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Caldeirão Furado - Bar

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Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por O Herdeiro em Seg Out 09, 2017 11:37 pm



Bar

Bar e hospedaria situado em Londres, entre uma livraria e uma loja de discos. Foi construído por Daisy Dodderidge por volta do ano 1500 para servir como uma "ponte" entre os mundos mágico e trouxa. Passa quase despercebido pelo lado de fora. Nos fundos do bar, no quintal, localiza-se a passagem secreta para o Beco Diagonal, batendo-se com a varinha nos tijolos da parede por cima da lata de lixo, no terceiro tijolo para cima, segundo para o lado. Adentrando pela porta da frente, que toca uma sineta quando aberta, vê-se um grande salão várias mesas, cadeiras e poltronas de diferentes tipos e tamanhos onde os clientes poderiam se acomodar para aproveitar suas refeições ou simplesmente relaxar. Na parede dos fundos há uma lareira, e à sua esquerda a porta para o quintal dos fundos onde estaria a passagem para o beco diagonal. Na parede esquerda, um grande balcão com garrafas e taças enfileiradas numa estante atrás dele é o local onde bebidas e pratos são servidos aos clientes. Já na direita estão alguns quadros e decorações variadas, assim como uma escada em espiral que levava para o andar de cima onde ficam os quartos para hospedagem. Garçons, ajudantes e faxineiras são sempre vistos passando de um lado para o outro.

Cardápio

Suco de abóbora - G$
Água de gilly - G$ 18
Hidromel - G$ 20
Cerveja amanteigada - G$ 18
Firewhisky - G$ 40
Drinks variados - G$ 35
Café da manhã - G$ 15
Pastel de Vento - G$ 10 (faz levitar por alguns segundos)
Sopa de ervilha - G$ 15

Quarto - G$ 200 (Aluguel de 30 dias ON, ou seja, 6 dias OFF)
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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Aurelia V. Dashwood em Ter Out 17, 2017 8:24 pm

O triste início do fim de Aurelia
A
urelia Victoria Dashwood não tinha o hábito de nutrir pensamentos inoportunos do tipo: “Nada dará certo”, ou ainda “Minha vida é um fracasso” e, muito menos pensamentos como “Eu sou a desonra de minha nobre e antiga família que jaz enterrada a sete palmos deste chão imundo em que quaisquer seres impuros são capazes de pisar com desprezo e audácia”.
Todavia, devido às circunstâncias às quais estivera submetida no fatídico dia (por não falar na terrível semana), a jovem senhorita de madeixas douradas como o mais sutil dos tons do crepúsculo irlandês- aquele que margeia o horizonte- caminhava de ombros cansados para a concorrência.
Ah, sim, meu coscuvilheiro leitor. Aurelia adentrava outro botequim que não o seu, afinal de contas, era o seu estabelecimento que lhe tirava o sono e punha sutis marcas de preocupação em sua alva face.
Veja bem: apostara todas as suas economias- suas, de fato, e não as que herdara do pai- no novo negócio e já começava com problemas.
Precisava de um funcionário e não conseguia arranjar um. Precisava reformar o ambiente mas sua cabeça aluada não  permitia que escolhas definitivas fossem tomadas. Sem falar que não contava que o bom e velho Três Vassouras estaria em tão precária situação financeira.
Ela suspirou. Sua respiração fez-se fumaça no ar frio da noite de fim de outono. Estava ansiosa pelo inverno, era sua estação do ano preferida. Gostava de ver a neve cair delicada e pura como um véu de noiva. Às vezes, quando era pequena, ficava horas com a língua para fora tentando capturar o maior número possível de flocos de neve.
Queria construir um boneco dentro de si.
O fantasma de um sorriso pairou pelos lábios da moça, que percebeu ser jovem demais para nostalgias e, por isso, apressou os passos para dentro do Caldeirão Furado.
Notou olhares voltando-se para si quanto a sineta acima de sua cabeça tocou, mas já estava acostumada. Herdara a beleza de sua mãe, a delicadeza e a elegância também.
Desvencilhou-se do casaco e pendurou-o no cabideiro junto a porta. O coturno negro contra o chão de madeira resultava em estalares quase inaudíveis e, tornaram-se inexistentes quando ela deslizou para uma mesa à esquerda, próxima à janela cuja visão era da rua vazia do Beco Diagonal.
O bar e hospedaria contava com um público diverso. Havia os bebuns de sempre, os estudantes mais velhos, os ministeriais cansados, os vendedores e um ou outro casal apreciando um bom Firewhisky .
Ela esperava que seu pub voltasse a vida, um dia, tal como o Caldeirão Furado.
Um garçon aproximou-se, lançando lascivo olhar às coxas semi-nuas de Aurelia. Esta, por sua vez, puxou o tecido da saia rodada de couro negro alguns centímetros para baixo, buscando certo conforto que lhe havia sido roubado.
_Quero uma cerveja amanteigada.- pediu apenas relaxou na cadeira quando o homem se foi.
Pôs-se a fitar as pessoas que ali estavam. Gostava de analisar a vã existência humana.
Sentia-se quase divina.




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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Sebastian Rivaille em Sex Out 20, 2017 12:30 pm


Romeo Van Harther
Professor de Voo
Uma carranca profunda se formava sob a face do recém-contratado professor de Voo de Hogwarts, à medida que ele caminhava pela rua da capital inglesa, qual ficava localizado o Caldeirão Furado.
Uma estalagem e Pub por qual não nutria nenhum tipo de afeição, mas que sempre tinha de tolerar entre suas idas e vindas para Beco Diagonal. É por falar em Beco Diagonal, esse era um dos lugares que mais o estressava no mundo bruxo. Pois, sempre terminava esbarrando em algum idiota ou se sujando com o sorvete alheio de alguma criança distraída, sem contar nos vendedores ambulantes, que mais pareciam abutres sobre um corpo em decomposição, sempre que viam algum possível cliente em seu território.
Droga! Proguejou mentalmente, pondo as mãos sob os bolsos do casaco negro e exalou um suspiro frustrado.
Olhando para o céu em silêncio, enquanto pequenos flocos de neve recaiam do mesmo.
Meneando a cabeça num movimento negativo e apertando o passo pela rua, uma vez que não queria ficar a mercê de toda aquela neve e terminar resfriado.
— Droga! — Ergueu as lapelas do casaco e seguiu o seu caminho rumo o Caldeirão Furado.
Já no local, observou a clientela presente no mesmo.
Bêbados, jovens alunos, ministeriais e casais… Uma combinação um tanto adversa, uma vez que apenas os bêbados e os ratos (quais viu correndo sobre as escadas que davam para o primeiro andar do local), combinavam com aquele empoeirado estabelecimento.
E quando falo empoeirado, não quero citar apenas uma sujeira aqui e outra ali, pois, o Caldeirão Furado mais parecia um baú de velharias que não eram mexidas a séculos de tanta poeira que existia no local.
Romeo até imaginava que no dia que o local fosse limpo de verdade, eles encontrariam hieróglifos antigos dos primeiros seres mágicos do mundo.
Contudo, isso eram teorias de um homem ranzinza que passava metade do dia irritado com boa parte do mundo.
Um novo suspiro escapou de seus lábios entreabertos, quando uma série de espirros tomou conta de seu nariz.
Ainda mais essa! Revirou os olhos, retirando do bolso interno do casaco um lenço.
Pondo sobre o nariz.
— Uma dose de firewhisky, por favor. — Murmurou após se aproximar do balcão, batendo com o punho direito sobre o mesmo levemente.
Planejando tomar uma dose de álcool, antes de sair para enfrentar o Beco Diagonal.
ATCHIM! Espirrou novamente, assustando uma jovem moça que até então não tinha notado sentada a seu lado.
— Desculpe. — Se desculpou, pondo o lenço novamente sobre o nariz.
— ‎A poeira desse lugar ainda me mata. — Explicou.
Mesmo que não devesse nenhuma explicação para a jovem.
Tomou o copo de firewhisky recém-servido sob a mão e bebericou um pouco, sentindo o árduo líquido descer queimando sua garganta.

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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Aurelia V. Dashwood em Seg Out 23, 2017 6:16 pm

O triste início do fim de Aurelia
A
urelia passara, talvez, dois minutos sentada na mesa que escolhera. Havia uma corrente de ar frio entrando pelas frestas da janela e, vez ou outra, a loira ouvia seu assovio mórbido e sentia o beijo indiscreto do ar. A sensação fria contra seu corpo quente não a incomodava, mas o som sim. A janela chacoalhava levemente, como se algo invisível quisesse entrar para pegá-la.
_Sua bebida.- anunciou o garçom, assustando-a e tirando-a de seus mórbidos devaneios. Aurelia titubeou na cadeira manca de madeira e indicou o balcão com o polegar.
_Se importa de levá-la até o balcão para mim? Sentar-me-ei longe das janelas. – proferiu a loira, levantando-se e arrumando a saia. – Aqui faz frio.
Ela não devia satisfações a ele, mas achou de bom tom mencionar que o motivo de sua fuga era o frio e não o barulho do vento.
Ao menos era o que ela queria que ele acreditasse.
Ela mal havia bebericado o primeiro gole da bebida quando ouviu a sineta acima da porta tocar. Tilintava as unhas friamente pintadas sobre o balcão sujo quando um homem aproximou-se.
De soslaio, Aurelia observou-o. Ouviu seu pedido e não pode deixar de notar que sua voz tinha um quê de rouca, mesclando-se ao tom grave. Era o tipo de voz que você imaginava em homens poderosos que fumavam charutos cubanos depois de jantarem em salões solitários e glamourosos.
Levou nada mais que um gole em sua cerveja amanteigada até que Aurelia o tivesse em sua imaginação, e nada além de um espirro para que ela voltasse ao mundo real.
Olhou-o com ares de divertimento ao ouvir o comentário sobre a poeira.
_Você não parece o tipo que se entrega a paupérrimas partículas poeirentas.- ela proferiu com um sorriso de canto brincando nos lábios outrora tingidos de vermelho. – Mas posso te mostrar o caminho ao Mungus, se preferir evitar essa batalha.
Ela esticou a mão direita sobre o balcão, e girou o corpo até estar de frente ao homem. Ele parecia mais velho que ela, e devia ser. Seu cenho estava franzido e as sobrancelhas ligeiramente unidas. Talvez ele fosse um daqueles germofóbicos que não tocam em outras pessoas, o que seria um grande desperdício considerando que as mãos do estranho eram grandes e pareciam ótimas para massagens.
_Eu sou Aurelia.- apresentou-se, com a mão pendendo no ar a espera de um cumprimento.- Você deve ser Atchim.




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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Sebastian Rivaille em Qui Out 26, 2017 1:13 am


Romeo Van Harther
Professor de Voo
Uma expressão suave surgiu na face do irritado professor de Voo, à medida que ele escutava o comentário espirituoso da jovem a seu lado. Imaginando que se fosse em outro momento, ele simplesmente a teria ignorado, mas por algum motivo especial, acabou não o fazendo e até esboçou um pequeno sorriso para a mesma. O que era raro para ele.
— Eu também pensava dessa forma… — Bebericou mais um pouco do líquido ardente, encarando a jovem em seguida.
Avaliando os seus traços físicos, desde os seus cabelos loiros ao seu tom de pele, ela realmente era uma jovem muito bonita. Além de possuir uma língua a seu ver, bastante afiada.
— Bom, isso seria de ótima ajuda. — Encarou ela com o cenho levemente franzido, logo após o seu comentário, notando que mesma havia se virado e agora o encarava visivelmente de frente.
— Porém, receio que essa batalha já foi perdida. — Acrescentou.
Pondo novamente o lenço sobre o nariz de modo que viesse a evitar um novo espirro, sentindo-se inclusive um pouco constrangido por estar protagonizando tal situação, e agora com expectadores.
Olhou para a jovem novamente, considerando se deveria falar algo ou ficar em silêncio, contudo, logo optou por esse último.
Afinal, ela parecia possuir uma língua ávida para conversas, e ele tinha certeza que a mesma sozinha iniciaria um assunto e falaria por ambos.
O que poderia vir a ser irritante ou não, certo?
Um novo sorriso surgiu em seus lábios diante dessa perspectiva, tornando a situação ainda mais estranha, já que Romeo não era conhecido por ser alguém sorridente e animado.
— Aurélia, belo nome. — Comentou com uma sobrancelha arqueada, quando a sua suposição se mostrou verdadeira e a jovem acabou iniciando um assunto, ou melhor, apresentando-se para ele.
Ele, por outro lado, apenas encarou sua mão por breves segundos, antes de aperta-la é retribuir o cumprimento.
— Atchim? Parece ser um nome oportuno no momento, mas não. — Apertou a mão da jovem suavemente sob a sua.
— ‎Sou Romeo, Romeo Van Harther. — Concluiu.
Esperando algum reconhecimento da jovem em relação a seu sobrenome, uma vez que a família Van Harther era conhecida em todo o mundo bruxo por ser a família do Ministro da Magia.
Todavia, isso também era uma idiotice para ele, já que nem todos eram obrigados a reconhecerem o seu sobrenome por causa de seu parente famoso.
— Então, senhorita Aurélia… O que uma jovem como você faz num lugar como esse? — Indagou.
Pensando que só existia dois motivos para ela estar naquele local, o primeiro era que estava de passagem pelo Beco Diagonal, o segundo que tinha péssimo gosto para os lugares que frequentava.
Se bem que ambas as opções não eram da sua conta, com isso ele meneou a cabeça e utilizou o lenço, evitando um novo espirro.

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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Aurelia V. Dashwood em Sab Out 28, 2017 8:12 am

O triste início do fim de Aurelia
V
an Harther. Aurelia já havia escutado aquele nome em algum momento, mas sua memória fazia questão de manter em segredo o local e a hora em que o fizera. Talvez tivesse lido em um dentre os muitos livros que lera em sua breve vida. Talvez fosse algum bruxo cuja existência é um tópico de História da Magia. Se fosse, ela jamais se lembraria. Nunca fora boa em tal disciplina.  Van Harther não era o caçador de vampiros? Ou seria Van Helsing? Ela não tinha certeza. Mas não se importava muito com sobrenomes. Conhecera nobres que faziam apenas roubar o oxigênio de outros pulmões e, em contrapartida, conhecera indigentes que traziam em suas almas o fogo da vida.
_Romeo? Deve ouvir muitos trocadilhos shakespearianos, não é? Eu mesma estou me controlando para não fazer um.- confessou, bem humorada, ainda que o homem estivesse em posição reservada.
Quando as mãos de Romeo e - não espere ler Julieta, meu caro- Aurélia soltaram-se, ela aproveitou para chamar a atenção do garçom e, em seguida acenou na direção de sua caneca vazia. Queria mais uma cerveja.
Deu de ombros diante da indagação, voltando a girar o corpo para o balcão, trocando as posições das pernas que já começavam a incomodar.
_Bem, eu precisava de uma cerveja amanteigada depois de um dia de reformas e problemas e, como este era o lugar mais próximo e não parecia estar repleto de homens corpulentos jogando cerveja para cima comendo grandes coxas de peru com as mãos, sujando-se com a gordura, decidi que seria aqui.
Agradeceu o garçom com um sorriso quando ele trouxe sua cerveja e ergueu a caneca, ao mesmo tempo em que erguera as sobrancelhas para Romeo.
_E cá estou. - concluiu com um gole na bebida. Teve a impressão de que ficara com um infantil bigode de espuma sobre os lábios, e de imediato traçou o caminho com a língua para livrar-se dos resíduos. – Porque não se senta e me faz companhia?
Olhou-o com o canto dos olhos azuis cinzentos, esperando notar em seu rosto uma expressão de reprovação, ou, quem sabe, lábios crispados de esgar.
_Não é de bom tom recusar o convite de uma mulher, muito menos negar companhia a uma dama em tão terrível espelunca. – Aurélia tinha o nariz franzido quando referiu-se ao Caldeirão Furado.  




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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Sebastian Rivaille em Seg Nov 06, 2017 11:45 pm


Romeo Van Harther
Professor de Voo
— De certa forma, sim. — Respondeu a respeito dos trocadilhos shakespearianos relacionados a seu nome, omitindo a parte qual ninguém tivera a coragem realmente de fazê-los. Afinal, Romeo nunca foi considerado uma pessoa divertida com quem se podia brincar, tampouco alguém que tolerava piadinhas ou trocadilhos desnecessários. Já que na maioria das vezes, o seu simples olhar gélido era o suficiente para calar pessoas e obter a antipatia das mesmas.
Mas não convém ao caso mencionar sobre isso no momento, uma vez que o professor de Voo parecia realmente estar se divertindo nos breves minutos de conversa com aquela jovem moça.
— Se quiser fazer, fique a vontade… E, bem! Seja construtiva. — Acrescentou com um sorriso mínimo, ainda escondendo que ela seria a primeira é talvez a única a fazer algo assim; bebericou do saboroso líquido sob a caneca (agora servido pelo garçom), apreciando o seu gosto, à medida que observava a jovem de soslaio.
Isso porque ela havia adotado uma postura contrária a sua, de modo que pudesse solicitar mais uma caneca de bebida para si própria.
Escutando em seguida a sua resposta, que a seu ver não pareceu uma cena muito agradável de se presenciar, “homens corpulentos jogando cerveja para cima e comendo grandes coxas de peru com as mãos, sujando-se com a gordura”.
Contudo, achou curioso que fugindo de uma situação como essa, ela viria acabar justamente numa espelunca empoeirada como aquela.
— Mas parece que não mudou muita coisa, não é? Fugiu de uma cena desconfortável e acabou num lugar imundo como esse… — Comentou com uma sobrancelha levemente arqueada, virando-se para encara-la e obtendo uma visão um pouco infantil (devido o bigodinho de espuma sobre o lábio superior), porém, também uma perturbadora quando ela o lambeu como uma criança arteira.
Isso não parecia estar seguindo para um bom caminho, pelo menos não na mente do professor.
Franziu o cenho logo depois, após ser convidado por ela para acompanha-la, e cogitou em recusar o convite, pois, não era tão bom em interações ou mesmo em fazer companhia a uma mulher, e nem preciso citar o porquê, já que a sua personalidade explicava muito a questão.
Porém, ele não pode negar o convite da mesma, uma vez que ela foi astuta o suficiente para tocar num ponto crucial na postura de Romeo, o cavalheirismo, que, parecia estar adormecido antes e despertou no momento…
— Claro, eu não poderia recusa-lo. — Resmungou baixo, tentando parecer agradável para com ela, embora um pouco frustrado sem motivo específico.
— ‎Bom, você citou sobre um dia de reformas… Está fazendo obras em sua residência? — Tentou iniciar um assunto, esperando não ter sido um fracasso no mesmo.
Bebeu novamente do líquido amanteigado, encarando a moça a espera de uma resposta.

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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Aurelia V. Dashwood em Ter Nov 14, 2017 9:14 am


A primeira neve





Aurelia não apreciava a previsibilidade. Acreditava que a imprevisibilidade, por sua vez, levava a condutas espontâneas que, a seu ver, eram bem mais interessantes.
Pontuara em um canto de sua mente atulhada que, no momento oportuno, traria à tona os anos que passara lendo as tragédias Shakespearianas e os daria espaço através de um verso ou citação.
Ela sorriu genuinamente ao obter uma resposta positiva, ainda que tenha notado nos olhos azuis certa hesitação em aceitar o convite. Eis um fato sobre a jovem bruxa: Aurelia não gostava de ficar sozinha. É claro, sabia apreciar alguns momentos de solidão, como aqueles instantes ao pôr do sol em que se pegava observando o céu sobre o Tâmisa, ainda que tudo parecesse sobriamente cinzento. Mas, na maior parte do tempo, ela gostava de companhia. Em partes, esse fora um dos motivos que a levara até o Três Vassouras.
_Ah, bem,- começou, meneando a cabeça de um lado a outro, uma vez que o Três Vassouras passara a ser sua casa. A movimentação fez com que as ondas de seu cabelo loiro se agitassem em torno de seu rosto, provocando-lhe cócegas diminutas. Colocou todo o cabelo para o lado esquerdo e continuou a falar. - Estou fazendo algumas reformas no Três Vassouras. Sou a nova dona de lá.
Aurelia estava acostumada com expressões espantadas e olhares desconfiados quando ela contava que, aos dezenove, possuía seu próprio negócio. É claro, a maioria das pessoas não a questionavam com palavras e a menina tinha a certeza de que temiam obter respostas nefastas.
_Fui precipitada, confesso. - admitiu a loira. - Quando soube que o estabelecimento estava à venda, decidi de imediato que ele seria meu, um hábito comum em minha vida, devo dizer.
Olhou para Romeo, esperando encontrar em seus olhos- suas íris eram de um azul gélido que, apenas ao olhar, eriçavam os pelos da nuca de Aurelia, quase como um aviso de perigo- alguma reprovação.
_Com o contrato de venda assinado, todavia, olhei a minha volta e deparei-me com muitos problemas a serem resolvidos. - deu de ombros, dessa vez. A expressão séria que sombreara seu rosto por alguns segundos dera lugar à tradicional expressão sorridente. - Mas estou me saindo muito bem, modéstia à parte.
Levantou a caneca de cerveja amanteigada, como se brindasse a si mesma, mas sem pronunciar uma única palavra a respeito.
_E você? Trabalha com o que, senhor Romeo?- perguntou, realmente curiosa. Apostava todas as suas fichas que Romeo Van Harther trabalhava num departamento muito importante do Ministério da Magia.
Ouvira sua resposta atenta e preparava-se para fazer um comentário sobre a profissão do homem quando algo chamou-lhe a atenção.
Seu olhar se desviou para a janela, onde pequenos pontinhos brancos chamaram sua atenção.
_Está nevando?- questionou, mais para si mesma do que para Romeo.- Mas é outono, não é?
Sua crescente curiosidade em relação ao clima não passou despercebida pelos beberrões que estavam no balcão. Uma movimentação de cabeças se deu em direção a janela, mas Aurelia sequer notou.
Seu corpo girou-se na direção de Romeo novamente, esperando sua resposta por míseros segundos.
Levantou-se em seguida, estendendo sua mão e pegando entre os dedos macios e adornados por anéis a mão de Romeo.
_Vem.- pronunciou, dando-lhe alguns segundos para levantar.- Vamos lá fora.
Aurelia não tinha estado empolgada assim desde a última primeira neve do ano anterior, e seu rosto exibia isso claramente.
_Vamos, Romeo. – Resmungou quando o bruxo pareceu confuso e atordoado com sua atitude. - Dá azar perder a primeira neve do ano.
Era uma tradição, se é que assim pode ser chamada, uma vez que se tratava de um costume apenas das irmãs Dashwood. Naquela noite, Noora ficara sob os cuidados da Senhora Babette, para que Aurelia pudesse ter uma noite apenas para ela. Agora, no entanto, a loira só conseguia pensar que sua irmã estava perdendo a primeira neve do ano.
Puxou-o até o cabideiro, vestiu o casaco que deixara ali mais cedo, conjurou um cachecol negro e macio e enrolou-o com delicadeza no pescoço de Romeo. Apertou levemente a mão de Romeo, num gesto convidativo.
_Vem. - convidou-o, uma última vez. - Prometo que não vai adoecer.








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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Sebastian Rivaille em Ter Nov 21, 2017 2:25 pm


Romeo Van Harther
Professor de Voo
Era estranho para Romeo manter uma conversa por tanto tempo com uma desconhecida, afinal, ele nunca fora um bom ouvinte e muito menos falante. As conversas que tinha na maioria das vezes era com a sua irmã caçula, Nyeere, nem mesmo os seus primos conseguiam leva-lo a ter uma conversa que se estendesse por tantos minutos.
E isso era um problema a ser resolvido por ele, já que apreciava viver na solidão regada a tranquilidade. Porém, esse ano, ele duvidava muito que fosse se manter assim, uma vez que estava a caminho Hogwarts, onde lecionaria como novo professor de Voo.
O que seria frustrante e até mesmo curioso, suportar as crianças falantes e inquietas do primeiro ano.
Cerrou os olhos e suspirou, abrindo-os e focalizando a bela e falante Aurélia, que, seria uma ótima cobaia numa experiência de interação para ele.
— Hmn, parabéns. — Balbuciou a parabenizando por ser a nova proprietária do Três Vassouras, pois, mesmo que estivesse absorto em seus próprios pensamentos, ainda mantinha os ouvidos bem atentos para o que ela falava.
Observando-a jogar o cabelo loiro sobre um ombro, e pegando ele próprio, uma mecha solta do mesmo e retirando de seu rosto. — Desculpe… — Esboçou um pequeno sorriso.
Continuando a escuta-la.
— Parece estar sendo um grande trabalho…  — Comentou, imaginando o que poderia ocorrer numa reforma, poeira, barulhos e muita sujeira.
Nossa! Isso parece ser mais um castigo dos céus… Meneou a cabeça levemente e respirou fundo, tomando o copo de whisky novamente entre as mãos.
Bebendo um pouco mais do líquido ardente, mas com a atenção inteiramente focada na jovem.
— Você parece ser uma jovem muito inteligente e determinada, tenho certeza que está fazendo um ótimo trabalho. — Assentiu ao seu último comentário sobre o Três Vassouras.
Lembrando que nunca foi muito fã do local, entretanto, talvez até o visitasse após essa reforma. Afinal, algo dizia que o mesmo ficaria ótimo, talvez até mais sofisticado? Não, Aurelia parecia uma jovem que apreciava lugares rústicos.
Aliás, o próprio Romeo era rústico em sua essência… Enfim, voltando a presente interação.
— Trabalho em Hogwarts. — Respondeu a sua pergunta, agora com certo desgosto, pensando em como os seus dias de tranquilidade iriam acabar em breve. — Professor de Voo. — Acrescentou.
Arqueando uma sobrancelha, confuso em seguida, por causa da mudança abrupta de assunto da jovem, que agora via neve cair afora.
E o pior de tudo, ela tinha razão quanto a isso.
Deuses! Bufou exasperado, com receio de pegar um resfriado ao sair (quando fosse embora, óbvio) ou ter de ficar aprisionado naquela espelunca.
Contudo, nada disso iria ocorrer no momento, pelo menos não da forma que ele imaginava.
Até porque quando se deu conta, Aurelia já o tinha preso sob a sua suave e delicada mão, balbuciando como uma criança sobre sair e ser a primeira neve do ano.
Céus! Seus lábios travaram numa linha emburrada, pois, aquela altura até um cachecol tinha surgido envolta do seu pescoço, graças a Aurelia.
— Dúvido muito que possa garantir isso.. — Resmungou sobre a promessa dela, segurando a sua mão e a seguindo para fora.
Esperando realmente não adoecer.
Sentindo os flocos de neve caírem sobre a sua face em pequenos toques gélidos, engrenhando-se sob o seu cabelo e barba.
Merda! Suspirou com uma carranca, no entanto, notando que Aurélia parecia se divertir como uma criança num parque de diversões.

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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Aurelia V. Dashwood em Sab Dez 02, 2017 2:30 pm


A primeira neve





A carranca do professor de voo estava deixando a jovem Aurelia intrigada. Em todos seus poucos anos de vida, conhecera poucas pessoas que não se rendiam às suas tagarelices e humor espevitado.  Romeo Van Harter era um desses. Acontece que, diante de um belo desafio, Aurelia punha-se ainda mais interessada. Amava sentir a adrenalina causada por um emprazamento correndo em seu sangue, provocando-lhe sensações ansiosas e aflitivas.
Ela fitava os focos caindo lentamente, mas sua mente estava em Romeo e nos motivos que o fizeram tão duro.
_Eu posso garantir, pelo menos, que se ficar doente, faço-lhe um chá e um escalda pés.- Disse, girando o rosto na direção do homem.- Posso ser uma excelente enfermeira.
Tinha um sorriso travesso para ele e, com um arquear sugestivo das sobrancelhas delineadas, voltou sua atenção para os flocos de neve intempestivos. Sabia que não passaria daqueles poucos flocos que logo tornar-se-iam lamacentos, mas os adorava ainda assim.
_ O que faz você sorrir, Romeo?- questionou, languidamente pronunciando o nome poético com o qual fora batizado o homem. – O que faz com que seus lindos lábios curvem-se num sorriso sinuoso e que seus olhos...
Ela aproximou-se com a cabeça sobrelevada para poder olhá-lo nos olhos.
_Que seus olhos comprimam-se numa clara expressão de felicidade, formando vincos pequenos,- Aurelia esticou as mãos, tocando levemente o canto  externo dos olhos de Romeo.- bem aqui?
Seu sorriso agora era curioso.
_A propósito, você tem belos olhos, professor. - provocou-o, permanecendo em sua frente quase como uma afronta. Estava certa de que ele lhe daria as costas, murmurando coisas como “garota atrevida”e desviaria de seu corpo esbelto para ganhar as ruas vazias com seu casaco pesado e seu semblante sério.







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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Lisa Grace Harris em Ter Dez 12, 2017 12:11 am



The fantasy is in the way of dreaming
If you look at the world with the eyes of a child, you will see the life that you gave up as you grew up.

Finalmente mamãe havia ganhado uma folga para me levar paras compras. A carta de Hogwarts já tinha chego a tanto tempo que por alguns momentos pensei que ela não queria que eu me tornasse bruxa. Não que ela fosse chata com isso, ela é muito legal e sempre foi até quando eu fazia coisas estranhas. Ela não agia igual as mães dos meus amigos que gritavam e batiam por tudo, mamãe nunca nem mesmo tacou nada em mim. Criar-me sozinha não era uma tarefa fácil e ela achava que se fosse chata eu poderia querer fugir de casa. Não mesmo. Ela era tudo o que eu tinha, tirando minha avó, minha tia e meus primos. 
 
Descemos do ônibus em frente as lojas de Londres, morávamos em um bairro vizinho. Mamãe estava com o papel de Hogwarts nas mãos e o nome de uma loja onde ela deveria pedir ajuda. Ela poderia ter contado para a família do meu pai sobre as compras, mas ela resolveu que cuidaria daquilo sozinha, e eu não tocaria no assunto senão ela começava a chorar. Ela ainda amava o meu pai mesmo ele tendo a abandonando grávida. – Mamãe?  Olhe aquela barraca. – Eu li juntando as frases “Caldeirão Furado”, porém aparentemente minha mãe não conseguia ver, só eu e então tive certeza que era coisa de bruxa. – Vem. – Segurei a mão dela e puxei-a, abri a porta e entrei. Não sabia quem estava mais surpresa, eu ou ela. Ela porque não acreditava que havia um bar ali ou eu porque via bruxas pela primeira vez na minha vida e elas me assustavam. Tinha uma caolha e um caroço no nariz e outra fumava uma coisa estranha e mexia a colher no chão sem as mãos. 
 
Minha mãe tomou a posição de adulto e foi ao balconista ou apresentou-se como minha mãe e pediu ajuda. Eu me sentia muito triste por ela não ser igual a mim e às vezes mais triste ainda porque eu era bruxa igual ao meu pai e toda a sua família. – Mamãe, tudo bem. – Alisei a sua mão e fui com ela e um homem estranho nos guiou para fora do bar até os fundos. Ele tirou um objeto estranho do bolso e minha mãe recuou como se tivesse se lembrado de alguma coisa. Fiquei esperando curiosa e quando ele bateu nos tijolos, eles se abriram revelando uma mini cidade do outro lado com... muitos bruxos.  

>OFF<




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Re: Caldeirão Furado - Bar

Mensagem por Sebastian Rivaille em Qua Dez 13, 2017 1:58 pm


Romeo Van Harther
Professor de Voo
— Um chá parece ótimo. — Balbuciou ele com os olhos fixos no céu e nos flocos gélidos que caiam do mesmo, olhando para a jovem em seguida com uma expressão leve. Diferente da carranca apresentada anteriormente.
Contudo, não era somente a expressão facial de Romeo que parecia ter mudado, mas a sua irritação habitual também. Pois, por algum motivo em especial, o professor se sentia mais leve, talvez até disposto a se divertir um pouco na companhia da loira. Mesmo que eventualmente ele viesse a se arrepender no futuro (por conta de um possível resfriado, e claro).
É a responsável por esse momento era a Jovem Aurelia, que parecia ter cativado o rústico professor de Voo com o seu jeito descontraído de se portar.
Posteriormente meneou a cabeça com o comentário feito pela mesma, tentando espantar a imagem de uma jovem enfermeira loira cuidando de seu bem-estar.
— Tenho certeza que sim. — Arqueou uma sobrancelha em resposta a seu sorriso travesso, imaginando que àquela jovem não era tão inocente quanto imaginava, na verdade, ela parecia ser bastante perigosa. Um perigo que ele estava se sentindo disposto a conhecer.
— Muitas coisas… — Respondeu a respeito do que o fazia sorrir. — Geralmente acontece de forma espontânea sem um responsável direto. — Umedeceu os lábios, encarando os seus belos olhos esverdeados. Obtendo a certeza de que aquela bela é atrevida jovem realmente era um perigo.
Mas, porque um perigo? Simplesmente porque ele estava se afeiçoando a ela, e isso não era interessante para o professor e seu passado atormentado.
— Mas não com frequência… — Um pequeno sorriso ameaçou surgir em seus lábios, quando ela tocou levemente a sua face.
— Quem sabe não veja essa expressão um dia… — Mordeu o lábio, contendo o sorriso e permaneceu a encarando, no entanto, timidamente.
Já que não era acostumado a receber elogios como o que ela acabara de fazer.
— Você também tem belos olhos, senhorita Aurelia. — Surpreendeu-se com a própria resposta, afastando-se um passo da mesma. — E possui uma forma bastante atrevida de se portar… — Acrescentou por fim, esboçando o tão falado sorriso.

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