas coisas, queria consolá-la, dizer o quanto agira como um idiota, o quanto queria voltar no tempo para mudar tudo, queria que ela fosse sua namorada em vez de Jane, queria tantas coisas.

Mas como sempre o que saia de sua boca não queria ser compatível com o que pensava, era como se o corpo tivesse a própria forma de proteger sua mente, e um não concordasse com o outro.
Retirou as mãos do bolso, levando ambas ao rosto da garota, envolvendo-o em um toque suave, era a primeira vez que tocava seu rosto em muito tempo e por isso sentia as palmas das mãos formigarem, mas ainda assim não afastou o toque, deixando as mãos deslizarem pelo rosto delicado e os dedos se envolverem tranquilamente nos fios ruivos, prendendo-se ali, enquanto sua voz ressoava, quase que por vontade própria:
Eu não sou um cara legal Mia, eu não sou um cara correto e principalmente não sou o cara certo pra você, mas isso não me impede de querer você, eu disse que você era minha aquele dia na livraria porque, apesar de ser errado te querer, é o que mais me parece certo em muito tempo.


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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Mia Backer Appel em Ter Dez 19, 2017 10:23 am


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Alones?
Meu rosto formigou onde ele encostou, segurando-o com ambas a mãos, senti meu rosto corar e eu tomei uma respiração profunda, prendendo-a em meus pulmões. Pra mim, oque ele dizia não fazia o menor sentido. Podia ouvir a mágoa em sua voz,  toda a raiva guardada ali por anos, no entanto… Resisti ao seu toque, desviei o olhar e virei o rosto, desvencilhando-me de suas mãos grandes, porém suaves.

– Eu esperava, Cunninghan, que você tivesse a noção de que poderíamos ter te ajudado. Esperava que você… Esperava que você quisesse ser ajudado. – disse, mais calma, mas me abracei, tentando evitar apertar minhas mãos, apertei a capa que me cobria – Você se afastou e eu sei, eu sei Oliver, que eu poderia ter te ajudado. Posso não saber o que está sentindo, posso não saber de nada pelo que você passou, mas conheço a dor que sentiu. Hoje eu conheço a dor de perda. E eu posso ajudar. Mesmo antes eu podia ajudar!

Respirei fundo e fechei os olhos, apertando minhas mãos em punhos nas minhas laterais, com os braços ccruzados. Abri os olhos e o encarei, umedecendo os lábios e meneei a cabeça, deixando que uma risada breve saísse entre meus lábios. Ele estava se menosprezando e eu fiquei curiosa. Quem era ele pra dizer se era certo pra mim ou não? Mais um riso baixo saiu entre meus lábios, e meneei a cabeça.

– Quem é você pra dizer quem é certo pra mim ou não, Cunninghan? – perguntei, aproximando-me, tombando a cabeça para o lado, apesar de sentir o baque de suas palavras. – Sabe que o que você disse é uma loucura, não sabe? Só quem pode dizer que você é certo, só quem pode dizer que qualquer pessoa é certa pra mim ou não, sou eu. Não é você, meu pai ou qualquer outra pessoa.

Fechei os olhos sentindo minhas mãos tremerem levemente e respirei fundo pensando no que ele havia disso. Eu ser dele parecia certo, céus, parecia certo até pra mim! Estar perto do jeito que estávamos, poder tocá-lo livremente, poder… tomei mais uma respiração profunda e abracei-me novamente, enterrando minhas unhas nas palmas das mãos.

– Eu… Eu não acho… – respirei fundo e abri os olhos, corando quando encarei – Eu não acho que você seja o cara errado. – mordi o lábio, minha voz não saindo em mais do que um sussurro baixo.

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Ter Dez 19, 2017 2:50 pm




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Quando Mia vira o rosto, se livrando de seu toque, ele demora a recolher as mãos, sentindo uma imensa sensação de vazio, como se ela simplesmente devesse estar ali, em seu toque, como se fosse parte dele, mas não estava.
Ele simplesmente fechou as mãos e as abaixou, olhando para baixo e fechando os olhos, balançando novamente a cabeça enquanto a ouvia, ela não entendia o que ele sentia, conhecia a dor, mas não entendia, Oliver não tinha perdido só a mãe naquele dia, havia perdido o pai e melhor amigo, havia perdido a irmã, havia perdido a si mesmo, sabia que era errado ter se afastado daquele jeito, tinha essa consciência, mas ele simplesmente sentia que precisava.
Abrindo novamente os olhos ele ergueu a cabeça, olhando par o céu e dizendo em um tom baixo:
- Eu não espero que você entenda meus motivos e nem te devo explicações, eu só precisava fazer aquilo… Por mim!
Deu dois passos para trás, enfiando as mãos no bolso e desviando o olhar, tentando entender se ela estava sendo agressiva ou tentando dizer algo diferente a ele, dando uma abertura, e no final ele ergueu novamente a cabeça, olhando-a com a sobrancelha arqueada e a cabeça levemente inclinada para a lateral, analisando seu rosto por um momento, e depois voltando a se aproximar, direcionando o seu olhar direto ao dela e parando bem a sua frente, perto o suficiente para sentir o calor da sua respiração, olhando direto em seus olhos castanhos e expressivos, o rosto sem demonstrar nenhuma emoção, mas os olhos desiguais gritando algo irreconhecível.
E se eu terminar com a Jane? E se eu tentar me aproximar de você e ser menos o babaca que eu sou? O que você faria, Mia? Me afastaria ou me deixaria entrar?
Ainda a olhava de perto, e fez questão de abaixar um pouco mais o rosto, mantendo as próprias mãos nos bolsos, encarando seus olhos de forma quase intensa, tentando ler o que se passava em sua mente naquele momento.


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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Mia Backer Appel em Qua Dez 20, 2017 8:33 am


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Engoli o seco com sua aproximação súbita. Alguma coisa eu havia dito para que ele me olhasse daquele jeito, como se… como se estivesse me pedindo pra entrar. Seu olhar era cheio de emoções que eu não sabia identificar, mas via que estavam ali, embora ele naoquisesse demonstrar. Era como uma minúscula chama que se acendia em seu olho azul, cor do céu, e que tornava o marrom do outro olho mais escuro e intenso.

Eu quis recuar. Era  meu primeiro instinto quando um garoto se aproximava assim de mim. Desde Jhonathan eu me sentia insegura em relação aos garotos, mesmo com Junger, um dos caras mais legais, que se tornara um bom amigo desde a morte da minha mãe, tinha medo que se aproximasse demais. Tinha medo de que ele… Fosse como Blackwood: um garoto legal que queria somente…

Meu rosto esquentou e eu podia sentir que estava ficando mais vermelho do que meus cabelos, mesmo assim não recuei. Levantei o rosto, enfiando as unhas mais fundo em minha palma, sentindo uma fina gota de sangue escorrer, e encarei aquele olhar cheio de emoções indecifráveis em uma face impassível. Ele era o Oliver. Oliver Lucas Cunninghan, o meu Oliver. Meu? Ele não era mais meu realmente. Na verdade, aquele garoto que estava na minja frente não me era conhecido.

O bonitão loiro e fechado que me encarava agora parecia bem mais intranquilo, mais maduro, forte… Não vá por aí. Ele tem namorada, lembra? Mas e se não tivesse? Era isso que ele estava sugerindo. Era disso que estava falando. E se Oliver terminasse com a Jane, eu o deixaria entrar? Não queria que o corvino tivesse que mudar pra isso.

Sustentei seu olhar e abri minha mão, sentindo a gotinha de sangue escorrer pela palma, que pressionei contra a minha capa.

– Cun… Oliver, eu sempre… Sempre deixaria você entrar. – murmurei,  mordendo o lábio e resistindo à vontade de desviar o rosto – Foi você quem se afastou. Você que foi embora. Eu nunca saí daqui. Nunca. – finalmente fechei os olhos, limpando-os com o tecido da manga que eu usava, embora soubesse que mais lágrimas viriam. – Eu nunca irei. Sempre vou estar aqui e não importa… – eu estava murmurando e abri os olhos, deixando meus braços relaxarem nas minhas laterais. – Eu não me importo se é babaca e cabeça dura. – respirei fundo e dei de ombros – O que importa é que amigos sempre voltam.

Olhei em seus olhos por alguns instantes, até não conseguir mais aguentar a tentação de tocar em seu peito. Cheguei a levantar o braço hesitante, mas não o fiz. Ao invés, abracei-me novamente e coloquei um passo de distância entre nós. Era um pequeno passo, mas um recuo suficiente pra eu resistir, pois sabia que, uma vez que o tocasse, seria quase impossível parar. Eu sentia que havia borboletas no meu estômago em um incessante bater de asas, que me fazia ter um frio na barriga.

– Quanto a Jane… Eu… – respirei fundo e umedeci os lábios – Eu não… Eu não te afastaria. – disse, na esperança de que entendesse a verdadeira mensagem. – Se for isso… Se fosse isso que quisesse, eu não te afastaria.

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Qui Dez 21, 2017 4:18 pm




Take me by the hand


“Os amigos sempre voltam”
Odiou aquela frase, não pelo conteúdo em si, mas por ela a dirigir a ele, não queria ser amigo dela, quer dizer, queria também, mas queria mais, precisava de mais, queria que estivessem juntos, queria que ela fosse dele, e queria ser dela também.Ele sabia que tinha ido embora, sabia que havia a deixado, deixado James, mas não havia nada que poderia fazer para mudar isso, e odiava tocar nesse assunto, se lembrar de seu momento de maior fraqueza era incômodo, ele havia criado uma dura casca pra se envolver e nunca ficar frágil de novo como tinha ficado naquela época, e agora essa mesma casca o protegia dela, mesmo que não precisasse nem quisesse ser protegido.
Sem pensar muito bem ele observou quando ela levantou a mão, hesitante em tocá-lo, e depois se afastou, levantando o olhar até o dela, dando um passo a frente para se aproximar maior do que o passo que ela havia dado para afastá-los, segurando seu punho suavemente e trazendo-o até seu peito, um gesto simples, mas pra ele tinha um grande significado, ele nunca diria aquilo, nunca colocaria aquilo em palavras, mas estava basicamente dizendo que se esforçaria para permitir que ela quebrasse sua casca.
Estava a olhando de perto, soltou seu pulso para mostrar que ela poderia escolher tirar a mão de seu peito ou não, ela poderia escolher entre ir e ficar, e novamente seu olhar dizia muito e seu rosto nada, quando finalmente verbalizou um pensamento que batia em sua cabeça desde os onze anos:
- Eu preciso saber que você está entendendo o que eu estou te dizendo, Mia, eu preciso saber se você é apaixonada por mim o suficiente para tentar ficar comigo, mesmo com todos os meus defeitos, minha raiva, minha frieza e a minha idiotice, eu preciso saber se você quer realmente tentar.
Não fez nem falou mais nada, apena a olhou de perto, os olhos desiguais gritando, o rosto impassível, as mãos abaixadas ao lado do corpo e o peito ainda sendo tocado por ela.

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Mia Backer Appel em Qui Dez 21, 2017 6:01 pm



>> Empty Hall<<

Alones?
Ele se aproximou. Estava tão próximo de mim que, se olhasse para cima, podia sentir sua respiração em meu rosto e sabia que se olhasse em seus olhos, veria muito mais do que eu gostaria, então só olhei para seu peito e para a minha mão que tocava o tecido macio da camisa de uniforme que ele vestia. Conseguia sentir seus músculos sob a blusa, conseguia sentir meu coração bater contra minhas costelas, conseguia sentir... Conseguia sentir cada fibra de algodão enquanto minha respiração tornava-se mais rápida e intranquila.  

Umedeci os lábios escutando suas palavras, e pisquei algumas vezes antes de engolir o seco e olhar em seus olhos. Como eu previa, consegui ver muito mais do que queria. Não sei exatamente como. Eu via as emoções que ele escondia em suas feições, via... Tudo. Ah, cara. Pensei, quando percebi que estava perdidamente apaixonada por ele. Eu podia ver cada traço de seu rosto: os olhos coloridos, a barba por fazer – na qual eu queria desesperadamente tocar – o cabelo macio e loiro...  

– Eu quero tentar. – disse, em não mais que um sussurro, mas sabia que ele podia me escutar, com a nossa proximidade – Eu sei que você é um pacote completo, Cunninghan. – sorri brevemente e desviei o olhar, sentindo meu rosto corar – Todos nós somos um pacote completo, defeitos E qualidades.

Suspirei, olhando para a minha mão em seu peito e a mexendo suavemente, abrindo e fechando os dedos em seu peito, apertando o tecido entre eles. Umedeci os lábios e engoli o seco. Queria muito mais do que tocar seu peito com um tecido, pela primeira vez na minha vida, queria tocar a pele dele. Queria tocar seu peito, beijar sua boca, abraça-lo... Fechei os olhos, sentindo meu rosto esquentar.  

– Eu não posso fazer isso. – murmurei, mais para mim mesma do que para ele. Inconscientemente fechei a mão em punho, apertando a camisa, olhando para cima, novamente. – Você está namorando e... E eu não quero machucar a Jane... Isso é loucura.

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Qui Dez 21, 2017 7:56 pm




Take me by the hand


Conforme os dedos dela se moviam sobre o tecido de algodão da camisa de uniforme ele podia sentir pequenas áreas onde se arrepiava, como se o toque dela transmitisse algum tipo de eletricidade estranha, uma energia revigorante.
Precisou de toda a sua concentração para ouvir o que ela estava falando, para evitar beijá-la antes de sua resposta definitiva, precisava focar em suas palavras, mas focar em seus lábios era perigoso e incauto, era uma as questões mais simples com a qual ele já lidara, e ainda assim a mais difícil, estariam eles prontos para seu primeiro beijo?
Sentiu quando ela apertou o tecido de sua camisa e levou a mão até a dela, não tentando fazê-la soltá-lo, mas tentando acalmá-la, aliviando um pouco seu aperto e tocando o polegar em sua palma e envolvendo sua mão com a própria, olhando-a de perto, levando a outra mão até seu rosto, passando as costas de seus dedos pelo queixo da garota, dizendo:
Eu não quero que se preocupe com isso, eu vou dar um jeito!
Toma a liberdade de abaixar um pouco a cabeça na direção da dela, parando no meio do caminho para seus lábios e respirando fundo, de forma pesada, balançando um pouco a cabeça, dizendo em um tom urgente:
Mia, se eu não te beijar agora vou ficar louco, eu juro…
Seu coração estava acelerado, podia sentir as mãos tremendo levemente, a respiração acelerada, o frio na barriga, praticamente salivava pela expectativa de beijá-la, mas o medo de assustá-la ou pressioná-la de mais era maior, não costumava ser um cara calmo e gentil, mas com ela era diferente, ela era diferente, sempre foi.
Pensando isso finalmente inclinou um pouco mais a cabeça, tocando suavemente os lábios nos dela, mas não a beijando de fato, sentindo o calor de seu hálito e o corpo se arrepiar instantaneamente, mas esperando, esperando o que parecia uma eternidade para que ela continuasse ou se afastasse.

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Re: Pátio de Entrada

Mensagem por Mia Backer Appel em Sex Dez 22, 2017 7:15 am


>> Empty Hall<<

Alones?
Ele pegou minha mão e seu polegar tocou minha palma, olhei para baixo por alguns instantes, para nossas mãos unidas. Por algum motivo aquilo parecia certo, embora eu soubesse que não era. Droga, por que ele estava tão perto? Senti os nós de seus dedos encostarem em meu queixo e eu levantei os olhos, encontrando os dele.

Borboletas se atreviam a bater as asas em meu estômago, fazendo-o gelar por dentro. Era errado. Eu estava apaixonada. Seus lábios se aproximaram dos meus, seu hálito quente tocando-os, até que se tocaram. Era um toque leve, suave... Eu queria mais. Eu queria...

Coloquei a outra mão em sua blusa, amaçando o tecido de seu uniforme, puxando-o para mais perto. Então nos beijamos. Deixei que meu corpo tomasse conta daquilo que restava da minha racionalidade, embora soubesse quão errado aquilo era. Oliver ainda estava namorando, ele continuava com a Jane — uma amiga. Sabia mais ou menos pelo que ela passava, havia boatos, e seu irmão era maluco. No entanto...

Eu não conseguia me controlar. Apertei a camisa com mais força, puxando-o ainda mais pra mim, deixando-me levar pelo momento, apesar de uma pontinha de nada do meu cérebro — a parte que permanecia racional — dizer quão errada toda aquela situação era.

Dei-me conta tarde demais do que estava acontecendo. Eu só queria tocá-lo. Meus pés se levantaram por conta própria em suas pontas, para minha altura se igualar — mais ou menos — a dele. Minhas mãos relaxaram e subiram até seu pescoço, enrolando os dedos nos fiozinhos rebeldes de seu cabelo loiro e sedoso; meus olhos se fecharam e senti minha pele se arrepiar quando suas mãos pararam em minha cintura.

Foi quando meus pulmões pediram um pouco de ar que percebi o que estava fazendo. Eu arregalei os olhos, mordendo o lábio do outro sem muita força, separando-me de Oliver e colocando espaço entre nós. Dei alguns passos pra trás, olhando-o surpresa — mais surpresa comigo mesma do que com ele — eu o beijei. Engoli o seco, apertando os olhos uma vez, tentando decidir o que fazer.

— Isso é loucura, Oliver! — disse, ao abrir os olhos novamente. Abracei minha cintura, apertando as unhas contra o tecido macio de algodão que eu vestia, e o encarei. Eu estava decidida. — Não vou fazer isso enquanto você ainda estiver com a Jane. Eu não posso! Então… então se você quiser fazer isso, vai ter que terminar com ela. — fechei os olhos novamente e abaixei a cabeça. — Eu estou disposta a tentar, mas não pode ser de outro jeito.

Eu o olhei e umedeci os lábios secos. Seus olhos pareciam fazer alguma súplica, ou coisa assim, seu rosto continuava impassível, como sempre. Suspirei, e assenti, virando-me em direção ao corredor. Controlei meus passos enquanto andava, esperando virar na próxima esquina o mais rápido possível pra desmoronar — minhas pernas tremiam junto com meus dedos e borboletas teimosas ainda batiam as asas em meu estômago. Pensei no jantar e em quanto tempo se passara desde essa refeição.

Entretanto, meus pensamentos foram interrompidos quando Oliver tocou meu braço. Virei-me para encará-lo, pronta pra dizer que não podíamos fazer isso, que aquilo era impossível enquanto ele não terminasse com Jane. Por incrível que fosse, porém, o corvino me abraçou. Apertou-me em um abraço de urso, pegando-me de surpresa, mas, hesitante, retribuí ao seu aperto, passando os meus braços mais curtos por baixo dos dele e por baixo da capa preta da Corvinal.

Fechei os olhos, apertando minha bochecha contra seu peito, apreciando o contato que a tanto ansiava — desde os meus doze anos, quando ele se afastou sem mais nem menos. Perdi um dos meus melhores amigos naquele ano, e doeu. Aquilo me machucou e me magoou, porque só muito tempo depois eu fui descobrir todo o resto. Então veio a raiva. Ele se afastou sem mais nem menos, foi Oliver que foi embora e me deixou… Nos deixou sem explicar nada.

As lágrimas encheram meus olhos e molharam a camisa dele. Eu continuava com raiva. Queria que ele tivesse me contado, queria ter tido a chance de tentar ajudar! Mas ele se fechou. Afastou-se de tudo e de todos. E só tive notícias muito tempo depois, mesmo que o visse o tempo todo nas aulas e no corredores da escola, esbarrávamo-nos e sequer olhávamos na cara um do outro para pedir desculpa.

Apertei mais sua cintura por um breve momento antes de me afastar e afastá-lo. Tinha entendido a mensagem. Estávamos bem e tudo ia ficar bem. Eu sempre estive ali por ele, esperando-o, e ele estaria ali por mim agora.

Respirei fundo, assenti brevemente, secando as lágrimas com as costas das mãos e disse:

— Obrigada. — minha voz saiu em um sussurro, mas sabia que ele entenderia. Dei um breve e triste sorriso e me virei novamente para sair do Pátio.

Minhas pernas ainda tremiam, tanto quando meus dedos, mas eu não queria mais desmoronar. Eu daria uma passada na cozinha para poder comer alguma coisa antes de ir pra cama e tudo ficaria bem. Pelo menos voltamos a falar um com o outro. Pensei, enquanto caminhava para longe, fazendo a ronda dos Monitores.

[Off com Oliver L. Cunninghan]

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