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Salão de festas

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Salão de festas

Mensagem por O Herdeiro em Qui Dez 28, 2017 12:56 pm



Salão de festas

O local não pertencia originalmente a casa, mas foi criado especificamente para comportar melhor as festas em que as famílias das quatro amigas se reunisse, por fora aparenta ser nada mais do que um pequeno depósito de materiais de limpeza com portas grande de mais, mas após passar por grandes portas de vidro polido o ambiente se abre e a decoração se adapta a vontade de sua senhora, o salão era amplo, com uma grande mesa em uma das laterais, de tamanho suficiente para todos os convidados, na extremidade oposta do salão uma orquestra encantada, que começava a tocar as musicas apropriadas para cada ocasião com um simples giro de varinha.
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Re: Salão de festas

Mensagem por Stella Sowsfield em Qui Dez 28, 2017 1:49 pm

Stella olhou em volta e sorriu para si mesma, estava tudo perfeito!
No centro do salão a imensa árvore-de-natal ricamente decorada exalava um odor delicado de canela, os enfeites consistiam em bolas de cristal colorido, pacotes de presente brilhante e pequenos bonecos quebra-nozes que dançavam sobre as folhas, aos pés da árvore uma infinidade de presentes, todos endereçados a seus respectivos donos, uma tradição que as crianças adoravam, em alguns pontos do salão os visgos desafiavam quem parasse embaixo de si a um beijo romântico, a mesa estava ornada com diversas velas com detalhes em verde e vermelho, os pratos igualmente ornamentados com as cores natalinas, o teto encantado para simular uma falsa neve que desaparecia antes de tocar a cabeça dos convidados, Stella finalmente poderia sentir o cheiro de natal e a expectativa de reunir suas amigas e suas famílias no mesmo local.
O salão pronto, era hora de se vestir para receber os convidados, entrando nos próprios aposentos viu o marido fazendo a barba em um dos lavabos, passou por trás dele se despindo para poder tomar um bom banho, atraindo os olhares do marido, e então ela reparou melhor em seu rosto e deu uma risada baixa, seguida e uma breve careta.
– O que é isso?
Ele havia aparado os pelos ao redor do rosto, deixando um bigode sobressalente, ele deu de ombros, perguntando:
- Gostou?
Stella inclinou a cabeça, arqueando brevemente a sobrancelha, analisando as feições do marido, se aproximando a pousando as mãos em seu rosto, dizendo:
- hmm não sei, mas se você gosta, eu gosto.
Lhe deu um selinho demorado e foi para o banho.
---
Stella vestia um delicado vestido verde musgo que ressaltava a cor de seus olhos, nos pés, os característicos saltos prateados praticamente cintilavam, seu cabelo estava delicadamente preso em uma transa lateral que pendia no ombro, a cor e o modelo do vestido favoreciam a formas delicadas do seu corpo, ressaltando suavemente o ventre com um pequeno volume que poderia passar despercebido aos desavisados.
Os convidados não demorariam a chegar, mas os filhos já estavam ali, cada um teria seus respectivos convidados e esse seria o primeiro ano que Yohan convidara um amigo, e Stella estava ansiosa por isso, principalmente para ver o comportamento do filho na primeira festa depois do seu traumático sequestro.
Manon traria seu namorado, talvez Morgan também trouxesse, assim como Oliver, seria um natal movimentado, a Matthew com seu novo bigode parecia um tanto incomodado com a ideia de conhecer o namorado da filha mais velha.
Em breve os convidados chegariam, então estariam prontos para comemorar.

[off: A primeira rosada de posts deve ser de chegada e socialização, a partir da segunda rodada já podem comer e sair quem quiser, cada um tem presentes sob a árvore, podem interpretar que dentro das caixas tem o que desejarem, citando de quem recebeu.]
 
Merely the sound of your voice made me believe that, that you were her just like the river disturbs my inner peace. Once I believed I could find just a trace of her beloved soul, once I believed she was all then she smothered my beliefs.





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Re: Salão de festas

Mensagem por Amarilys Lohys Cunninghan em Qui Dez 28, 2017 10:29 pm

Então é Natal

Véspera de Natal... Há muito tempo a data foi a minha favorita. Achava que era a data mais mágica que podia existir no mundo, acreditava em papais Noel e que se pendurasse a meia na chaminé ou colocasse um sapatinho na janela no outro dia teria uma surpresa feliz.  Ao menos, acreditei nisso até os meus ternos seis anos de idade, porém depois que a mamãe se foi para nunca mais voltar tudo mudou, mudou de verdade.
No natal seguinte a sua morte, contei religiosamente os dias do ano na esperança que o Natal pudesse acabar com a minha dor e toda a tristeza que existia. Lembro-me como se fosse hoje que estava tão empolgada que não conseguia me conter nem entender o motivo de todo mundo estar tão triste. Mamãe ensinara que o Natal era uma época feliz e que coisas muito mágicas acontecem nessas épocas, contudo, todos a volta parecia esquecer às palavras dela.
Menos eu. Escrevi uma carta, uma curta carta, mas foi a mais sincera que uma criança de seis anos consegue fazer. Coloquei naquelas palavras infantis toda esperança que existia no meu coração. E, então desejei, desejei inocente que minha mãe voltasse e que pudesse passar mais um natal com a gente, pois com ela tudo era mais feliz.
Com Lauren, o papai não ficava espreitando-se nos cantos da velha casa, com o olhar perdido e triste. O Ollie não parecia ter a responsabilidade de carregar o mundo nas costas e ser um adulto tão cedo para que eu pudesse brincar e ter tempo de acreditar em bobeiras como o Natal. A Bluberry, essa sofrera os maiores impactos desde que tudo aconteceu. Na primeira festividade natalina sem a mamãe além de perder na referencia materna havia perdido a minha irmã, Nana parecia ter sido substituída por um autônomo ou qualquer coisa do tipo, estava completamente sem vida.
Naquela noite lembro que ainda fui feliz mesmo demorando-me para dormir. Minha empolgação era tamanha que estava difícil simplesmente por a cabeça no travesseiro, concentra-me e dormir. Ficava descendo as escadas vez ou outra, pois queria ver a figura gorducha e de vestes vermelhas trazer consigo a mamãe e dar para nós mais dias felizes.
Mas, as horas passaram. Fiquei acordada o máximo de tempo que uma criança no seu sexto ano de vida consegue permanecer de pé, mas adormeci no sofá pouco depois da meia noite. Ao acordar descabelada no outro dia primeiro veio a alegria de saber que havia amanhecido, mas instantaneamente uma tristeza descomunal tomou conta de todo o meu corpo a carta ainda estava ali, intocada e as sapatilhas também.
Olhei para tudo aquilo sem acreditar que o mundo podia ser tão malvado com as crianças como estava sendo comigo. Destruir toda a decoração natalina da casa e chorei até não restarem mais lagrimas e ficou, apenas, o nada.
Não comia, não sorria e não vivia.
Natal após natal. A data mais mágica tornou-se um punhado de neve e coisas sem sentido.

Dessa vez, o Natal seria na casa da Tia Stella. Adorava aquela mulher. Ela e a tia Meg manteve meus irmãos e eu vivos e forneceu todo amor que madrinhas podem dar aos seus afilhados, mas o vazio que a mamãe deixou nunca seria preenchido de novo.
Resolvi ir à ceia, mesmo que não fizesse mais sentido comemorar o Natal, tia Stella merecia estar rodeada das pessoas que a amavam e eu me incluía nesse pacote.
Seria o primeiro natal do Yohan depois do sequestro e embora fingisse que não sabia que o sequestro havia abalado mais o sonserino que o que ele demostrava aos demais.
Nesses quatro meses as coisas em Hogwarts ficaram diferentes. Yohan perdera as primeiras aulas e tinha constantes insônias devido aos pesadelos. Em uma noite qualquer estava vagando por Hogwarts as escondidas com saudades de casa e encontrei uma pessoa encolhida aos prantos no banheiro da Murta – Que – Geme, quando me aproximei mais percebi que era o garoto estranho.
Pela primeira vez ele não xingou, nem agrediu, apenas continuou a chorar. Sentei -me do seu lado e fiquei ali até que toda vontade de chorar cessasse.
Então, volta e meia o banheiro abandonado tornou-se nosso lugar de encontros as escondidas. Yohan falava de seus medos, dos seus pesadelos e eu ficava contente em fazê-lo sorri de vez em quando e ajudar com os deveres e as dores do dedo amputado.
Nesses momentos, esquecia-me que o menino podia ser insuportável e cruel. Secretamente, acreditava que ele estava melhorando e pensar isso me fez acordar cedo naquela manhã natalina.
Desci para o sótão onde ficavam todas as coisas da mamãe. Aquele lugar estava empoeirado, a temos ninguém descia ali para limpar, graças as ordens estranhas do papai. Quando a tristeza apertava eu descia até ali em segredo e ficava lembrando-me do rosto dela, tinha muito medo que um dia esquecesse as suas feições e quando a ideia resolvia assustar-me parecia ao mesmo tempo muito perto e demasiadamente absurda.
Tirei da bolsa extensível que carregava um álbum de capa marrom escura que estava vazio, algumas, tintas, lápis de cor, giz de cera e diversas fotos. Algumas, tiradas por mim outras conseguir por estarem espalhadas pela casa dos Sowsfield.
Mas todas tinham momentos felizes do Yohan, ou quase. Outras eram apenas engraçadas. Eram fotos do primeiro aniversário, da primeira vassoura, com os pais e com os irmãos, do primeiro animalzinho de estimação. Ainda tinha a vez que Manon o prendeu ao lustre por causa que o menino foi inconivente, mas confesso, essa coloquei apenas para pirraçá-lo, afinal, nunca ir tanto na vida. Talvez, tenha rido no dia da sorveteria, mas isso não é algo que vá admitir em alto e bom tom para ele. A ultima foto que colei foi uma foto que aparecíamos juntos no banheiro. Esse dia foi engraçado, pois a máquina havia disparado acidentalmente e ficamos pensando que a Murta queria aprontar conosco.
Terminei de colar as fotos e enfeitei a capa. No fim, quando terminei sentir que faltava algo, olhei em volta no cômodo e deparei-me com um imenso guarda-roupa. As roupas da mamãe. Levantei-me para abri-lo. Estavam todas ali, uma por uma e havia um vestido azul em especifico que era meu favorito. Era seda e azul. A combinação perfeita.
Tirei uma tira da barra dele com cuidado para não estraga-lo  e colei no álbum fazendo um lindo laço. Pela primeira vez, em cinco anos, sorri satisfeita.

***********

Nana, Ollie, Rilys. Amava o trio que formávamos e com essa sensação chegávamos a casa dos Sowsfield. Não pude deixar de notar que tia Stella havia caprichado na decoração, por um instante esqueci o quanto odeio o natal.
Não pude deixar de procurar por Yohan. Estava ansiosa para ver a reação dele ao presente. Notei que havia um menino perto da arvore de Natal contando os presentes. Só podia ser ele. Corri até onde ele estava dando um oi aqui e outro acolá para os adultos que ficavam no meio do caminho e ao me aproximar disse, tirando o álbum da bolsa.
- Oi! – Sorri. – Toma, fiz para você, menino estranho. Espero que quando tiver triste ou com medo lembre-se do presente, olhe para ele e se sinta melhor...  
 



Fall to your knees, bring on the rapture Blessed be the boys time can’t capture On film or between the sheets I always fall from your window to the pitch black streets And with the black banners raised As the crooked smiles fade Former heroes who quit too late Who just wanna fill up the trophy case again and in the end i'd do it all again i guess you're  best friend Don’t you know that the kids aren't al-, kids aren’t alright? I’ll be yours When it rains it pours Stay thirsty like before Don’t you know that the kids aren't al-, kids aren’t alright?

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Just a young gun with a quick fuse I was uptight, wanna let loose I was dreaming of bigger things And wanna leave my own life behind


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Re: Salão de festas

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Qui Dez 28, 2017 11:45 pm




Take me by the hand


Oliver estava sentado aos pés da escadaria de Hogwarts, combinara com a namorada de que sairiam prontos para ir para a casa da madrinha, e foi um custo convencê-la a ir, não entendia bem o motivo, mas a garota não se sentia muito a vontade de passar o natal com os Sowfield.
As três estavam atrasadas, Morgan, Amarilys e Mia, qual era o problema com pontualidade que as mulheres de sua vida tinham? Estava prestes a se irritar, quando se lembrou que havia adiantado o próprio relógio em vinte minutos para tentar se atrasar menos, sentindo uma pontada de culpa por julgar as garotas.
A primeira a aparecer foi a mais nova, a observou descer as escadas sorrindo, pulando os dois últimos degraus na direção dos braços do irmão, que a pegou e girou brevemente no ar, colocando-a no chão em seguida, com um sorriso divertido que sempre deixava guardado só para ela:
- Hey gatinha, pronta pra se divertir um pouco?
Deu um beijo leve na testa da irmã, sabia que os natais não eram felizes em sua família a um bom tempo, mas ele gostava de fingir, era importante para Stella, para Megan, para Sam, então eles faziam isso todos os anos, “Sorria e acene”.
Morgan e Mia vieram logo depois, ambas estavam conversando, o que fez o corvino erguer suavemente uma sobrancelha, era uma cena que o deixava um pouco temeroso, mas sobreviveria.
Ele nunca havia a visto assim, o vestido delineava seu corpo e as pernas livres faziam a própria imaginação viajar, foi uma pena imensa quando ela cobriu aquela visão sensacional com o pesado sobretudo, fazendo o namorado engolir em seco, olhando para si mesmo e imaginado se estaria bom o bastante para acompanhá-la.
Oliver estava vestido de forma simples e prática, uma calça preta, sapatos da mesma cor e uma camisa cinza um tanto justa no peito e nos ombros, com os mangas dobradas até os cotovelos, o detalhe mais incomum era o cabelo, arrumado de forma social, sabia que se fosse visto pela madrinha com o cabelo desgrenhado novamente ela o acabaria raspando.
Morgan e Amarilys iriam para casa, Oliver e Mia iriam direto para o casarão Lux, e juntos saíram dali, indo aproveitar, ou tentar aproveitar, o recesso de natal.
Quando chegaram no casarão já podia sentir o cheiro que vinha do salão de festas, ou talvez fosse apenas seu subconsciente, lá no fundo sentiu uma pontada desagradável, como se uma voz dissesse lá no fundo: “Ela não está aqui, mas ele estará!”.
Engoliu em seco e atravessou os gramados, tomando a namorada pela mão, ao chegar perto das imensas portas de entrada, entrou suas coisas ara que os elfos colocassem no quarto que tinha na casa da madrinha, e então foram para o grande salão, por todo o caminho Mia encarava a casa, uma sensação estranha tomou conta do garoto, ela parecia saber onde estava, parecia estar em casa.
Antes de chegarem no salão de festas ouviu a suave e receptiva voz atrás de si, “Está aprendendo a ser pontual, querido?”.
Oliver parou por um momento e se virou, sorrindo de canto, ela vinha andando graciosamente pelo gramado macio, seu salto sem vacilar um milímetro, ela estava pronta para matar alguém ou abraçar, mas considerando que vinha de braços abertos, a recebeu.
Era bem maior que a madrinha agora, quase uma cabeça mais alto e obviamente bem mais largo, mas se lembrava de quando se aninhava em seus braços, para chorar até pegar no sono, ou gritar de raiva, ela sempre estava lá.
Quando ela se afastou ele pousou a mão brevemente a mão sobre o ventre da madrinha, dizendo em um tom divertido:
– Posso apostar que é um menino de novo…
– e eu espero que esteja errado, garoto!
Então ela virou o olhar para Mia, eu podia ver o julgamento em seus olhos, analisando se a ruiva era adequada para o afilhado tão protegido, Oliver pigarreou por um minuto, dizendo em um tom quase formal:
– Madrinha, essa é a minha namorada, Mia… Mia, essa é minha madrinha, Stella Sowsfield.
O sorriso da madrinha era quase ferino, mas tinha algo de doce nele, era o mesmo sorriso que dirigia aos namorados de Manon, como se dissesse “Seja bem vindo, mas ainda é meu território”.
Elas se cumprimentaram brevemente, um suave aperto de mãos, a polidez da madrinha em insistir para que Mia se sentisse a vontade, Mia vermelha, nada fora do normal, então entraram.
Alex estava vestido como um verdadeiro galã, o terno bem alinhado ao corpo alto e esguio, a elegância do colega poderia fazer qualquer um se sentir um mendigo, ele se aproximou com um copo de gemada em mãos, dizendo em um tom alegre:
- Boas festas, meus caros, sejam bem-vindos, Oliver, depois de uma olhada no seu quarto, deixei seu presente de natal sobre a cama, Mia, seja bem-vinda, minha família é louca, mas é legal, divirtam-se, e evitem a região nordeste.
Com uma risada relaxada Mia encolheu os ombros, perguntando o que tinha na região nordeste, mas Oliver já havia visto, o pai estava ali parado, olhando para o nada como sempre, quieto e sozinho, nem ao menos sabia se ele gostava de comparecer a esses eventos ou se vinha guiado por algum instinto, só sabia que evitariam a região nordeste.
Ao se virar para o lado oposto deu de cara com o padrinho, abriu a boca para o cumprimentar, mas parou por um segundo ao ver o bigode, arqueou a sobrancelha, inclinando um pouco a cabeça, dizendo:
– Padrinho, bigode, legal… feliz natal!
O ministro deu uma risada, apertando a mão do afilhado e de Mia, dizendo em seu tom mais cortês:
– Seja bem-vinda a nossa casa, espero que aproveite a festa e se sinta à vontade!
Mia novamente ficou vermelha, gaguejou uma resposta antes de Matthew se afastar, fazendo Oliver se sentir ainda mais à vontade ali com a namorada, envolvendo sua cintura carinhosamente, dizendo baixo:
– Viu só? Você está se saindo muito bem!
Piscou levemente para ela, se virando depois ao sentir a mão em seu ombro, vendo Peter Sowsfield parado atrás de si, imediatamente abriu os braços, trocando um breve abraço com o homem mais velho, dizendo em um tom suave:
– Como vai, meu velho?
Sentiu que o homem o prendeu alguns segundos a mais no abraço, sabia que ele o fazia se lembrar da filha e da esposa, sabia que sua presença trazia lembranças boas e ruins, gostava do homem, ele sempre fora gentil com ele, lhe dava doces quando era criança, lhe dava dicas com as primeiras namoradas, Peter era um bom homem.
Oliver apresentou-o então a namorada, ele a encarou por alguns segundos, sabia que ele havia perdido duas ruivas na sua vida, isso devia trazer ainda mais lembranças, ele a cumprimentou com um aceno de cabeça e depois se afastou, foi quando Oliver conseguiu duas bebidas para ela, lhe contando brevemente a história do homem:
– Ele perdeu a esposa e a filha em um incêndio, nunca mais foi o mesmo, mas sempre foi bom pra mim!
Bebeu um gole de sua bebida, olhando a festa em volta por um momento.

tags; words; notes; §


Última edição por Oliver L. Cunninghan em Dom Dez 31, 2017 7:23 am, editado 2 vez(es)

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Re: Salão de festas

Mensagem por Alecsander S. Van Harther em Sex Dez 29, 2017 12:02 am

Ele estava lindo, uma camisa branca de linho por baixo de um elegante paletó com risca de giz, o sapato brilhando, o cabelo cuidadosamente arrumado em uma bagunça ordenada, a barba feita, o sorriso confiante, Alec era o modelo da família, sempre perfeito e confiante.
Mas por dentro ele se remoía, odiava ver a família estilhaçada, e a família estava estilhaçada, a alegria de um novo integrante a caminho sendo suprimida pela dor de todos ao ver o dia a dia de Yohan, e podia ver isso no irmão todos os dias em Hogwarts.
Lembrava-se do dia que percebeu o quão mal Yohan estava, quando sentiu ser chacoalhado durante a noite, e ao se virar viu o irmão ali, pedindo ajuda para se livrar das consequências de um pesadelo antes que os colegas notassem e rissem dele, ele tinha os olhos vermelhos e brilhantes das lágrimas.
Imediatamente o Sonserino mais velho se levantou, indo ajudar o irmão a se livrar dos vestígios que demonstravam que ele havia urinado na cama.
Depois lembrou de se sentar com ele na comunal da sonserina, ambos olhando para a aga através da janela, então cutucou brevemente o irmão caçula, dizendo em um meio sorriso:
– Sabe Yohan, quando o bebê novo chegar você pode ensiná-lo a esconder os biscoitos naquele fundo falso no armário da cozinha, assim como eu ensinei você, sei que vai gostar disso!
Alec sempre tentava agir da forma mais normal possível, por isso evitou se aproximar do irmão quando o viu conversando com Amarilys, ele precisava daquilo, uma amiga da mesma idade para ajudá-lo a ver que a vida ainda pode ser normal, e sabia que ele sorriria ao abrir o pacote que havia deixado para ele na árvore e ver as mais recentes revistas de esportes do mundo bruxo, ele gostava daquelas leituras.
Viu Oliver chegando com Mia e foi recebê-los, depois ficou sentado perto da entrada, esperando Morgan chegar para poder se sentir completo de novo, era estranho quando ela não estava, ainda era alegre e vívido, mas não era completo.
O pai passou por ele, pousando a mão no cabelo do filho e sorrindo de canto, com aquele bigode que o deixava com cara de turista cubano, Alec deu uma risada, encostando brevemente o rosto no ombro do pai e depois o observando se afastar na direção da mãe, olhou os dois juntos, a forma como se moviam, um parecia girar ao redor do outro, a forma carinhosa que o pai tocou o ventre fecundo da mãe, a forma que se olhavam e sorriam, pegou-se pensando se teria algo do tipo um dia.
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Re: Salão de festas

Mensagem por Yohan S. Van Harther em Sex Dez 29, 2017 7:45 pm

Terapia

Yohan Sowsfield Van Harther

10 anos

Sangue Puro

Filho do papai e da mamãe



Yohan reconhecia cada rosto dos convidados que já havia chegado, porém se sentia deslocado em meio aquelas pessoas. A todo instante olhava ao redor a procura de Otto. O amigo de casa havia prometido que viria a ceia da família Van Harther e o loiro esperava que o mesmo não furasse com ele, pois odiava quando as pessoas o enganavam.

O menino não aguentava mais responder tantas vezes as mesmas questões. “Você está bem? O dedo ainda dói? É apenas um dedo, você nem deve estar sentindo falta não é mesmo? Dá para levar uma vida normal sem um dedinho de nada. Você lembra do sequestrador? Acha que se encontrar o comensal que fez isso consegue reconhecê-lo? Você se lembra de tudo o que aconteceu? É verdade que foi encontrado em uma lata de lixo?” Ele se perguntava desde quando as pessoas passaram a ser tão inconvenientes e tocar sem nenhum pudor nas particularidades da vida do outro sem importar se esse tipo de intromissão fosse causar constrangimento ou qualquer sentimento semelhante.

Ele buscava ser o menos grosseiro possível, usando sempre a mesma frase para tudo. - Não... me dê licença preciso encontrar meus pais. A frase pronta era lançada e logo ele deixava o local sem dar espaço para que a pessoa prosseguisse a conversa. A verdade é que a ceia estava um porre e o seu único desejo era que todas aquelas pessoas inconvenientes fossem embora da sua casa.

Em outros tempos ele teria revidado as indagações ou mesmo expulsado alguns mais abusados das propriedades da sua família, contudo agora ele não se sentia capaz tão pouco com confiança para sequer encarar qualquer uma daquelas pessoas, muito menos ser ríspido ou pedir que não ficassem tocando naquele assunto. Ao invés disso era possível ver cada segundo mais os ombros protusos e cabeça baixa até que conseguiu chegar a árvore de natal.

A frondosa árvore decorada com capricho pelos elfos da casa guiados pelas ordens de Stella atraiu a atenção do garoto, principalmente porque naquele momento era o ponto mais tranquilo, onde não havia pessoas para puxar assuntos estúpidos com ele. Apenas seu irmão passou perto, mas estava indo em direção oposta a árvore. Já que estava ali, nada melhor que contar o número de presentes que continha o seu nome. No ano anterior havia recebido 10 presentes, então esperava no mínimo 11 para esse ano, ou seja, um para cada ano de vida. Enquanto ele contava os embrulhos à procura daqueles que estavam destinados a ele, Amarilys aproximou atraindo sua atenção. - O... oi.

O cumprimento saiu um pouco gago, não por falta de vontade, mas mesmo sem intenção ela o havia assustado. Essa era uma das muitas sequelas emocionais que Rowan havia deixado de presente ao sonserino. Ao recuperar do susto inicial sorriu para a menina da mesma forma que a pouco tinha sorrido para sua mãe no quarto. Nos últimos meses ela havia se tornado seu referencial em Hogwarts, era como se ela fosse um pilar de sustentação para ele enquanto não tinha a rocha inquebrável que era Stella para aninhá-lo em seus braços.

A menina o entregou um embrulho bonito com um grande laço azul. Ele sorriu um tanto surpreso e feliz afinal amava ganhar presentes, talvez mais do que qualquer outra criança. Em sua cabeça ele desejava que o laço fosse verde, mas ainda sim aquele lá estava lindo. O menino logo desfez o enlace passando a folhear o álbum até encontrar a última foto na qual ele estava com a menina no banheiro que era uma espécie de quartel general da dupla. - Essa foto ficou legal, acho que a Murta nunca imaginou que iríamos gostar tanto dessa foto. Por instinto depositou um beijo na bochecha da garota antes de encará-la. - Shiiiiu, eu não sou medroso. Maneou a cabeça repreendendo a garota de um modo suave e fofo. - Esse é o melhor presente que já ganhei de natal em toda a minha vida... Ele fez uma breve pausa coçando a nuca como de costume quando lembrava de uma contradição. - Na verdade o segundo melhor, porque o melhor foi o colar que mamusca encontrou, lembra aquele que perdi no sequestro. Ele retirou o colar do interior da camiseta mostrando a menino.

Uma vez mais ele encarou a fotografia deles juntos e depois voltou a olhar Amarilys, repetindo esse processo algumas vezes em completo silêncio. - Você me perdoa? A menina fez um olhar desentendido enquanto o sonserino mordiscava o lábio inferior. - Eu sinto muito por ter falado aquelas coisas da sua mamãe, eu sei que isso a machuca e eu não devia ter falado dela para ferir seus sentimentos. Ele a encarou por alguns instantes mordendo o lábio esperando sua resposta.



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Re: Salão de festas

Mensagem por Amarilys Lohys Cunninghan em Sex Dez 29, 2017 10:19 pm

Então é Natal

Sabia que os últimos meses haviam sido difíceis para Yohan. Sabia ainda que em Hogwarts tinha poucos amigos e esses poucos eram da sonserina, a casa que o garoto pertencia. E ademais era sabido que a sua fama de insuportável havia alcançado Hogwarts antes mesmo dele chegar à escola. A não muito tempo atrás estaria, inclusive, no grupo das pessoas que acreditariam na fama de terrível. Mas, o sequestro mudara tudo.
Quando o encontrei aquele dia no banheiro da Murta, vi em seus olhos o desespero, medo, assombro... Vi alguém perdido, quase a beira de um precipício pedindo ajuda. E foi por isso que fiquei ali, sem dizer nada, mas estava ali. Não por pena, mas por saber o quão ruim era estar perdido. Em seus olhos aquela noite vi o mesmo que senti quando perdi a minha mãe.
Nos encontros subsequentes evitava ficar perguntando o que ele se lembrava ou como ele estava se sentido. Eram perguntas idiotas para fazer. Obvio, que depois de tudo ele estaria se sentido péssimo, quase como se estivesse quebrado e partido em mil pedaços.
Quando a mamãe morreu no enterro e no velório havia sempre muita gente, todos oferecendo falsos sentimentos, abraços e palavras superficiais de consolo. Mas, conforme os dias iam passando essas mesmas pessoas que outrora ofereciam apoio iam desaparecendo, até que o velho casarão tornou-se, apenas, silencioso. Quando perdemos alguém o primeiro dia é fácil de passar, sempre tem alguém pra apoiar, o difícil mesmo é perceber que um mês, dois, três, quatro meses passaram-se, as pessoas se foram mas a dor continua.
Consegui sobreviver porque tinha Nana, Olie, Tia Meg e Stella e eles foram a base que me ajudaram a passar pelo pior momento que uma criança pode passar. Mas, naquele momento em especifico o menino não tinha ninguém.
O banheiro tornara-se o nosso quartel general. Praticávamos os feitiços que prendíamos nas aulas, o menino falava dos pesadelos que o atormentavam a noite ou qualquer outra situação incomoda. Assim, falando das coisas ruins elas tornavam-se menores do que elas realmente eram e vez ou outra o menino até sorria.    
Mas, no que dizia respeito a essa noite de natal, estava ansiosa para saber o que o moreno achava do presente que havia feito. Enquanto ele folheava o álbum mordiscava os lábios de forma impaciente.
Foi assim que após o oi tímido e a folheada divertindo-se com as fotos ele encontrou a última e sorri com as palavras dele.
- Quem disse que eu gosto dessa foto? – Disse dando de ombros – Olha como estou bochechuda... – Disse rolando os olhos e me aproximando para ver a foto melhor e não de cabeça para baixo – Ela só estar aí porque foi a única mais recente que eu achei – Disse desviando os olhos do menino. No fundo, gostava da fotografia só não iria admitir tão cedo para o menino – Mas, você tem razão, a Murta ficaria surpresa, começaria a gritar ou a chorar, talvez um pouco dos dois e depois sumiria pelo ralo primeiro ralo que encontrasse. – Disse pensativa.
Quando terminei de falar Yohan beijou minha bochecha e sentir elas ficarem mais quentes e um tanto vermelhas, desviei o olhar mais falei baixinho.
- Tudo bem, vou fingir que não sei dessa parte...
O menino relata que aquele era o segundo melhor presente e sorri satisfeita. Um sorriso sincero e largo. Pela primeira vez em cinco anos não estava odiado toda aquela atmosfera natalina.
- Ah, o famoso colar... – Disse quando ele retirou o mesmo de dentro das vestes. – É lindo! – Disse observando os detalhes. – Que bom que a tia Stella conseguiu recuperar. Pelo pouco que sei você ama ele...
De repente Yohan fica sério olhando da foto para mim algumas vezes; mordi o lábio preocupada será que ele havia mudado de ideia sobre gostar do presente?  Logo, fiquei confusa um instante com as palavras dele, mas foi coisa de segundos, pois após entendi que aquele era um pedido de desculpas.
Fiquei boquiaberta. Ouvia e registrava aquelas palavras no mundo da minha mente, algo dizia-me que não ouviria outra coisa assim por muito tempo.
- Vo-cê está mesmo pedindo desculpas – Disse ainda com ares de confusão. – Uau! – Disse e por impulso abracei-o e quando dei por mim soltei-o mantendo certa distância um tanto sem jeito. – Desculpe por isso... – Disse rubra, olhando para baixo. – E sim eu te perdoo dessa vez... – Disse levantando o olhar e vendo além do menino. Tia Stella estava contente aquela noite. Tia um marido e tinha os filhos por perto. – Sabe, queria muito que minha mãe estivesse aqui... Muita coisa seria melhor para eu e meus irmãos, mas eu já me convenci que ela não vai voltar... Apesar de tudo você tem sorte, estran... Yohan. – Pigarreou triste, sentindo os olhos ficarem marejados e desconversou. – Dessa vez eu te perdoo Van Harther, mas não faça de novo, não te perdoaria uma segunda vez.
A menina não pode deixar de notar que o ministro estava com um visual novo e um senhor que estava vestido de papai Noel estava relativamente bêbado.
- Vejo que o ministro resolveu mudar o look. Ficou engraçado, mas não fala pra ele, sabe... Vai que ele não gosta – fui baixando a voz gradativamente, um pouco nervosa. E depois que me recompus olhei para mais perto da mesa. - Aquele ali com aquela roupa engraçada é o seu avô afogado no hidromel?
Fall to your knees, bring on the rapture Blessed be the boys time can’t capture On film or between the sheets I always fall from your window to the pitch black streets And with the black banners raised As the crooked smiles fade Former heroes who quit too late Who just wanna fill up the trophy case again and in the end i'd do it all again i guess you're  best friend Don’t you know that the kids aren't al-, kids aren’t alright? I’ll be yours When it rains it pours Stay thirsty like before Don’t you know that the kids aren't al-, kids aren’t alright?

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Re: Salão de festas

Mensagem por Mia Backer Appel em Dom Dez 31, 2017 12:25 am


>>Lux House<<

Christmas Party
Eu não queria realmente ir. A curiosidade, no entanto, falou mais alto. Oliver disse que passaria o natal com a família Sowsfield e, embora não estivesse muito animada em ir — era o primeiro natal no qual eu não estaria com Annelise — uma voz na minha cabeça ficou cutucando meu cérebro. Vá, Alice. Vá. E não foi difícil reconhecer a voz da minha mãe.

Lembrei-me de quando ela me ajudou a arrumar minhas coisas no malão na primeira vez em que fui pra Hogwarts. Colocou um livro na minha mochila escondido, seu livro preferido, e disse para eu procurar aventuras. Abracei o livro da minha mãe, encostando os lábios sobre a capa desgastada, e o coloquei na mala, ao lado do novo livro que Jane me dera. Eu admirava aquela garota. Tão nova, mas bastante madura pra sua idade. Suspirei enquanto fechava o malão.

Ajeitei o vestido uma última vez, passando as mãos sobre as pregas no tecido branco. Ele era curto — batia pouco acima do joelho — mas bastante quente quando combinado com o sobretudo cinza que colocava por cima. Olhei para os sapatos que levava na mão e as botas que usava. Por quê? Pensei comigo mesma, pegando a mochila e colocando nas costas enquanto pegava o malão e o arrastava pelo dormitório feminino todo bagunçado.

Encontrei Morgan no caminho pra escada principal e a cumprimentei, encontramos Oliver junto a Amarilys, a irmã mais nova deles, na saída do castelo e fomos, então, pra Godric's Hollows, onde o Casarão Lux ficava.

Eu estava nervosa. Antes de chegarmos, troquei as botas pelos Escarpan pretos que contrastavam com o branco do vestido. Alisei mais uma vez o tecido de pregas, e respirei fundo enquanto tentava acompanhar Oliver pelo gramado, meu salto afundava constantemente, mas consegui firmar-me com o braço envolto no dele e olhar tudo a minha volta.

Era estranho reconhecer aquele gramado, uma vez que nunca estive ali, ou todo o resto da mansão — que era magnífica. Eu conhecia aquela casa, tão esfarrapada, mas eu tinha a leve impressão de que dentro teria algo bem mais impressionante do que o lado de fora. Eu conhecia o balaustre, conhecia aquela porta de vidro polido, conhecia...

A voz de Stella me chamou a atenção. Ela cumprimentou o afilhado, que falava tão bem da família. Engoli o seco e apertei meus dedos, será que ela me reconhecia? Sabia quem eu era? Respirei fundo enquanto a mulher me analisava, julgando-me com o olhar. Senti meus dedos arderem a medida que os apertava.

Aquela mulher não era assustadora, mas tive medo. Passei minhas mãos na saia de pregas antes de apertar a da mulher, sorrindo nervosamente e dizendo:

— Hum... É um prazer conhecê-la... — senti meu rosto corar, apesar da maquiagem.

Alex foi a primeira pessoa que encontramos na festa, em seu terno elegante, nos cumprimentou com um copo de gemada e um aviso sobre a tal região nordeste. Perguntei sobre, mas Oliver não respondeu. Então virei para ver o que estava acontecendo ali. Um homem estava parado, quieto, com uma bebida na mão e alheio a todas as pessoas.

Estava curiosa sobre aquele homem. Eu o reconhecia, por algum motivo, mas não conseguia lembrar de onde. Oliver logo se virou, olhando na direção oposta. A festa de Natal já estava cheia de gente, família, amigos e... O Ministro?

Senti meu rosto esquentar ao vê-lo. Ai caramba. Eu queria sumir. Por que eu aceitei vir a essa casa cheia de gente importante? Olhei exasperada para os lados, procurando uma forma de escapar, mas já tinha sido envolva por aquela atmosfera.

Olhei para o Ministro e sorri, ainda nervosa, apertando a mão do homem antes de apertar a minha própria mão.

— O-obrigada sr. M-ministro. — gaguejei, observando-o e mexendo em meus dedos.

Oliver apertou minha cintura carinhosamente e eu só ergui ambas as sobrancelhas. Imagine se eu não estivesse. Pensei em dizer, mas não consegui. Um outro homem apareceu e meu namorado se virou, abraçando um homem que fez meu coração se apertar. Ele tinha olhos acolhedores e tão... Engoli o seco. Eu me lembrava daqueles olhos, de algum lugar, lembrava-me daquele homem.

Ele me encarou por tempo o suficiente para eu sentir necessidade de desviar os olhos até as mãos que eu apertava, sentindo-me acanhada talvez um pouco mais que normal até agora. Será que ele me reconhecia? Peter acenou com a cabeça em um breve cumprimento e retribuí prendendo a respiração por alguns instantes antes de me virar para Oliver.

Ouvi com atenção a história do homem, sobre a esposa e filha mortas em um incêndio e engoli o seco. Ah, cara. Pensei, pegando a bebida da mão de Oliver e tomando um grande gole. Segurei o copo com ambas as mãos, olhando para o líquido dentro deste. Queria falar mais sobre o homem, sobre toda a família, mas as pessoas  não paravam de chegar e tudo era bem interessante, apesar de tudo.

Sentia falta de James, queria-o ali, queria passar o natal com ele, mas não podia separá-lo da família em uma data assim, apesar de ele ser a minha família agora. Pelo menos sempre teria como fugir para a casa dele, caso sentisse-me desconfortável aqui. Suspirei, fechando os olhos por alguns instantes, bebendo mais um gole da bebida que estava em minha mão.

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Re: Salão de festas

Mensagem por Megan Fell Lightwood em Dom Dez 31, 2017 4:43 pm

Natal Uma noite engraçada, mágica e familiar

A casa Lightwood estava uma loucura, os elfos em polvorosa, trabalhavam com afinco na cozinha. Eles amavam cozinhar, pareciam terem sido tirados diretamente da cozinha de Hogwarts! Ou talvez, eles amassem ver a casa sem explosões ou cheiro de queimado, pois raramente deixavam que tocasse em alguma panela ou me aproximasse demasiadamente do fogão. Secretamente, agradecia pelo belo trabalho de proteção discretamente feito por eles.
A ceia hoje seria no casarão dos Sowsfield e boa parte dos Lightwoods iria comemorar a data lá, entretanto, outra parcela da família desejava apenas ficar em casa e era para esses seres preguiçosos e introvertidos que os elfos caprichavam. Olhando de soslaio, antes que me expulsassem pude ver que iriam fazer uma típica ceia e que os preparativos começaram a sete horas da manhã.
- Por Merlim! Quem fica contente trabalhando na cozinha tão cedo? – Resmunguei contrariada, entrando de novo no quarto e sentando-me de braços cruzados na cama.
Peter acabara de acordar e segurava o riso olhando para o teto, mas isso não o impediu de comentar puxando-me para mais perto, selando meus lábios com um beijo.
- Aparentemente todos, menos você amor. – Disse brincalhão
Revirei os olhos retribuindo o beijo e subindo em cima dele.
-Credo! Há coisas mais produtivas para fazer a essa hora, amor... – Disse brincando – Tipo partos, ou tratar criancinhas com varíola de dragão. – Sorri – Ou beijar meu marido, que é o homem mais sexy do mundo bruxo, mesmo quando acorda. -  Disse, inclinando-me para beijá-lo, dessa vez mais demoradamente.
- Prefiro essa última parte – retrucou ele.
Ao cessar o beijo olhei para ele
- Querido, você lembra que esse ano o natal é na casa da Stella, não lembra? – Peter assentiu falando que estava ansioso. – Pena, que nem todos os meninos estarão aqui. Sinto falta dos meus filhos, Pet.
Os filhos que refiro-me são Sammy e Logan. O menino, decidira passar os dias de recesso na escola e Sammer estava aventurando-se em um intercâmbio na escola africana.
-Aliás, preciso ir às compras! Tenho que comprar os presentes ainda, passar no Caldeirão Furado... Ver o que vou vestir - revirou os olhos levantando-se após alguns resmungos do meu marido. – Você não quer que eu vá vestida de mamãe Noel, quer? Ou pior ainda de Pijama! Stella mataria e você em uma única fuzilada e sou jovem e bela demais para morrer. – Brinquei enquanto tirava a roupa indo em direção ao banheiro.

Amava o Natal, mas ele não me deixava nunca sentar em uma poltrona com um bom café e relaxar. Fins de ano eram, em suma, um tanto estressantes. Já sabia por exemplo quais presentes daria aos meus filhos, salvo uma ou outra indecisão, mas não fazia ideia do que dar ao Peter. Vagar pelas ruas de Hogsmeade e pelo Beco Diagonal não foram tão inspiradores quanto eu imaginei que seria.
Summer e Logan receberiam duas lindas vassouras e velozes vassouras, as mais velozes lançadas até então, tão rápido eu conseguisse enviar. Para Hogwarts, tenho certeza que chegaria a tempo, mas para África? Talvez, minha coruja se perdesse no meio do caminho. Aquiles receberia um mini – planetário e uma caixa de fogos básicos, Caspian receberia uma máquina fotográfica e Raven um pufoso.
Entre uma compra e outra parei no Caldeirão para beber um café e rever um velho amigo.
- Ora, ora não é que você leva a sério tudo isso aqui? – Disse adentrando o recinto e reparando a singela decoração natalina.
- Me sirva do seu melhor café, Luke. Foi um dia de compras e tanto e Santo Merlim, você sabe o quão detesto fazer compras. – As palavras saiam rapidamente da minha boca, enquanto sentava-me no banco perto do balcão.
- Vai à casa de Stella?
- Talvez dê uma passadinha lá mais tarde, mas não é certeza ainda... – disse ele enquanto colocava o café.
- Sabia que essa seria sua resposta, por isso te trouxe isso... – Disse estendendo um pequeno pacote. – Feliz Natal, Lucian. – disse com um sorriso sincero no rosto.
Havia comprado um desiluminador.
- É pra você lembrar de acender a luz, nas horas mais escuras, meu amigo.
Luke nos tempos de Hogwarts havia sido meu primeiro amor e meu melhor amigo. O moço que via agora estava acometido de uma grande tristeza que ele nunca quis conversar muito a respeito, mas ainda quando olhava no fundo aqueles olhos podia perceber o brilho de nossa época escolar.
Tomei meu café e logo em seguida disse:
-Preciso continuar. A Maratona é grande hoje... Stella ama convidar todo mundo, você sabe. Mas, no fim das contas não posso reclamar sou igual ou pior que ela.
Após todos os presentes comprados retornei à casa dos Lightwood’s.
Larguei as sacolas no quarto, aproveitando que Peter estava no escritório, provavelmente estudando um meio de reverter o incidente ocorrido a algum tempo.
A ideia do presente me veio como um estalo e sorri de orelha a orelha.
Era uma pequena joia redonda de prata, simples, que havia entalhado alguns desenhos dias antes. Era o relicário perfeito!
Nos álbuns de família procurei pela imagem mais significativa e que estivéssemos todos juntos. Reduzi a mesma para caber no pequeno espaço e quando coloquei a fotografia ali parecia que não havia no mundo lugar mais apropriado para estar.
- Perfeito! – Sorri satisfeita.

O momento de irmos se aproximava e ainda faltava arrumar Raven e Caspian.
Assim que sair do quarto encontrei minha menina sentada na escada fazendo uma careta aborrecida.
- O que houve querida? – Indaguei
- Não quero ir, não quero ir pra casa da tia Stella! - Protestou
- Por que não? - Disse com a sobrancelha arqueada, um pouco confusa.
- Vocês matam animalzinhos e comem. Eu me recuso a participar disso! - Disse cruzando os  braços.
-Amor, é verdade fazermos isso. É o que maioria das pessoas fazem.. E elas amam isso. Mas, se você não gosta não precisa fazer isso também, podemos comer uma deliciosa salada e depois algumas frutas. É importante que você vá, tia Stella espera por nós... – Disse pacientemente.
- Tá bom, tá bom, eu vou. Mas, você vai ficar comigo, né?
- Vou! Eu prometo.  Promessa de dedinho mindinho – Disse encostando meu dedo ao dela e em seguida levantando-me e pegando-a no colo.
- Vamos nos arrumar! Eu comprei um vestido lindo e acho que você vai amar.
Instantes mais tarde Raven estava simplesmente linda com seu vestido marrom, com bolinhas rosa claras tendendo ao branco e um laço da mesma cor em sua cintura. Seu cabelo estava enfeitado com uma tira grossa na mesma tonalidade do vestido e seus sapatos eram delicados tão qual todo o resto de sua roupa.
- Uma verdadeira princesa, Rav. – Disse sorrindo para ela. -  Vá mostrar sua nova roupinha para o Quiles e para o seu pai, aposto que iriam amar!

Assim que Rav saiu, fui atrás de Caspian que tentava em vão roubar doces na cozinha. Cheguei por trás e disse:
- Acho que os elfos não estão muito colaborativos hoje, sr. Lightwood. – Sorri com o susto dele que depois foi totalmente esquecido com um abraço caloroso.
- Você e eu precisamos nos arrumar para ceia, afinal, não vou a lugar nenhum sem o meu príncipe.
- Claro que não mamãe, quem vai protegê-la dos grandes perigos que uma Lightwood pode correr? – Disse, brincalhão.

Finalmente era hora de irmos. Peter mal via a hora de irmos. Estava doido para conversar com Matthew. Coisas típicas do sexo masculino, apostas, carros, feitiços novos que o Ministério havia regularizado não fazia muito tempo. Rolei os olhos só de imaginar enquanto colocava o brinco e descia as escadas.
Estava em um belo vestido longo, vermelho. Os sapatos de bico fino e pretos juntamente com uma maquiagem leve os cabelos presos pela metade, e claro, o colar de família na figura de um anjo que em hipótese alguma tirava do pescoço, ajudavam a compor o traje da noite.
- Então, vamos? -Perguntei ao chegar ao fim da escadaria.

Stella havia superado todas as expectativas de decoração esse ano. A casa estava tão iluminada que se não fosse os feitiços protetivos até um trouxa avistaria o casarão ao longe.
- Vamos crianças, entrem e não esqueçam de cumprimentar tia Stella e o tio Matthew. – Disse observando-as correr e adentrar o salão de festas.
Um instante antes de entrar puxei Peter para mais perto e o beijei, enquanto um sorriso formava-se em meus lábios.
- Tenho uma coisa para você, amor. – Disse entregando-o uma pequena caixinha preta. – Vamos, abra. – Disse um tanto ansiosa. – Espero que quando esteja longe não se esqueça de nós – Completei.
Em seguida entramos.
   

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Re: Salão de festas

Mensagem por Peter W. Sowsfield em Seg Jan 01, 2018 12:27 pm


Happy Holidays?




A grande árvore se punha no meio do salão, o ponto preferido das crianças, que hora ou outra se juntavam para tentar adivinhar quais eram os presentes de cada um. Peter se lembrou de como Alice ficava empolgada com seus presentes, e da vez em que ganhou Mr. Poppy... Ela havia ficado tão feliz. As lágrimas estavam alcançando seus olhos quando se deu conta que estava no meio do salão, sacudiu a cabeça, lutando para não pensar em lembranças que poderiam o fazer chorar... não naquele dia.

Peter usava um terno despojado e aberto sobre uma camisa social branca, amarrados com uma charmosa gravata vermelha texturizada. A calça social escura combinava com seus sapatos negros e brilhantes, e nas mãos Peter carregava sua aliança de casamento... Sempre estava com ela.

Ficou a maior parte do tempo ali, de pé, esperando que toda aquela movimentação acabasse. Sua vontade era de estar deitado em sua cama, ou sentado em sua mesa revisando papéis e processos, mas era natal, e natal deveria ser comemorado. Avistou Ollie conversando com Matthew. Se aproximou vagarosamente. Oliver significava muito para Peter, o considerava um filho, o primeiro e o melhor amigo de Alice. Quando Matthew saiu, Peter colocou sua mão sobre o ombro do garoto que se virou curioso para saber quem era.

-Ollie. -Apertou o jovem num longo abraço. -Feliz Natal, suponho... -Soltou um sorriso descontraído.

Oliver apresentou a bela garota ao seu lado... Mia. Seus longos cabelos ruivos o faziam se lembrar de Heidi... como era linda sua esposa e como fazia falta. Apenas acenou com a cabeça e saiu dali. Não gostava de fugir das boas lembranças que Heidi o proporcionavam, mas naquele dia não poderia chorar, prometera isso pra si mesmo... Pelo manos não agora.

Enquanto caminhava, com a cabeça baixa, quase esbarrou em sua sobrinha. Stella estava especialmente linda naquele dia, o centro das atenções, certamente Matthew era um homem de sorte. Ela abriu os braços para o abraçar e Peter a envolveu em um abraço rápido.

-Feliz Natal, tio. -Stella disse, sua voz era tão suave quanto uma pluma, e em seu rosto podia-se ver a felicidade.

-Feliz Natal, Stella. -Ele disse, forçando um sorriso e logo em seguida continuando seu caminho.

Entrou para dentro da Mansão, deixando para trás a agitação de pessoas eufóricas por presentes, festas e diversão.

Talvez aquele não fosse seu lugar...

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Re: Salão de festas

Mensagem por Christopher Cunninghan em Ter Jan 02, 2018 2:11 am

Memories

A chuva caia pesadamente sobre o campo, tanto que os colegas e os adversários passavam ao seu redor como meros borrões azuis e vermelhos em meio ao completo cinza que tomava o ambiente.
Sentia o cabelo claro e rebelde colado contra o rosto, a sensação das grossas gotas de chuva escorrendo por seu rosto lhe dava cócegas e tiravam sua concentração, e constantemente precisava balançar a cabeça para saber se o que via a afrente era um adversário com a goles ou um companheiro de equipe.
O jogo já corria a algumas horas, as arquibancadas aos poucos estavam se esvaziando, o tempo começava a mudar, deixando de lado a furiosa tempestade por uma garoa intermitente, onde finalmente os apanhadores conseguiriam enxergar o pomo de ouro e aquele jogo finalmente poderia acabar.
Aquilo aconteceu tão rápido que mal pode se equilibrar na vassoura, estava com a posse da Goles e se preparava para lançar, era o ponto que equilibraria o jogo, depois dele, mesmo se a corvinal capturasse o pomo, a grifinória ainda venceria o jogo, esse ponto obrigaria a corvinal a hesitar em capturar o pomo, o que daria mais tempo para o próprio apanhador.
Mas as vezes o destino é caprichoso e desenha de uma forma bem específica como quer que as coisas aconteçam, e as vezes um momento de frustração pode ser o responsável por um detalhe que vem a mudar as vidas dos envolvidos para sempre.
Christopher era um artilheiro grifino que estava com a posse da goles, se inclinando para a vassoura e prestes a lançá-la contra um dos aros, o goleiro da corvinal não seria um problema, foi durante o movimento de seu braço que sentiu o impacto na cauda de sua vassoura, um balaço, provavelmente com a intenção de derrubá-lo, acertara sua vassoura, naquele exato momento de um repentino desequilíbrio, Lauren Lowë passava ao lado do rapaz, perseguindo ávidamente o pomo de ouro, o balaço encontrou um dos aros, marcando o ponto, mas o impacto na corvina fez com que Christopher perdesse de vez seu equilíbrio, e não poderia contar com a jovem corvina atrás de si para tentar restaurá-lo, ele era um rapaz grande, e, por fim, levou ambos ao chão.
Sentiu o impacto no chão de areia com um gemido abafado, abrindo os olhos levemente para encarar o céu nublado até se lembrar de procurar o placar, o ponto havia sido anulado e o placar da Corvinal acusava 150 pontos a mais do que antes, olhou para o lado e viu a apanhadora corvina se levantando com dificuldade, em sua mão esquerda, o farfalhar de asas douradas mostrava que, finalmente, o jogo havia chegado ao fim, com a vitória da Corvinal por uma revanche impressionante.
Christopher sentiu o gosto da raiva na boca, apertou o punho, prendendo na mão um punhado de areia antes de soltá-la novamente, se levantando de forma rápida, aquilo não era justo, não foi de propósito que derrubara a garota, aquele ponto não deveria ter sido anulado, eles deveriam ganhar o jogo e garantir a vaga na final da copa.
Aquela garota havia estragado tudo.
Pensou em dizer alguma coisa enquanto se levantava, mas ela se adiantou, levantando a mão que segurava o pomo de ouro e dizendo em um tom debochado:
– Devia aprender a voar antes de jogar quadribol, sabia?
Na verdade, não sabia se aquele tom era debochado ou apenas brincalhão, ele estava com raiva, a vitória deveria ter ido para o seu time, a bandana de capitão fazia seu braço coçar enquanto se aproximava da garota e tirava as luvas, dizendo em um tom ríspido:
– Não achei que inventariam uma maneira de dar uma rasteira no ar.
Passou pela apanhadora batendo o ombro nela, fazendo-a quase cair para o lado pouco antes de uma chuva azul de corvinos descer do céu para saudar sua heroína, enquanto andava e ouvia a comemoração atrás de si podia sentir o olhar dos colegas em suas costas, mas permaneceu andando na direção do vestiário, passando as costas da mão pela testa ensanguentada.
Poucos minutos depois o garoto estava no vestiário desamarrando a bota de voo, seus movimentos eram bruscos e exasperados, tanto que terminou de se livrar do calçado e o lançou contra a parede, sentindo a fúria retumbar em seus braços, era pra ser uma vitória triunfal e mesmo assim haviam perdido, aquilo simplesmente era uma droga, o zumbido intermitente em seu ouvido foi dispersado quando o restante do time adentrou o recinto, queria se obrigar a não encarar os colegas quando Cassie Calvert veio ao seu lado, cruzando os braços e batendo brevemente o pé, dizendo em seu tom choroso e melódico habitual:
- É só um jogo, Cunninghan, não precisava ter sido tão rude com a corvina.
Ela apenas disse isso e lhe ofereceu uma toalha para que limpasse o sangue vindo do pequeno corte em sua sobrancelha direita, fazendo-o parar por um minuto e pensar que realmente estava exagerando, aquele tipo de coisa acontecia, eram as regras do jogo, por mais que não cumprissem sua própria definição de justiça.
Era com esse pensamento que estava quando se via parado do lado de fora do vestiário do time adversário, a maioria dos jogadores já havia saído o encarando como algum tipo de maluco, talvez ele realmente o fosse, mas estava disposto a se desculpar por seu comportamento, era isso que o motivava a estar ali, quando bem poderia estar fazendo qualquer outra coisa.
Assim que a garota saiu do vestiário ele a acompanhou com o olhar até que ela se aproximasse, ela ainda não o havia notado, estava encarando a pequena bola dourada em sua mão quando ele começou a andar do seu lado, enfiando as mãos nos bolsos, olhando para a frente e dizendo em um tom neutro:
– Olha, me desculpe pelo meu comportamento mais cedo, eu exagerei.
Ela continuou andando sem lhe dar atenção, o que o fez revirar os olhos e notar que deveria se esforçar um pouco mais para conseguir sua atenção, foi quando ele interrompeu a marcha da garota, se colocando a sua frente.
– Está me ouvindo?
Ela ergueu o olhar e o encarou com certa ironia, questionando se ele não tinha nada melhor para fazer, mas ele simplesmente parou, quase petrificado ao encará-la de frente e de perto, aqueles intensos olhos azuis que não se lembrara de observar antes, tão profundos, tão expressivos, era como se pudesse sentir o que ela estava sentindo, a alegria de uma vitória roubada por uma atitude infantil de um adversário despreparado para a derrota, isso o fez se sentir culpado, como ele poderia ser capaz de fazê-la se sentir daquela forma? Como podia ser tão egoísta e idiota? Ela merecia aquilo, merecia a vitória, e agora ele percebia isso, era só um jogo, porque aquilo o havia irritado tanto?
- Me desculpa?
Seu tom agora era baixo, dessa vez era sincero, e pode ver ela hesitando por um pequeno instante, percebendo a sinceridade em suas palavras que antes estava ausente, e o decorrer dos atos foi algo totalmente inconsciente e involuntário, ambos engoliram em seco, a lufada de ar que os atingiu fez com que o cabelo dela esvoaçasse ligeiramente e fez com que seu cheiro adocicado o atingisse em cheio, não havia como evitar, ele simplesmente se aproximou e se inclinou, segurando a nuca da garota e a puxando para si, simplesmente a beijando.
Por um momento sentiu uma estranha eletricidade fluir entre ambos, principalmente quando sentiu os dedos da garota se agarrarem em sua camisa, puxando-o pra mais perto por um instante, para no segundo o empurrar.
Quando seus lábios se separaram ele sentiu que faltava algo em si mesmo, algo que estava com ela agora, como se ela tivesse pego algo precioso que antes pertencia a ele, seu choque o distraiu a ponto de notar a mão da garota apenas quando a mesma atingiu seu rosto, em um impacto repentino e forte, e quando olhou novamente ela já se afastava quase correndo.
--x--
Quando deu por si estava sorrindo sozinho, sentado em um canto, segurando nos dedos a pequena bola dourada, a única lembrança física que tinha do momento em que beijara Lauren pela primeira vez, mais de vinte anos haviam se passado daquele dia, ela não estava mais aqui, sentia seu cheiro apenas quando se trancava no porão com suas roupas, nunca mais havia sentido a eletricidade que seu toque proporcionava, nunca mais havia sentido o próprio coração acelerar e a mente derreter com o som de sua voz, ele estava sozinho novamente, como antes de encontrá-la, mas agora sentia todos os efeitos de uma abstinência que nunca teria fim, e o sorriso discreto que tinha nos lábios ao saborear a lembrança antiga se transformou em um sentimento amargo de perda que fazia seus olhos marejarem e o coração se apertar.
Tinha três itens consigo hoje, aquele pomo de ouro na própria mão, uma delicada pena azul clara de cristal que havia sido usada pela esposa para escrever o próprio nome em um antigo pergaminho de escola que pertencia a ele e um delicado anel de safira que havia dado a ela como o primeiro presente de dia dos namorados, cada um dos itens com um destino específico, e se obrigou a olhar para cima atrás desses destinos.
Oliver, o filho mais velho, conversava intimamente com uma bela garota ruiva perto da mesa de bebidas, podia ver e praticamente sentir o que ele sentia, ele gostava da garota de uma forma maior do que o normal, conhecia esse sentimento.
Morgana não estava a vista, e o fato de ver Alecsander próximo a entrada indicava que a garota não havia chegado ainda.
Amarilys conversava com Yohan perto da árvore-de-natal, sorrindo e olhando para o velho Van Harther em sua característica bebedeira natalina.
Respirou fundo e se levantou, arrumando brevemente a camisa preta sobre o próprio corpo, caminhando a passos pesados até a filha mais nova, sem dizer nada, apenas estendendo para ela o pomo de ouro que tinha nas mãos e depois de afastando, sabia que a pequena havia sido selecionada para a Grifinória, isso dava uma pequena pontada de orgulho em seu peito, pelo menos um dos filhos havia ido para sua casa, mas seu ânimo para comemorar ou lhe dar os parabéns estava em falta, assim como para todo o resto.
Se afastou, olhando o local onde Oliver permanecia com a namorada, então foi até ele, o garoto tinha talento para o quadribol quando era mais novo, embora o pai soubesse que ele havia desistido da vassoura depois da morte da mãe, não podia culpá-lo por isso, havia desistido de muitas coisas depois da morte da esposa, havia remoído dentro de si a opção de dar aquele pomo ao garoto, mas ele o havia procurando pouco antes do natal para lhe pedir algo diferente, não o havia respondido, o que o filho poderia ter tomado como uma negativa, mas decidiu que era hora de começar a se libertar aos poucos, então, novamente, sem dizer nenhuma palavra, se aproximou, estendendo para o jovem que tanto se assemelhava a ele o anel que antes pertencia a esposa, que havia sido um presente inocente de um garoto de dezesseis anos para uma garota de quinze, com a esperança de que ela guardasse e, bom, era hora de passar para a frente.
Assim que ele o pegou, Christopher voltou a se afastar, sentando-se novamente em um canto e encarando com um olhar vidrado e perdido a entrada do salão, girando a pena entre os dedos, para Morgana havia reservado o símbolo de quando havia ouvido a voz da esposa dizer pela primeira vez que o amava.
Sabia que os filhos conheciam o significado do que estavam recebendo.


Thanks Nanda from TPO



Última edição por Christopher Cunninghan em Qua Jan 03, 2018 5:08 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Salão de festas

Mensagem por Aderyn M. Lightwood em Ter Jan 02, 2018 9:25 pm

Christmas
Então, chegou o Natal. Dessa vez, Aderyn passaria o dia em Londres. Nada de aventura-se com as filhas por regiões desérticas, insalubres ou gélidas em busca de criaturas mágicas ou uma boa história para contar, ou melhor, escrever. Não que estes fossem dias ruins, pelo contrário eram ótimos e as meninas adoravam bancar as Indianas Jones, um filme clássico trouxa que fez muito sucesso em todo mundo trouxa alguns anos antes. Sem falar que a Lightwood e as duas filhas amavam viajar, conhecer novas culturas e, é claro, criaturas. Entretanto, nesse Natal fariam diferente. Iriam vestir belos vestidos e socializar.

As três nesse momento encontravam-se no quarto de Aderyn, indecisas e com uma pilha imensa de vestidos sobre a cama.

_ Encontrar criaturas mágicas ou objetos perdidos é mais fácil que encontrar um vestido nesses closets, pelas barbas de Merlin! – bufou, deixando o corpo cair sobre a cama.

As crianças riam da mãe. Aquelas risadas eram como sons dos deuses para os ouvidos da morena e a mesma sorriu também. Sorrateiramente levantou -se da cama e pegou as meninas por trás, jogando-as na cama, enchendo-as de cócegas.

_ Esse meninas é o castigo que merecem por ficarem rindo da pobre mãe de vocês. - Disse enquanto continuava as cocegas.

Em meio a brincadeira, Aderyn olhou mais uma vez para os trajes dispostos pelo quarto.  

_ Já Sei como com qual roupa iremos meninas!


A historiadora começou a juntar os tecidos dos vestidos antigos até produzir com alguns toques da varinha três novos e agradáveis vestidos.

O de Lúcia era branco, um pouco acima da altura dos joelhos, mangas compridas e uma estampa floral com detalhes em rosa e marrom, para completar a mãe arrumou o cabelo da menina em um coque alto trançado e uma sapatilha branca. O vestido de Elleonor consistia em uma gola u, a parte de cima repletas de paetês prateados, a saia em um tom rosado nude repleta de babados, Um pequeno salto e os longos cabelos pretos como o da Lightwood mais velha, presos pela metade complementavam a roupa do dia.  

O da Historiadora, por sua vez, era de cetim verde –musgo cumprido, com um ulta decote em V e detalhes em preto. Os cabelos foram presos em um coque desarrumado, deixando em evidencia seus belos olhos.



Antes de aparatarem, contudo, Aderyn entregou duas pequenas dois saquinhos vermelhos de veludo às filhas, uma para cada, dizendo:

_ Eu guardei elas por tempo demais meninas... Essas pulseiras... Uma pertenceu ao pai de vocês e a outra era minha... Foi ideia deles isso. Uma chave e um baú e eles se encaixam. - As mais novas entreolharam-se. - Vamos abram!  

Era exatamente isso. Ao se encostarem os imas uniram-se completando-as.

_Foi ideia do Jonathan, como eu o amava... - A frase vagou pelo quarto, as três permaneceram em silêncio, todavia dentro de cada uma havia um turbilhão de sentimentos ainda não compartilhados, cada qual a sua maneira.  



Instantes mais tardes as três estavam prontas e aparataram da casa Lightwoods para a casa dos Sowsfields.

A decoração estava linda, as pessoas animadas, tudo estava digno de uma formidável comemoração entre as maiores famílias bruxas.  

A morena e suas crianças entram no salão carregando os presentes, preenchendo a frondosa arvore que a essa altura via-se sem espaço para mais embrulhos de presentes natalinos.

A mulher sorriu, encantada. Afinal, era bom passar o natal em casa, de novo.       
 
BY MITZI
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Re: Salão de festas

Mensagem por Raven L. Cunninghan em Qua Jan 03, 2018 6:19 pm

Just see It.
the girl with a broken smile
Natal, o feliz e próspero natal, onde famílias se reuniam, riam e… comiam.
Raven não entendia como todos conseguiam sorrir e ficar felizes com aquela matança, sabia que em uma reunião tão grande, muitos animais deviam ter sido mortos, sabia que aquilo era horrível, mas parecia que ninguém mais via, era com esse pensamento que a pequena se encolhia na escadaria, do lado de fora da porta do quarto dos pais.
Obviamente a mãe a havia convencido a ir, a mãe sempre a convencia de tudo, inclusive de dar uma chance para o pai, claro que ela ainda não o chamava de pai, mas também não chamava de “Homem”, já havia evoluído para a fase de chamá-lo de Peter.
Assim que a mãe terminou de arrumá-la, ela se olhou rapidamente, o vestido era bonito, e de sua cor favorita, sorriu para si mesmo e correu para a cama, pegando sua tartaruga favorita e correndo para o quarto dos pais.
O pai estava ali terminando de abotoar a camisa, a menina juntou as pernas e abraçou a tartaruga, chamando-o pelo nome e recebendo seu olhar, se encolhendo automaticamente e batendo os próprios sapatos, dizendo baixinho:
Eu tô bonita?
Observou o pai sorrir de canto, dando alguns passos na direção dela e cruzando os braços, dizendo:
Deixa eu ver… - inclinou a cabeça analisando a criança, depois abrindo um sorriso e dizendo – Está linda.
A menina sorriu e saiu, sem abraçá-lo, ela ainda não estava pronta para um abraço, ou para chegar muito perto, apenas conversar já era um passo grande de mais que a menina tinha medo de ser muito rápido.
Logo a família saiu, os irmãos mais velhos não estavam junto, só os pais, ela e o Cas, então seguiram para a casa da tia Stella, assim que a mãe soltou-a no chão ela correu para dentro, queria achar a madrinha e entregar para ela o desenho da borboleta vermelha que tinha feito e estava dobrado no pequeno bolso oculto na tartaruga, mas não a viu por ali, em vez disso encontrou um dos primos mais velho.
Desde menor gostava do Oliver, ele era diferente, e a menina gostava de tudo que era diferente, se fascinava sempre que encarava os olhos do primo, por isso correu cegamente em sua direção, puxando sua calça para atrair seu olhar bonito, mas foi só quando ouviu uma voz perto dele que notou que ele estava companhado.
A menina ficou pálida brevemente, apertando a tartaruga em seus braços e se escondendo atrás das pernas do primo, abaixando o olhar, não gostava de contato visual, mas também não gostava de fazer algo pela metade, então olhou para cima, vendo o primo e dizendo:
– Minha mãe me deu um camarão.
Gostava da forma que ele a tratava, não sorria abobado como outros adultos ou tentava falar com uma voz infantil, ele apenas perguntou o nome do seu animal, então ela sorriu, gostava do Ollie, e disse baixo:
– Brenno!
Terminou de falar e já se soltou do primo, correndo na direção da mãe que entrava no salão e se agarrando a suas pernas, esperando ver a madrinha para entregar o desenho que tinha feito para ela.

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Re: Salão de festas

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Qua Jan 03, 2018 6:22 pm




Take me by the hand


Mia parecia estranhamente nervosa e ansiosa, Oliver a compreendia perfeitamente, ele havia crescido nesse meio, ver pessoas importantes como chefes de departamento, o Ministro da magia, a diretora de Hogwarts ou a diretora do St. Mungus era normal em sua rotina, havia crescido em seus braços, correndo entre suas pernas ou se protegendo atrás deles, mas Mia não havia passado por isso, era um mundo novo para era, um lugar estranho cheio de pessoas importantes que ela não conhecia.
Respirou fundo e se aproximou por um momento, dando um breve beijo em sua testa, como para tranquilizá-la, foi quando sentiu um puxão na barra de sua calça, olhou para baixo intrigado e encarou olhos castanho esverdeados tímidos olhando em sua direção, se Raven estava ali provavelmente os tios haviam chegado, a prima era uma garota diferente, tinha gostos estranhos, preferia a solidão e falava com poucas pessoas, incluindo Oliver e as irmãs, por esse mesmo motivo, quando Mia fez menção de cumprimentar a pequena criança, Raven recuou um passo, se escondendo atrás da perna do primo e apertando nos braços a pelúcia de tartaruga, olhando para os olhos desiguais d primo e dizendo em um pequeno sussurro:
– Minha mãe me deu um camarão.
Oliver a encarou, pousando brevemente a mão nos cabelos claros da pequena e dizendo em um tom igualmente baixo:
– É mesmo? E qual é o nome dele?
Viu o esboço de um pequeno sorriso no rosto da criança, quando a mesma disse tão baixo, como se confidenciasse a ele um segredo:
– Brenno!
Ao dizer aquilo ela saiu correndo, Oliver a seguiu com o olhar até ver a pequena se jogando nos braços da mãe, que a recebeu nos braços, olhando a cena ele apenas balançou brevemente a cabeça, vendo a tia lhe sorrir e mandar um beijo em sua direção, ele respondeu com um aceno, voltando-se para a namorada e dizendo para a namorada:
– Não se preocupe com isso, Raven é assim mesmo, ela é… peculiar, nem todos conseguem se aproximar!
Voltou a se aproximar namorada e estava prestes a falar algo espirituoso sobre como Peter parecia cada vez mais novo, quando sua expressão se endureceu ao ver o pai caminhando em sua direção.
Quando ele se aproximou e lhe estendeu a caixinha preta aveludada, o garoto já sabia do que se tratava.
Algumas semanas antes ele havia dado uma fugida de Hogwarts, passado rapidamente pelo ministério para entrar em contato com o pai, se sentou a sua frente na sala e esperou alguns minutos até que ele notasse sua presença, coisa que não aconteceu, então ele disse o que queria ali, falou que a caçula havia entrado para a Grifinória, falou que havia terminado um namoro e iniciado outro, contando em como se sentia em relação a nova namorada, as vezes fazia isso, se sentava lá e ficava falando com o pai, tentando analisar se alguma coisa o fazia reagir, então tentou o mais ousado, pedindo ao pai o anel que ele havia dado de presente para a mãe no primeiro dia dos namorados, isso o fez apertar um pouco os dedos, já era alguma reação, mas depois voltou ao nada, fazendo o filho fechar os olhos e se levantar, saindo da sala.
Agora ele estava ali, ainda destruído, ainda semi vivo, mas estendendo a ele algo que ele queria, ele estava ouvindo? O quando ele havia ouvido de tudo? Ele estava acordado ou acordando?
Era estanho o ver de cabeça erguida, podia ver claramente a semelhança entre os dois quando encarava o pai, era como ter um vislumbre de como seria sua aparência quando mais velho, estendeu a mão e pegou a caixa das mãos do pai, simplesmente o vendo se afastar, engolindo em seco o vendo ir se sentar em um canto e olhando para a entrada, provavelmente esperando Morgan, Oliver engoliu em seco, a briga ia ser grande, por isso preferia afastar a namorada daquela entrada, não era um lado da família que achava que ela deveria conhecer tão cedo.
Colocou a caixinha no bolso, pigarreando e passando o braço ao redor da cintura da namorada, forçando uma expressão tranquila e a guiando para atravessarem o salão na direção da orquestra, comentando em um tom quase causal:
- Sabe, mais tarde você poderia tocar alguma coisa  o piano, acho que todos iriam adorar!

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Re: Salão de festas

Mensagem por Lúcia Lightwood em Sex Jan 05, 2018 8:44 am


credits for Mia
Era Natal. A época do ano em que Papai Noel aparecia para as crianças boazinhas e lhes davam presentes. Para Lúcia, no entanto, não era somente o Papai Noel que aparecia durante a noite do dia 24 de dezembro (era a data que sua mãe dizia que era, pelo menos) para lhe deixar presentes. Christkindl também apareceu em certo ano, e a menina não deixou de comer as salsichas que os alemães a presentearam. Sinterklaas apareceu pra ela no dia 5 de dezembro quando foram pra Holanda e as velas acesas nas árvores de pinheiro na noite do dia 24 eram as coisas mais belas que Lúcia já vira. Quisera tocar uma delas, mas sua mãe e irmã não deixaram, disseram que era perigoso, mas como uma coisa tão bonita podia ser perigosa?

Esse seria seu segundo natal com a família Lightwood reunida. Sua mãe parecia ansiosa, escolhendo um vestido de seu vasto closet enquanto a pequena loira estava deitada de barriga em sua cama rindo da mãe. Ela não teria esse problema tão cedo. Quem sempre escolhia suas roupas festivas era Aderyn e, nesse natal, não seria diferente. Lúcia sentiu a bexiga se apertar quando a mãe se afastou e colocou-se atrás das crianças, enterrando os dedos em suas costelas, fazendo-as cosquinhas. A menina riu até sentir que não aguentava mais e segurou as mãos da mãe, correndo para o banheiro na  primeira oportunidade, decidindo que, se aquilo era um castigo, riria da mãe mais vezes.

Depois que voltou ao quarto de Aderyn, viu-a trabalhando em vestidos antigos que não usava mais, usando a varinha para costurar e fazer outros vestidos tão elegantes quanto os outros. Lúcia sentou na cama, pegando uma almofada felpuda da cama da mãe e colocando-a na boca. Aquilo era tão bonito... Olhava admirada para as formas que os tecidos formavam. Ela queria fazer aquilo um dia e com certeza o faria. Quando chegasse a idade da irmã.

Elle não ficara com ela boa parte do ano, dessa vez, quando viajara com a mãe. Aderyn falava que ela estava em uma escola para bruxos. A tal de Hogarts. Ou seria Hoguats? Lúcia não fazia ideia, só queria sua irmã de volta, para aprontarem juntas nos hotéis enquanto sua mãe caçava histórias e outras criaturas. Era a melhor parte pra ela, correr pelos saguões encerados, escorregar nos tapetes persas, andar no carrinho do bagageiro muitas vezes durante o Natal.

Dessa vez, no entanto, viajou sozinha com a mãe para lugares como o Congo, Budapest, Paris, Brasil, Orlando! Ah, Orlando, como queria voltar em Orlando. Lá tinha um castelo de princesas que gostaria de mostrar a Elle, onde tinha um restaurante gosto e um enorme show de luzes durante a noite. Lúcia encontrou as princesas — Moana e Cinderella eram suas preferidas — e tirou fotos encantadoras com elas, com seu próprio vestido encantado que mudava de cor de acordo com sua vontade e sua coroa de plástico.

Suspirou enquanto a mãe a ajudou a vestir o vestido branco que ia até pouco acima dos joelhos e com uma linda estampa floral. A pequena ficou admirada com o vestido enquanto rodava e o via rodar em volta dela, então olhou o vestido da irmã, colocando o pulso no nariz — uma mania que tinha desde pequena — sentindo-se nervosa de repente. Não se lembrava dos parentes, passava tão pouco tempo com eles, que tinha medo de que não se lembrassem dela também. Será que lembrariam?

Lúcia respirou fundo e suspirou, olhando para mãe que, ainda mais bonita que as crianças, desfilava com o vestido verde de cetim, tinha um nome para aquele verde, sabia disso, mas, para ela, era verde.

Quando era chegada a hora de ir embora, a pequena Lúcia estava uma pilha de nervos, sua mão não saia da boca, não importava quantas vezes sua mãe a tirasse, e seus pensamentos voavam a mil. E se não houvesse presentes? E se o Papai Noel não soubesse que ela estava ali naquele vilarejo bruxo? E se não houvesse crianças com quem brincar?  Ela se encolheu dentro do vestido. Então ouviu-se repreender-se. Falara com outras crianças em outras línguas, com adultos que não conhecia, abraçara amigos de sua mãe que sequer havia visto e agora estava com medo de conhecer pessoas?

Não, essa não era a criança que conhecia. Controlou-se para tirar a mão da boca — a coisa mais difícil que já havia feito — e colocou ambos os braços atrás das costas, segurando as mãos, embora soubesse que em poucos minutos a mão voltaria a boca.

O primeiro presente não veio do Papai Noel. O saquinho vermelho macio entregue por sua mãe tinha uma pulseira com um pingente de baú, que era da sua mãe ou do seu pai. Lúcia não se lembrava exatamente do pai, mas sentia falta dele, Aderyn falava tanto daquele cara... Tão bem. E Elleanor contava-lhe histórias de como ele era corajoso e também adorava viajar e brincar com elas.

Viu a irmã abrir o pacotinho e admirou a pulseira com a chave. Sem querer aproximou-se para ver melhor, esticando um pouco o braço pra tocar, e os dois se encontraram, encaixando-se entre si, deixando Lúcia ainda mais admirada.

Com a ajuda da mãe, colocou a pulseira e as três, juntas, aparataram. E como Lúcia odiava aquela sensação. O frio no estômago, como se este se contorcesse, a dor de cabeça que cessava no momento em que tocava o chão e a sensação de que seu corpo estava encolhendo  crescendo em um milissegundo. Embora tivesse se acostumado com a sensação, preferia quando viajava de vassoura, carro ou avião.

As três apareceram numa casa grande e diferente. Era bonita, mas Lúcia não conhecia. A decoração de natal era belíssima e o cheiro aconchegante de canela deixava tudo muito melhor. Tinha uma árvore de natal enfeitada no centro do salão, com inúmeros presentes sob. O Papai Noel não havia esquecido dela! Mas já era a noite do dia 24? Deu de ombros.

Correu em direção a árvore, colocando a mão na boca novamente, será que tinha presente para ela? Pensava, enquanto olhava os presentes coloridos embaixo da árvore super enfeitada.

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Re: Salão de festas

Mensagem por Mia Backer Appel em Sex Jan 05, 2018 8:29 pm


>>Lux House<<

Christmas Party
Suspirei, terminando de beber minha gemada, fechando os olhos por alguns momentos enquanto sentia Oliver se aproximar de  mim, dando-me um beijo na testa. Um sorriso pequeno se abriu em meus lábios e vi uma menininha se aproximar do corvino que eu amava. Eu sorri, tombando a cabeça para ela, observando-a. Ela se afastou, escondeu-se atrás do Oliver e eu franzi o cenho enquanto ela falava em um tom tão baixo que somente ela e o loiro podiam conversar.

Não estranhei o comportamento da garota, no entanto. Era normal se acanhar na frente de estranhos, eu mesma fazia muito isso até a minha adolescência. Então fingi não vê-la, embora sentisse meu coração derreter com a fofura, inclusive com Oliver. Era bom ver essa parte dele, que tratava tão bem as crianças da família. Será que com outras crianças era assim também? Não sabia. Ainda.

Sorri para ele quando vi a menininha se afastar, jogando-se aos braços da mãe e sorri brevemente com a cena. Era bonita e me lembrava bons tempos, quando Annelise aprendia a andar e costumava cair nos braços da minha mãe. Respirei fundo e olhei para Oliver quando ele se voltou para mim. Meneei a cabeça e ri baixo.

— Tudo bem. Não estou preocupada. Eu também não gostava de falar com as pessoas quando era pequena. — disse, dando de ombros.

Foi quando vi o homem se aproximar. Ele era bem parecido com o corvino ao meu lado, porém mais mal cuidado. Tinha uma expressão meio apagada, como se estivesse dormindo, sonhando, ou... Tombei a cabeça para o lado. Ele estava destruído. Reconhecia aquela expressão, era a mesma que meu pai sempre tinha quando me adotou, era a mesma que apareceu no rosto da minha irmãzinha quando minha mãe morreu.

Ele estendeu uma caixinha em direção à Oliver, algo pequeno, e, sob a minha mão mantida em seu braço, os músculos do meu namorado se retesaram, tensos. Tombei a cabeça para o lado. O que era aquilo? Um anel? Uma corrente? Parecia alguma joia, mas qual era? Senti uma coceirinha na garganta pra perguntar, mas não me atrevi, já que ele guardou-a tão rapidamente no bolso.

Senti o braço de Oliver envolver minha cintura e o segui enquanto ele me levava para o outro lado do salão decorado, em direção à orquestra mágica. Já havia a visto antes, o piano era magnífico e a música tocada era harmônica, tranquila, e combinava com a festa natalina. Respirei fundo ouvindo as palavras de Oliver. Eu poderia tocar, sim. Tinha pensado. Meu sonho era tocar em um piano como aquele, um piano de cauda preto e lustroso, com teclas de marfim. Tombei a cabeça.

— Seria um sonho tocar em um piano como esse. — disse, olhando para o piano com um ar sonhador.

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Re: Salão de festas

Mensagem por Stella Sowsfield em Sex Jan 05, 2018 9:24 pm

Os comentários da noite se centravam em alguns detalhes peculiares, entre eles em como a decoração estava esplêndida, o bigode do ministro, perguntas indiscretas sobre a recuperação de Yohan e comentários sobre noites de lua cheia que a loira ignorava graciosa e descaradamente.
Andava pelo salão cumprimentando seus convidados, e assim que viu Megan entrando no salão seu rosto se iluminou, andando em direção a amiga e lhe dando um abraço, se afastando em seguida e encarando criticamente seu vestuário, dizendo em um tom satisfeito:
"Você está linda, digna de ser chamada de minha amiga."
Ambas trocaram uma risada, quando Stella se endireitou e deu um breve abraço em Peter, dizendo no mesmo tom:
"Finalmente você voltou para casa, sentimos sua falta, agora por favor, convença meu marido a tirar aquele bigode!"
Mais risadas, logo Stella se afastou para dar atenção aos outros convidados, mas a mulher tinha um talento peculiar em notar pequenos detalhes que fugiam aos outros, como a movimentação suspeita de Christopher em direção a cada um dos filhos, isso fez a loira sentir um breve incômodo no fundo do estômago, geralmente Christopher não se manifestava, e sempre que o fazia, acabava fazendo besteira.
Direcionou os passos até o afilhado, que havia se refugiado com a namorada na outra extremidade do salão, poderia imaginar o que Christopher havia entregado ao garoto, mas precisava saber, e saberia em breve.
Ao se aproximar do casal não pode deixar de ouvir o final da conversa de ambos, que logo notaram sua presença, imediatamente o rosto da garota adquiriu um tom semelhante ao dos fios de cabelo, Deuses, como ela corava com facilidade, mas no momento ela não era o alvo da investida da loira, assim que se aproximou ela enfiou uma das mãos no bolso do afilhado, que não se atreveu a contestar o ato, alcançando a pequena e delicada caixinha de veludo ali e a abrindo, encarando por alguns instantes o anel ali dentro.
Podia sentir sua própria expressão endurecendo, aquele anel tinha uma história, uma história cujo resultado estava em duas parcelas ali naquele salão, e a terceira logo chegaria, aquele anel representava muitas coisas, e fazia seu peito se apertar ao se lembrar da amiga.
Pigarreou por um momento, retomando a expressão tranquila no rosto e devolvendo a caixinha ao bolso do garoto, dizendo em seu tom mais cordial, se voltando a garota entre eles:
"Sabe, Mia, deveria tocar então, não se deixa escapar a oportunidade de realizar um sonho, sinta-se em casa, o piano é todo seu!"
Merely the sound of your voice made me believe that, that you were her just like the river disturbs my inner peace. Once I believed I could find just a trace of her beloved soul, once I believed she was all then she smothered my beliefs.

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Re: Salão de festas

Mensagem por Manon A. Sowsfield em Sex Jan 05, 2018 10:57 pm

dear diary

A escolha da roupa naquele natal fora adequada enquanto Manon caminhava pelos terrenos da propriedade dos pais naquele inicio de noite. De certo, o vestido justo de veludo na cor vinho, cujas mangas protegiam seus braços do vento invernal e a meia calça de lã preta eram de muita serventia, além de salientar as curvas leves da garota. As botas quase até os joelhos – embora deixassem-na parecendo um pouco menor do que o normal. Manon abraçava o próprio corpo, observando os portões da propriedade.

Certo, ela não precisava fazer todo aquele caminho para encontra-lo. De certo, poderia solicitar a qualquer subalterno ministerial que buscasse o rapaz, ou solicitar um carro no ministério. Mas, por algum motivo, apresentar o – ora, quem diria – namorado para os pais a deixava estranhamente ansiosa.

Ela só fizera isso uma vez, com Oliver. Alguns anos antes, mas fora bastante inevitável pela frequência com a qual as duas famílias se encontravam; além deste fato, eram coisas totalmente diferentes. Manon se sentia confortável com Oliver – antes que se desgastasse. Era diferente com o rapaz que estava postado a alguns minutos em frente à propriedade de sua família. Muito diferente.

Manon sorriu assim que o viu, se aproximando rapidamente antes de, enfim, aproximar-se, parando a poucos centímetros. Meses antes ela jamais diria que seria possível, a primeira conversa com Wolfgang indicara uma troca de farpas encobertas em ironia e sarcasmo – ela o detestara, para falar a verdade e queria pisa-lo como o fazia com baratas.

Por vezes, considerava os caminhos que a levaram a aquilo: as borboletas no estômago e sorrisos vindos do nada, dos sonhos agridoces e da estranha ansiedade quando não o via por algum tempo. Lhe era estranho, e bom, e confortável ao mesmo tempo. — Você veio! — Manon pôs-se na ponta dos pés, lhe dando um beijo na face, riu quando notou a marca do batom vinho estampada na pele pálida, embora o gosto amargo pela possível reação dos pais lhe fizesse vacilar levemente.

Nenhum dos dois poderia lhe impedir de qualquer coisa quanto aquilo, se opor? Talvez – esperava algo assim do pai – mas era uma escolha inteiramente dela. Segurou Wolfgang pela mão, entrelaçando seus dedos, levemente gelados, aos dele — Mamãe comprou um presente para você, está de baixo da árvore, ela só me fez um questionário digno de um interrogatório a seu respeito e escolheu — explicou, caminhando sem pressa em direção ao casarão iluminado graças a decoração natalina — ela normalmente acerta, eu diria que “sempre”.
Deu de ombros, logo chegando à entrada da área comum, guiando Wolfgang até o salão de festas, onde os convidados interagiam entre si, logo que entrou, sentiu os olhares de alguns sobre si e o namorado, sorrindo radiante para todos – a desprezível avó paterna inclusa – se encaminhando até onde a mãe de encontrava próxima de alguns convidados, reconhecendo Oliver e uma garota da qual se lembrava dos tempos da escola, seu nome lhe fugia, mas o rosto era familiar, o pai não se encontrava longe, e os olhos azuis do homem tornaram-se inquisitivos assim que fitaram a companhia da filha mais velha.

Manon mordeu o lábio inferior de leve, esperando pela atenção da mãe e, quando os olhos verdes encontraram os seus, respirou fundo e falou, abraçando o namorado pela cintura — Mãe, este é Wolfgang Lionhardt — indicou-o com um breve aceno — Meu namorado — a palavra lhe saiu com uma naturalidade impressionante, e um sorriso sereno se fez presente ao constatar isso.

Matthew estava por perto, e Manon, finalmente reparara no “visual” do Ministro para o Natal. Sorriu abertamente, evitando a piada que vinha como um tiro, louca para sair, e apenas a segurou pela tensão que temia se instaurar ali.

XIII

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Re: Salão de festas

Mensagem por Mia Backer Appel em Sex Jan 05, 2018 11:38 pm


>>Lux House<<

Christmas Party
Vi Stella se aproximar pouco antes de Oliver notar. Meu rosto corou inconscientemente e eu senti meu corpo se encolher levemente nos braços do corvino mais alto e mais forte, como se ele fosse me proteger de alguma forma daquilo que podia acontecer. Tentei colocar na minha cabeça que ela não me reconheceria. Que eu tinha mudado, ou que, por causa do tamanho da família, ela sequer me  conhecia. Ou será que conhecia?

Meus sentimentos eram confusos. Eu queria saber mais sobre mim, sobre a minha infância naquela casa, sobre a minha família, mas ao mesmo tempo... Eu gostava da minha vida com Annelise e Agnes. Não queria esquecê-las, não queria trocá-las, não queria traí-las.

Prendi a respiração por alguns instantes e, nesses demorados instantes, ninguém falou. Oliver não se atreveu a falar alguma coisa enquanto a madrinha tirava do seu bolso a caixinha preta de veludo, olhando o que havia dentro, sem me dar chances de observá-la de perto. Sem me dar chances de ver o que era que tinha dentro. Fechou-a após alguns difíceis segundos enquanto prendia a respiração.

Soltei quando ela falou sobre o piano. Olhei-o mais uma vez. Então olhei para as pessoas que estavam ali, o Ministro, a esposa do Ministro, a diretora do St. Mungus... Ah cara. Nunca olhei para um público tão grande, mesmo assim Stella estava oferecendo um sonho. Olhei para o piano e então para a mulher altiva perto de nós.

— Obrigada, sra. Sowsfield. Mesmo. — disse, realmente agradecida por ter essa chance.

Mordi o lábio enquanto me dirigia à orquestra e alisei o vestido antes de me sentar na banqueta frente ao piano, tirei os saltos negros para tocar melhor e alisei as teclas com as pontas dos dedos antes de prender o cabelo atrás das orelhas e começar a tocar.

Era uma música tranquila. A primeira música que eu tocara no piano, que eu aprendera, que me fazia dormir à noite. Fechei os olhos, as lembranças inundando a minha mente: uma mulher sentada sobre o mesmo banco, tocando a mesma música enquanto observava suas mãos. Ela tinha os cabelos em um tom vermelho alaranjado, que ia até a altura de seu quadril mesmo preso em um rabo de cavalo.

Uma lágrima surgiu em minha mente enquanto tocava as teclas do piano. As mesmas lembranças mesclavam com outras mais novas, as quais eu tocava para a minha irmã mais nova, para fazê-la dormir. Tinha um piano elétrico em casa, que minha mãe comprou a caras prestações, inclusive para sua saúde. A lágrima escorreu pelo meu rosto enquanto eu terminava de tocar a música e, finalmente, abri os olhos a tempo de ver todos me encarando de forma a me deixarem ainda mais corada.

Voltei a calçar os sapatos, levantei-me e reverenciei meu público, desajeitadamente, e saí dali, aproximando-me de Oliver enquanto eles aplaudiam. Escondi-me atrás dele, como a menininha que se aproximara dele mais cedo. Meu rosto deveria estar mais vermelho que meus cabelos, sentia-os quentes e meu estômago estava revirado.

— Acho que vou embora agora. — murmurei e ouvi a risada de Oliver, puxando-me para um abraço.



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Re: Salão de festas

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Sab Jan 06, 2018 12:23 am




Take me by the hand


Estavam girando um ao redor do outro, sorrindo e se olhando de uma forma carinhosa, típica de namorados, mas de uma forma que raramente Oliver se comportava perto de alguém, estava reaprendendo a sorrir, praticamente reaprendendo a ser feliz.
Divagava em pensamentos tranquilos perto da namorada, tanto que não viu a madrinha se aproximar, apenas sentiu a mão em seu bolso e observou em silêncio, sabendo que não deveria questionar e nem dizer nada, mas pode notar o olhar triste nos olhos da madrinha, sabia que o anel lhe trazia lembranças fortes, mas só durou alguns segundos antes de se recuperar e colocar a caixinha delicada novamente no bolso do garoto.
Assim que ela dirigiu o olhar a Mia e ofereceu o piano, pode ver o rosto da lufana se iluminar pela possibilidade de tocar o belo piano, e ela o tocaria, e Oliver sabia que aquele era o melhor presente que a madrinha poderia dar, mesmo tendo a certeza que, se procurasse, Mia encontraria um embrulho com seu nome embaixo da imensa e bem decorada árvore-de-natal.
Antes que ela pudesse ir até o piano, observou Manon chegar com o novo namorado, se lembrava da época em que ela o apresentou para Stella e Matthew como namorado, a recepção da noticia havia sido boa, mas Oliver já era da família, não imaginava como um ciumento e possessivo pai reagiria a noticia.
Pensar nisso o fez segurar a risada, mas cumprimentou ambos com um aceno educado de cabeça.
Quando Mia se sentou ao piano e tirou os sapatos o garoto olhou para a madrinha, notando-a extremamente pálida e com uma aparência pasma, se perguntava se era pelo fato de Mia ter tirado os sapatos, pensou tê-la notado balbuciar algo, mas o entendimento das palavras lhe fugiu, principalmente quando sua ruiva começara a dedilhar as teclas.
Céus, ela tocava bem, a melodia delicada e sutil lhe despertava uma sensação de familiaridade, como se a canção lhe fosse uma velha amiga, mas não sabia exatamente de onde isso vinha, o corvino inclinou a cabeça e se deliciou com a melodia, absorvendo cada nota, observando cada dedilhada, sabendo que se não fosse tão duro, sorriria para si mesmo.
Assim que ela desceu de onde tocava ele foi o primeiro a começar a bater palmas para ela, a recebendo em seus braços e dando uma breve risada com seu comentário sobre ir embora, dizendo baixo perto de seu ouvido:
– Não seja boba, isso foi lindo!
Depositou um breve beijo em seu rosto, ainda a mantendo protegida em seus braços.

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Re: Salão de festas

Mensagem por Erick Lightwood em Sab Jan 06, 2018 1:14 am






Erick Lightwood

Só os loucos sabem...







Por mais que  lá no fundo ficasse me perguntando o por que estava indo aquela festa, decidir ir ja que havia recebido o convite, era a primeira festa de natal que ia na minha vida já que nem de perto o que ocorria no orfanato onde morava poderia ser classificada como uma festa muito menos natalina. Já que depois de tanto tempo uma família finalmente havia me adotado séria completamente mal educado da minha parte não ir até a festa, havia tantas perguntas que gostaria de fazer para quem havia me adotado, talvez eu tivesse irmãos agora,e só Merlim poderia saber se iriam gostar de mim ou não, mas como nada disso poderia ser controlado por mim apenas deixei as coisas acontecerem.
Ao chegar ao salão onde a festa estava acontecendo, notei que por mais que estivesse arrumado, fiquei sem graça por estar tão mal vestido diante as demais pessoas ali, todo mundo ali parecia ser cheio da grana e tinham roupas caras e que chagavam a parecer estranhas pra mim. Decidi que ficaria no meu canto e torcendo para que alguém da minha nova família me identificasse e fosse ao meu encontro, e a melhor parte era que poderia ir comendo e bebendo sem me preocupar, além disso poderia  observar alguns alunos que já havia visto em Hogwarts e que poderiam ser meus parentes agora, principalmente as garotas que eram meu foco principal.






valeu @ cács!



Última edição por Erick Lightwood em Ter Jan 16, 2018 7:44 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Salão de festas

Mensagem por Stella Sowsfield em Ter Jan 16, 2018 6:46 pm

O piano, a música, os sapatos, o calcanhar, a pequena marca escura em formato de ponta de flecha, os olhos castanhos, o cabelo ruivo, era ela, céus, era Alice.
O rosto de Stella adquiriu automaticamente um tom pálido, seus olhos estavam arregalados nas órbitas, seu coração acelerado, tinha absoluta certeza do que seus instintos gritavam, eles nunca erravam, eram como uma máquina, um sensor, trabalhavam a uma velocidade incrível, e no momento que ela tocou as primeiras notas, teve a certeza do que estava vendo diante de si.
Assim que a música cessou, ela voltou a si, tentando ao máximo recuperar sua estabilidade, respirando fundo e forçando um sorriso cordial, ainda mais quando a filha se aproximou acompanhada do novo namorado.
Stella analisou o rapaz minuciosamente, como se o seu olhar fosse capaz de arrancar a alma dele e colocá-la em um potinho para torturar pela eternidade, ele estendeu a mão a cumprimentando, ela analisou sua mão por alguns segundos antes de pegá-la em um suave e cordial aperto.
– Seja bem-vindo, Wolfgang, é um prazer conhecê-lo!
Olhou discretamente ao redor, procurando o marido para salvá-la naquela ocasião, precisava esclarecer tudo aquilo antes que perdesse o juízo, Matthew estava parado perto dela, encarando o namorado da filha, era tudo que ela precisava.
– Querido, por favor, cuide para que nosso convidado se sinta a vontade, enquanto isso eu vou mostrar o coreto para Mia.
Oliver já se prontificava para acompanhá-las, mas Stella levantou a mão, balançando suavemente a cabeça e dizendo baixo:
– nada disso, Oliver, teremos um momento apenas de garotas.
Seu sorriso era cordial, mas seu corpo estava tenso, envolveu um braços da ruiva e a guiou até a saída da festa, onde no caminho cumprimentou o novo membro da família Lightwood que acabara de chegar para se unir a eles.

[Off com Mia Becker Appel]
Merely the sound of your voice made me believe that, that you were her just like the river disturbs my inner peace. Once I believed I could find just a trace of her beloved soul, once I believed she was all then she smothered my beliefs.



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Re: Salão de festas

Mensagem por Olivia C. Sowsfield em Ter Jan 16, 2018 7:19 pm


Então é Natal...




Nunca desista dos seus sonhos, sempre corra atrás daquilo que deseja, pois quando conseguir será um vitorioso.

 
Olivia sentia-se ocupada demais com seus afazeres para ter que ir presenciar a festa de natal da família e sua grande vontade era de inventar alguma desculpa como no natal retrasado mas sabia que se o fizesse, suas irmãs passariam o próximo ano em seu pé e isso era algo que a bela morena gostaria de evitar. Respirou  fundo a deixou o seu local atual, aparatando para a mansão Lux e direcionando-se ao seu quarto, onde um elfo da família já preparava seu banho. 

Após uma hora ou mais, Olivia estava pronta para descer e fazer a social com a família, sempre lembrando da imagem que sua família possuía dela: uma mulher meiga e dócil. Ao vestir adequadamente com isso, deixou seu quarto seguindo para o salão de festas onde sabia que encontraria suas irmãs. Com ela, levou o presentes que deixaria abaixo do pinheiro de natal.

Uma vez no salão de festas, deixou os presentes de Jess, Stella, Chris, seus irmãos mais velhos, assim como de alguns sobrinhos mais próximos. Claro que quem havia feito o favor de comprar era um dos elfos mas como havia saído do seu bolso... Sorriu levemente de canto e deu uma olhada pelo salão. Seus olhos procuravam pelas suas irmãs mas apenas Ste foi avistada. - Olá, maninha. Disse interrompendo o momento de sua irmã com uma das crianças presentes. Seria mais uma sobrinha que ela não conhecia? - Seu presente está embaixo da árvore de natal. Comentou logo após abraça-la. - Ainda não vi meus outros irmãos, vejo que estão tão atrasados quanto eu. Brincou e logo aguardou a irmã atualiza-la das últimas notícias da família ou então chamar sua atenção por sempre ser tão ausente.
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Re: Salão de festas

Mensagem por Elleanor S. Lightwood em Ter Jan 16, 2018 8:11 pm


Salão de Festas



Eu havia passado a semana toda resmungando mesmo, inclusive naquele dia, no dia do natal eu ainda estava rabugenta. Como assim nós não iríamos viajar pelo mundo conhecendo criaturas mágicas novas? Eu havia esperado o ano todo pelas férias apenas por isso e mamãe havia simplesmente mudado os planos... Sim, eu estava triste. Era típico de nossas férias juntas, eu, mamãe e Lú. Revirei os olhos assim que começamos a ter que escolher vestidos. Levou um tempo para me envolver na história toda, até então estava neutra mas quando mamãe se lançou na cama foi engraçado, sabe, o modo que ela o fez fora... Comecei a rir e então mamãe pegou eu e minha irmãzinha e nos jogou na cama, fazendo cócegas em ambas. - Pare, por favor, pare! Pedi desesperada em meio a risos nervosos. Mas quanto mais eu pedia mais mamãe fazia cócegas em meu corpo todo. Paramos com a brincadeira apenas quando todas cansaram, o que demorou bastante.
Ao voltarmos nossa atenção para os vestidos novamente, mamãe produziu novos vestidos para nós três, o que eu achei um máximo mas já estava acostumada porque mamãe era demais mesmo. Meu vestido consistia em uma gola u, a parte de cima repletas de paetês prateados, a saia em um tom rosado nude repleta de babados. Um pequeno salto e os longos cabelos pretos como os da mamãe foram arrumados, presos pela metade. Sorri e dei um giro sobre os calcanhares, achando demais o look que minha mãe havia preparado.
Antes que pudéssemos aparatar de nossa mansão para a dos Sowsfield, mamãe entregou nossos presentes de natal. Confesso que de início fiquei um pouco confusa mas assim que mamãe citou o nome dele, meu corpo inteiro fora tomado por um sentimento que a tempos eu evitava. Meu coração acelerou rapidamente e eu pude sentir uma onda de emoções tomar conta de mim. Meus olhos marejados fitavam a linda pulseira, enquanto minhas mãos tremiam ao segura-la. A pulseira agora estava unida com a da pequena Lu, a sua era a chave, a dela o baú. Deu um sorriso doce para a irmã, a qual transbordava admiração pelo o que acontecia, enquanto  eu transbordava tristeza. Suspirei. Era normal aquela situação. Eu havia convivido muito mais com papai do que a Lu, a qual era apenas uma bebê quando ele se foi. Ela ainda era uma bebê para mim. As lágrimas começaram a escorrer enquanto mamãe colocava a pulseira em meu pulso direito e depois o braço de Lú. Enxuguei-as mais que depressa mas é claro que elas notaram. Mamãe me disse algumas palavras e depois me abraçou, o que me fez chorar ainda mais. Levou um tempo até me acalmar e quando isso aconteceu, aparatamos para a mansão Sowsfield. 

O local da festa estava lindo. Uma grande árvore de natal era visível de todo o salão. - Mamãe, terá mais presentes para mim ali? Perguntei com um sorrisinho como quem não quer nada e aguardei sua resposta, encarando a árvore. Alguns parentes estavam presentes também na festa, o que era legal mas não queria desgrudar tão cedo de Lu e mamãe. Havia sentido tanto a falta delas na escola!  
Thanks Ross & Tiago @ CG



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Re: Salão de festas

Mensagem por Oliver L. Cunninghan em Qua Jan 17, 2018 7:52 pm




Take me by the hand


Stella havia levado Mia, aquilo era estranho, mas toda uma adolescência rebelde o ensinou que não era saudável contestar a palavra da Sowsfield, apenas observou enquanto a namorada era levada pela madrinha, sentindo uma breve sensação de abandono, como se perdesse o cargo de favorito, não sabia de qual delas.
Respirou fundo e olhou para o padrinho, que fazia perguntas a Wolfgang, e Manon, que revirava os olhos, podia ver que a mulher estava segurando uma boa piada sobre a aparência do pai, mas não era o momento para provocar uma reação do Ministro, apesar de ser um cara legal, sempre ficava tenso com alguém se aproximando de sua garotinha, Oliver podia se lembrar bem.
Assim que teve uma deixa pediu licença a todos e se dirigiu em direção a porta, pensando em ir para os jardins na direção de onde provavelmente a namorada estava, mas algo chamou sua atenção na direção oposta, do outro lado da piscina.
Caminhou calmamente até lá, com a sobrancelha arqueada, as duas primas gêmeas estavam lá, Annelise e Annabeth, ambas estavam rindo e tinha alguma coisa pegando fogo a alguns metros a frente delas.
– O que estão fazendo?
As duas se sobressaltaram com a voz, mas quando notaram se tratar de Oliver, trocaram um olhar cúmplice, erguendo a mão e exibindo um belo e novo em folha arco, com uma aljava recheada de flechas apresentando uma ponta mais grossa, o queixo de Oliver caiu, se aproximando mais.
– Quem foi o doido que deu isso pra vocês?
As duas riram, uma delas respondeu, Oliver nunca sabia quem era quem, ambas eram altas, com a pele acastanhada e longos cabelos negros e cacheados.
– Nós mesmas nos demos de presente, você tinha um igual, não tinha?
A outra estendeu o arco ao primo, que se aproximou e o girou nas mãos, segurando firmemente o apoio e dizendo:
– É, eu tinha, Stella confiscou quando eu quase incendiei o coreto…
A prima que havia falado antes estendeu para ele a aljava, fazendo um breve sinal com as sobrancelhas, fazendo-o expressar um sorriso perverso e um olhar inquisitivo, aquilo seria bem legal.
Pegou uma das flechas e encaixou na haste e na corda, estendendo o braço esquerdo e flexionando o braço direito, mantendo-o perto do queixo enquanto mirava no ponto em chamas alguns metros a sua frente.
Quando soltou a corda, a flecha voou em direção as chamas, atingindo o boneco que sabia estar ali embaixo servindo como combustível, a explosão foi contida por um escudo mágico que fez as chamas rodopiarem em um pequeno círculo acima do boneco e depois voltarem a intensidade anterior, arrancando uma pequena risada empolgada do garoto.
– isso foi bem legal, Stella sabe que vocês estão fazendo isso?
As duas deram risada e disseram juntas que obviamente não, o fazendo rir o balançar a cabeça enquanto devolvia o arco para a prima, dando um passo para o lado e cruzando os braços, observando elas atirarem desastrosamente as flechas que certamente estavam enfeitiçadas para nunca errar seu alvo, já em chamas.

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